Por paulo frança
Prezado Nassif, você não deu, aparentemente, a menor importância à informação que lhe postei ontem aqui, sobre o Brasil ter criado a água vegetal a partir da cana-de-açúcar. Permita-me perguntar o motivo. Foi porque postei em lugar não apropriado, você não leu com calma, devido ao volume de trabalho, ou porque não tem a importância que eu vejo ter?
Na minha visão, oferecer água destilada a partir da cana-de-açúcar é simplesmente revolucionário. Os seres vivos deixam de depender da água mineral e passam a contar também com a vegetal. Se formos para a escala em que se está transformando o negócio do etanol no Brasil, veremos o quanto é possível ofertar de água vegetal que, até agora, era simplesmente descartada.
Apenas no caso da usina que criou a técnica, são 3 milhões e 600 mil litros de água diários. Imagina essa quantidade abastecendo pequenas cidades do Nordeste, onde a seca sempre as assolou. Aliás, não temos tido seca em proporções ou o problema está sendo equacionado com as milhares de cisternas?
Penso que a água extraída da cana é visão estratégica de abastecimento de um gênero importantíssimo para qualquer ser vivo.
Por justo
o que encontrei sobre o assunto foi isto:
30/06/08 - Quando decidiu inaugurar uma empresa de cosméticos, a farmacêutica Érica Ortolan investiu na estratégia comercial de se apresentar ao mercado por meio de uma linha de produtos diferenciada. Após um ano e meio de pesquisas, além de empresária, havia se tornado inventora. Essa foi a patente registrada pelo desenvolvimento do sabonete esfoliante em barra fabricado a partir de extrato vegetal de cana-de-açúcar e bagaço. Clique aqui.
Mas isto é totalmente diferente do que diz o Paulo França.
Onde podemos ler sobre o que ele informa?
Por Rafael Odon
Fiz uma rápida pesquisa sobre o assunto e encontrei esse PDF da empresa Dedini ( responsável pelo desenvolvimento de plantas industriais para várias usinas ) fazendo um breve review sobre a tecnologia. Clique aqui.
Por Henrique Marques Porto
Nassif e galera,
Sobre o assunto achei referências em http://www.skyscrapercity.com/
"Tecnologia Retira Água Doce da Cana de Açúcar
A Dedini Indústrias de Base criou uma tecnologia, inédita no mundo, que possibilita a retirada de água doce da cana-de-açúcar. A apresentação do sistema será feita durante coletiva de imprensa na terça-feira, dia 1º, após abertura do Simtec (Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira) 2008. (...)
A tecnologia desenvolvida em Piracicaba, por dez pesquisadores da Dedini, permite às usinas de açúcar e etanol extrair água doce para consumo próprio a partir da cana-de-açúcar.(...)"
A matéria é de 29 de junho. Confiram em clique aqui
Por Antônio César
Pessoal,
O Paulo França já havia enviado um link ontem da notícia publicada no Invertia do do Portal Terra.
Não há milagres. Ninguém está querendo plantar cana para conseguir água, senão seria um boimate. Obviamente, a água contida na cana veio do solo, e dificilmente haveria um saldo positivo no final.
A novidade aí é que a Dedini conseguiu desenvolver uma tecnologia em que a água contida na cana e que ficava misturada com a sobra da fermentação (acho que o melaço) e que corresponde a algo em torno de 65% é separada e pode ser utilizada para outros fins. O balanço positivo se dá a partir daí, pois além da água da chuva na fase de plantação, é utilizada água nos diversos processos de produção do álcool, como lavagem da cana p ex, etc.
O que se produz com a nova tecnologia é suficiente para todo este processo e ainda sobra para ser aproveitado de outro modo, como as sugestões dadas.
Outra vantagem divulgada pela empresa é que a parte seca do subproduto que é poluente, pode se juntado a outros subprodutos como a fuligem dos filtros da queima e transformados em fertilizantes.
Não podemos esquecer que ainda há o bagaço, que hoje é utilizado para produção de energia "termelétrica" nas próprias usinas.
O salto que se dá, se confirmado, é que as usinas de álcool se municiam contra eventuais acusações de danos ao meio ambiente, pois se tornariam extremamente eficientes na produção, retirando apenas o álcool e o açucar, devolvendo quase tudo o mais que retira da natureza.