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Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria.

Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.

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O caso Veja (no GooglePages)

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28/03/08 16:30

O dossiê dos gastos

O caso é grave; a matéria também

Postado por Luiz Weis, no Observatório da Imprensa

”Para governo, caso é grave e exige resposta de ministra”.

O caso a que se refere o título acima, da Folha de hoje, sobre matéria de Kennedy Alencar e Valdo Cruz, é o do alegado preparo de um dossiê com gastos por meio de cartões comporativos para o então presidente Fernando Henrique e a sua mulher, Ruth.

Em manchete de primeira página e ao lado da rubrica “exclusivo”, o jornal atribui à secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, “braço direito” da ministra Dilma Rousseff, a responsabilidade pela montagem da relação – um documento de 13 páginas a que a Folha diz ter tido acesso ontem.

Grave, além do caso, é a mencionada matéria sobre os efeitos políticos potenciais do furo do jornal.

Por trechos como os seguintes:

”A cúpula do governo avalia que a situação da ministra […] se agravou […]”.

”Ontem, integrantes da cúpula do governo demonstraram preocupação com a situação da ministra […]”.

”[…]um ministro de Lula classificou a informação [da Folha] de gravíssima e disse que Dilma pode ser arrastada para o centro da crise.”

”Cúpula do governo”? “Integrantes da cúpula do governo”? “Um ministro de Lula”?

A vaguidão desses termos, numa reportagem sobre assunto de tamanha importância, depõe contra a credibilidade do texto.

Se os autores não podem identificar as suas fontes, podiam ao menos dizer quantas são e quais as áreas do governo em que atuam. Podiam dar a idéia mais aproximada possível, sem publicar os seus nomes, do seu lugar no sistema de decisões do Planalto e de sua presumível influência junto ao presidente da República. Por que eles – supondo que de fato sejam mais de um – representam, ou integram, a “cúpula” do Executivo?
E quanto às suas eventuais motivações? Ou isso não pesa?

O público não tem por que dar cheques em branco a jornalistas. Estes é que deveriam se sentir obrigados a lhe dar um mínimo de garantias de que as opiniões de seus informantes anônimos merecem ser levadas em conta por serem eles efetivamente quem se sugere que sejam

O caso do rol de compras

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

A única exceção é a Folha de S.Paulo, que colocou seus repórteres na pista de Veja e revela que as informações foram coletadas por uma assessora de confiança da ministra Dilma Roussef.

Faz disso sua manchete de hoje, e já chama o caso de "Dilmagate". Mania da Folha de batizar tudo quanto é assunto.

A rigor, a única novidade é uma coisa já sabida: como o acesso a informações sobre gastos pessoais de autoridades e seus familiares é protegido por senhas só acessíveis a uns poucos funcionários de alto escalão, o surgimento de um nome era apenas questão de tempo.

Mas aquilo que mais interessa ao leitor não está dito: a lista com alguns itens de gastos pode ser chamada de "dossiê"?

Por justo

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enviada por Luis Nassif
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