Para enviar emails a Luís Nassif, clique aqui

Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria.

Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.

Lançamento: A Casa da Minha Infância

 

 

O caso Veja (no GooglePages)

       O lobista de Dantas

      O lobista de Dantas (no GooglePages)

 

 

 

 

   Projeto Brasil

   Dinheiro Vivo

 

 

     



       



12/10/08 08:28

Sobre assassinatos de reputação

Chamo a atenção para as coincidências entre o modus operandi dos suspeitos identificados pela na Operação Avalanche – deflagrada na sexta pela Polícia Federal – e o caso da Secretária-Tradutora da Itália.

Marcos Valério (do Valerioduto) foi preso pela Operação Avalanche, acusado de ter levantado um dossiê contra fiscais que investigavam a cervejaria e ter pago jornalistas para divulgá-lo. O acusado é Cláudio Humberto.
No episódio da “tradutora”, concedeu uma entrevista ao site Consultor Jurídico. A partir dessa entrevista, jornalistas ligados a Dantas – especialmente Diogo Mainardi – passaram a cometer tentativas de asssassinato de reputação contra vários adversários de Dantas.

O “modus operandi” é o mesmo. E um personagem está envolvido nas duas pontas: Marcos Valério, o publicitário do qual se valeu Dantas para financiar o “mensalão”.

No episódio “O Lobista de Dantas” apresento uma entrevista com Angelo Jannone, o segurança da Telecom Itália envolvido no caso do dossiê Kroll.

No trecho 8 da entrevista gravada, Jannone diz o seguinte:

“Trecho 8 – No final de 2007, o advogado do Bernardini, falando com os promotores - está escrito isso - fala "olha, a última vez que fui ao Brasil, encontrei Marcos Valério, que foi por sua vez aproximado por uma pessoa que pedia informações sobre o inquérito de Milão. Porque ele está dizendo isso? O que tem a ver o advogado do Bernardini com o Marcos Valério? Isso seria interessante aprofundar, diz Jannone”.

Antes, a Carta Capital entrevistou a tal tradutora, que disse cobrar 50 mil euros por entrevista. Um dos trechos da conversa dela com a revista é o seguinte:

CC: Gostaria de entrevistar também Marco Bernardini e o seu advogado Vincenzo Carosi (que nas fases iniciais do inquérito milanês assistia também à própria Araújo). Poderia me ajudar?
LA: Infelizmente, com Bernardini nunca mais tive contato, desde que se iniciou o processo. Não posso dizer por que, e também não tenho certeza, mas acredito que Carosi se encontra no Brasil.

CC: É verdade que Carosi é sócio de Bernardini numa agência de investigações?
LA: Não sei. O que eu sei é que são muito ligados, são amigos, e sei que todo o trabalho que faz (Bernardini), o faz com ele (Carosi), incluído o meu contrato de trabalho.

CC: Existiam contatos entre o publicitário Marcos Valério e seu ex-advogado Vincenzo Carosi, que atualmente defende Bernardini?
LA: Posso dizer que (Marcos Valério) é um contato muito, muito direto de Carosi.

CC: Acredita que possam ter-se encontrado no Brasil, “por acaso”?
LA: Quero dizer-te uma coisa. Sei que Carosi e os advogados de Marcos Valério estão trabalhando juntos em coisas que se referem ao processo italiano. Tive confirmação antes de sair da agência de Bernardini.

Em cima da entrevista concedida pela tradutora ao Consultor Jurídico, houve uma ação articulada de jornalistas visando assassinar reputações de pessoas que enfrentavam Dantas. O Cláudio Humberto desse episódio foi o colunista de Veja Diogo Mainardi, conforme você poderá conferir nos capítulos “O Lobista de Dantas”, “O bookmark de Mainardi" e “Lula, meu álibi".

É possível que as investigações italianas tragam novidades sobre esse caso. E não propriamente as informações falsas difundidas por Mainardi.

Da Agência Brasil

Marcos Valério tentava livrar cervejaria de multa por sonegação fiscal

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O empresário Marcos Valério e seu sócio Rogério Tolentino foram presos hoje (10), na Operação Avalanche, sob acusação de comandar um grupo para tentar livrar a Cervejaria Petropólis de uma fiscalização feita por fiscais da Receita estadual, que a autuou em mais de R$ 104 milhões por sonegação de impostos. Marcos Valério foi preso em Belo Horizonte (MG) e deve ser transferido no início da noite de hoje para São Paulo para prestar depoimento.

A tática utilizada pelo grupo, segundo a Polícia Federal, era a de tentar desmoralizar os fiscais responsáveis pela autuação, o que levou os criminosos a abrir um inquérito policial contra os dois fiscais na cidade de Santos (SP), utilizando-se, para isso, de fatos inverídicos.

A Operação Avalanche, deflagrada hoje pela Polícia Federal, era composta de três núcleos. Marcos Valério e Tolentino eram parte do terceiro núcleo, de acordo com a Justiça Federal. A Polícia Federal deu detalhes sobre a operação, mas não confirmou o nome de nenhum dos presos e nem mesmo das empresas investigadas. Os nomes foram mais tarde confirmados pela Justiça Federal.

(...)  De acordo com informações da Justiça Federal, os agentes aposentados da Polícia Federal Paulo Endo e Daniel Ruiz Balde teriam sido contratados pelo advogado mineiro Ildeu da Cunha Pereira para “tentar plantar a notícia da instauração do inquérito na imprensa local, sobretudo em Santos”. Ildeu Pereira, por sua vez, agia “a mando de Marcos Valério e Rogério Tolentino” que “tencionavam dar causa à instauração de procedimento investigatório e tornar públicas notícias falsas e difamatórias” contra os fiscais que haviam autuado a empresa.

Jornalista é citado em operação da PF e nega recebimento de propina

(...) Um dos jornalistas que teria se beneficiado do esquema montado por Marcos Valério na campanha de difamação contra os dois fiscais seria o colunista Cláudio Humberto. De acordo com os autos, Cláudio Humberto teria recebido o pagamento de R$ 10 mil para escrever uma nota contra os fiscais.

A nota foi publicada com destaque na coluna de Cláudio Humberto no dia 31 de julho deste ano, sob o título “PF investiga extorsão no governo Serra”. Na nota, o colunista cita o nome dos dois fiscais e diz que eles estão sendo investigados pela PF, em Santos, por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e cobrança de propina, mediante extorsão.

"Em face da insistência de Ildeu e segundo ele próprio mencionou expressamente em diálogo monitorado, fato que depende de confirmação, a matéria foi publicada mediante o pagamento de R$ 10 mil reais, conforme consta do anexo deste relatório as publicações veiculadas na coluna e site do jornalista Cláudio Humberto", diz os autos.

Com a operação concluída e após consulta ao proprietário da Cervejaria Petrópolis, Marcos Valério e Rogério Tolentino decidiram como fariam o pagamento aos advogados e aos policiais pelo trabalho executado. No dia 13 de agosto, para receber o dinheiro e efetuar a divisão entre sua equipe, o advogado Ildeu Pereira viajou até Boituva (SP), sede da cervejaria. Sabendo desse pagamento, a Polícia Federal deflagrou uma operação na época e apreendeu R$ 1 milhão em espécie com o advogado, no momento em que ele embarcava com destino a Itanhaém (SP) para efetuar o pagamento aos policiais.

Procurado pela Agência Brasil, o colunista Cláudio Humberto se defendeu das acusações, afirmando estar “sendo vítima do mesmo processo que tentou atingir a jornalista da Folha [de S. Paulo] Andréa Michael”, uma das pessoas investigadas durante a Operação Satiagraha. “Isso é uma tentativa de constranger jornalistas e veículos de imprensa independentes”, afirmou ele.

Por Ivanisa

As ligações Cláudio Humberto x Diogo Mainardi

Acredito estar entre heródotos,que ouvem testemunhas. Sou uma testemunha e tenho contado a vocês as situações em que me envolvi, ou melhor,em que fui envolvida.Só faltava este último testemunho: Claudio Humberto também se tornou personagem na minha história.Quem diria! Não o conheço.

Repetindo: quando Mainardi escreveu a primeira coluna me caluniando e a outros, eu estava de férias.Tinha deixado a assessoria técnica do gabinete do líder do governo no Senado,em janeiro, porque ele entraria em campanha para o governo do Estado de São Paulo.O que faço é prestar assessoria em políticas sociais no governo,na Câmara ou no Senado. Havia voltado para o Ministério do Planejamento, onde sou servidora, e esperava uma colocação.

O mês era abril de 2006. Para a segunda coluna,também em abril, Mainardi precisava de fontes.E, ao voltar, fiquei sabendo que Claudio Humberto foi ao gabinete do Ministro Paulo Bernardo e perguntou:"a esposa do Franklin Martins trabalha aqui?" Paulo Bernardo não sabia, mas a assessora que estava ao seu lado informou que sim,e procurou dar ao jornalista informações precisas, sobre a secretaria, o andar e o número da sala. Claudio Humberto as passou a Mainardi que as publicou como se fosse favorecimento.Soube que uma jornalista da TV Globo procurou se informar também, ao invés de perguntar ao colega Franklin Martins,que estava de férias. No Ministério, a assessora de Paulo Bernardo não quis me dizer quem foi. Há duas possibilidades.É assim que se constróem calúnias.



enviada por Luis Nassif
  Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado  ::  (O que e isso?)


Todos os Direitos Reservados ©2006 LUÍS NASSIF. Blog criado por STUDIO ALARCON