Para entender os próximos lances do jogo de xadrez de Daniel Dantas.
1. Um de seus estratagemas, anos atrás, foi buscar aproximação com homens públicos e sociedade com seus parentes. Foi assim que sua irmã se tornou sócia de Verônica Serra, filha do José Serra. E ele próprio, Dantas, entabulou negociações iniciais com a Gamecorp do Lulinha. Como não era ainda um empresário marcado, nada há de ilegal ou imoral nos dois negócios.
2. Quando, no controle da Brasil Telecom, Dantas estava próximo de fechar com a Gamecorp, Lula foi alertado. Toninho Trevisan veio em socorro do presidente, conseguindo uma associação com a Telemar, que substituiu a associação com Dantas. Mas não a tempo de evitar que Dantas bancasse algumas operações iniciais da Gamecorp.
3. O trunfo de Dantas é tentar explorar ao máximo essa ligação com Lulinha. Tempos atrás, o Blog da Veja publicou diversos comentários “anônimos” falando de compras de fazenda de Lulinha, ora na Amazônia, ora em Araçatuba.
4. Não se sabe o que tem de blefe, o que tem de real nessa história. Mas o jogo é por aí. Não me surpreenderia se a próxima edição de Veja fosse uma capa sobre supostas ligações de Lulinha com Dantas. A própria nota de Lauro Jardim, aliás, (clique aqui) sugere a estratégia a ser seguida por Dantas e o papel a ser cumprido por Veja.
5. A incógnita do jogo é essa: Lulinha. Independentemente de ser blefe ou não, não há retorno: o governo vai ter que pagar para ver as cartas na mesa. Mas está soando blefe.
Nassif,
Por Dalmace C. Neto
É blefe sim, segue link com entrevista do ainda dono da fazenda: clique aqui.
Por mila
Bob fernandes no Terra Magazine:
Entenda-se, uma vez que, na praça, desinformados e desinformadas de vários matizes já excitam-se com "a volta do mensalão".
Não, não é uma investigação que esbarra em maracutaias do "mensalão". É uma devassa que chega a bem antes. E chegará a bem depois. Algo muito maior, muito mais profundo e poderoso do que o mensalão. Que viceja, brota gloriosamente em meio à privatização do sistema Telebras, embora pensado antes ainda. Algo que mira também o presente e o futuro.
Não, não é coisa de pés-rapados, adoradores de penosas, de pobres-diabos que recebem o "por fora" no guichê do Banco Rural - do Brasília Shopping. É fato inédito na história dos crimes financeiros. É coisa de uns 2 bilhões.
De dólares. É coisa de quem montou, geriu, operou, opera o Sistema.