Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria.
Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.
A entrevista do Fantástico com a mãe de Isabella dá um desânimo danado, com pegadinhas de doer no calo. A tentativa de criar ciúmes entre a mãe Ana Carolina e Ana Jatobá, as futriquinhas para estimular respostas agressivas, foi demais. Parecia dessas cenas de leva-e-traz. No fundo, Ana Carolina não desmentiu em nada as informações do casal sobre as pequenas cenas familiares, as boas relações com a menina, até admitiu a possibilidade de Isabella pretender morar com os mais. Comprova que – até o crime – a menina se dava bem com o pai e sua mulher. Repito: para mim, a probabilidade maior é do casal ser culpado. Poderia ser condenado sem essa campanha sistemática e parcial da mídia.
Por Paulo
Este caso tem sido explorado sem escrúpulos pela mídia e pelas autoridades. Vejam a nota abaixo, publicada no site Migalhas, de assuntos jurídicos:
"A Associação Juízes para a Democracia manifesta sua profunda preocupação com relação à forma pela qual se realizaram os atos de investigação do caso Isabella Nardoni. A referida investigação foi pautada pela exacerbada publicização dos seus atos, em postura diametralmente oposta a regra expressa do sigilo da investigação policial (artigo 11 do CPP). Viu-se que os atos investigatórios davam um tratamento privilegiado para os órgãos da imprensa, que por sua vez construíram a notícia da tragédia, sempre apontando a responsabilidade aos investigados, e divulgando peças da investigação como se tivessem acesso privilegiado às mesmas, ferindo assim os direitos fundamentais dos investigados, em especial os direitos à presunção do estado de inocência, à ampla defesa, ao contraditório e à igualdade de armas. Esses princípios refletem longa evolução histórica na luta contra um Estado autoritário, e são inegociáveis para uma sociedade que se pretende livre, justa e democrática. Acreditamos que os mesmos serão aplicados ao longo do processo criminal, permitindo que os agora acusados possam ser julgados no juízo constitucionalmente e previamente estabelecido." Dora Martins, Presidente do Conselho Executivo da AJD