Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003 e 2005, em eleição direta da categoria.

 

O caso Veja (no GooglePages)

       O lobista de Dantas

      O lobista de Dantas (no GooglePages)

 

 

 

 

   Projeto Brasil

   Dinheiro Vivo

 

 

     



       



27/08/08 18:08

Uma paixão de romance

Da Comunidade do Blog

De Justo

Morre a ex-cantora Stella Maris, mulher de Dorival Caymmi.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 17:00

Pierre Verger em Salvador

Da Comunidade do Blog

Adicionado por Beto Palaio



enviada por Luis Nassif
27/08/08 16:41

O novo desenvolvimentismo

Dois livros imperdíveis, para a discussão sobre os novos rumos da economia.

A "Economia do Desenvolvimento - Teoria e Políticas Keynesianas".
Organizadores: João Sicsú e Carlos Vidotto.

Editora Campus

Entre os autores, Fernando Cardim, Roberto Frenkel, Luiz Carlos Bresser-Pereira, João Paulo de Almeira Magalhães.

O outro livro é "Nação, Câmbio e Desenvolvimento", organizado por Breser-Pereira, pela editora FGV.

Por Rubens Ricupero, Paulo Nogueira Batista Jr e Moniz Bandeira, dentre outros.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 16:21

O jornalismo cultural

No grupo de Mídia da Comunidade do Blog

Um bom tema para discutir no Grupo de Mídia da Comunidade do Blog é a questão do jornalismo cultural.

Convoco para a empreitada o moderador Weden.

Tome-se a crítica do Estadão de hoje, sobre o show do Caetano e de Roberto Carlos:

“Caetano, o Rei e o show de naftalina

Mais preocupados em lustrar prestígio de Tom Jobim do que em ousar e suplantar-se, totens da MPB fazem noite tediosa”

Muitos e muitos anos atrás, quando começava minha carreira de jornalista e me aventurava pelo jornalismo cultural, o setor já era vítima da síndrome da ruptura. A única obra estética que valia era a que significasse uma revolução. Como se fosse possível a um autor, ou mesmo a um país, produzir uma revolução por show; por ano, ou mesmo por década.

Com essa medida, todos os shows ficavam pequenos.

Por exemplo, um show de Roberto Carlos é um show de Roberto Carlos é um show de Roberto Carlos. Ponto. Com Caetano Velloso fica um show incrementadíssimo em que um mais um é mais do que dois. E não precisa necessariamente ser uma ruptura para ser um grande show.

Agora, cá para nós, o que significa pretender se suplantar? O show reside no simples fato de dois dos maiores artistas brasileiros, dos maiores cantores brasileiros, pretenderem interpretar a obra do compositor maior, Tom Jobim. São três clássicos juntos em um mesmo show. Para quê pretender que façam uma revolução estética?

Não tem lógica esse critério. Tomo por mim. Quantos shows assisti que poderiam ser considerados clássicos definitivos? Os últimos de Tom Jobim; um ou outro de Edson Cordeiro; os de Elis Regina; aquele do Gilberto Gil e Milton Nascimento; os Tambores de Minas, do Milton; alguns do Paulinho da Viola, do Chico; aquele do Elomar, Xangai, Geraldo Azevedo e Vital Farias.

Qual deles que se enquadraria nesse critério da ruptura? Provavelmente nenhum. Entraria, talvez, o “É proibido proibir”, os primeiros da bossa-nova, que não assisti.

Nenhum dos clássicos entraria, porque clássico é o oposto de ruptura: é a ruptura que já se consolidou. Por esse critério, em toda a carreira do Tom Jobim, os únicos shows elogiáveis seriam os primeiros; toda a discografia do João Gilberto se resumiria ao LP “Chega de Saudades”. Chico, então, valeria apenas pelo show do “Construção”.

Em suma, se você usa uma métrica em que só conta quem tiver mais que dois metros de altura, você não tem métrica nenhuma. Não conseguirá diferenciar o sujeito de 1,90 do sujeito de 1,50.

Clique aqui para discutir o tema na Comunidade.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 11:36

Fora de pauta

Coloque aqui comentários ou temas não contemplados em outras notas.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 11:12

A força dos Blogs

Por Maria de Lima

Prezado Nassif, como vai?

Parte dos resultados de minha pesquisa, com seu blog, apresentarei no 17º Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, que começa amanhã, dia 28, em Campinas.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 11:07

A morte de Olavo Setubal

O século 20 mostrou três grandes gestores no país: Amador Aguiar, Norberto Odebrecht e Olavo Egydio Setubal.

Na aba de ECONOMIA, um perfil de Olavo Setubal, falecido hoje em São Paulo, que escrevi em 2005.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 09:34

Manual da planilha viciada

Toda a batalha em torno de juros, câmbio, transferência de renda, se dá no campo das planilhas e da capacidade de “esquentar” os números. É um movimento de conquista da opinião públicaque usa bem o estilo de "esquentamento" das manchetes pelos jornais.

Vamos a dois exemplos didáticos dessa jogo.

A política monetária aprecia o real. Como conseqüência, há um aumento brutal no déficit em transações correntes, puxando principalmente pelo aumento das importações – mais de 50%. É uma escalada insustentável que, em países anglo-saxões, racionais, imporia restrições ao uso ilimitado de juros pelo BC.

Aí vem o Bradesco, do meu amigo Otávio de Barros, com suas contas.

1. Separa preços e quantidade de importações.

2. Constata que a quantidade está aumentando em 20% ao ano há algum tempo.

3. A partir daí fornece material para a manchete: importações estão estabilizadas.

O que a planilha não mostrou:

1. Crescimento de 20% não é estabilidade em lugar nenhum do mundo: é crescimento de 20% ao ano. Faz-se um jogo de palavras – “estabilizar o crescimento” – para passar a falsa idéia de estabilidade.

2. Se o que interessa é o saldo comercial, a comparação tem que ser com exportações. Pelo critério de quantum, as exportações estão estagnadas.

Aí vem o Banco Real Private Banking com um estudo mostrando que o Nível de Utilização de Capacidade Instalada atingiu o segundo patamar mais alto desde que a série foi criada.

Confira na matéria de Cláudio Lamucci (não confundir com La Nuci, com o perdão pelo trocadilho) (clique aqui).

Segundo o economista Fabio Susteras, seus estudos comprovam que “a despeito da queda dos preços de commodities, o Banco Central (BC) deve continuar a aumentar os juros nos próximos meses, levando a taxa Selic, hoje em 13% ao ano, para 14,75% no fim de 2008”.

Vamos refazer as ênfases, com base nos dados da própria reportagem:

1. Impressiona dizer que é o segundo nível mais alto desde que a série histórica foi criada. Impressionaria menos se se destacasse o fato da série histórica ter começado em 2006. Impressionaria menos ainda se se destacasse o fato de que o nível mais elevado foi o do quarto trimestre do ano passado. Significa que de lá para cá não houve aumento no NUCI, apesar do aumento da demanda.

2. O repórter faz um bom trabalho e indaga a razão da acomodação do NUCI nos atuais patamares – o termo é esse “acomodação”.

Explicações corretas:

• A maturação dos investimentos, que crescem a um ritmo superior a dois dígitos desde 2006, ajuda a explicar por que a utilização de capacidade se acomoda mesmo num período em que a atividade econômica continua a avançar.

• Aumento de produtividade. “Susteras reconhece que o seu estudo não considera a produtividade. Ganhos de eficiência na economia permitem que, com o mesmo nível de utilização de recursos, seja possível produzir mais”.

Por que ele não considera? Porque atrapalharia a defesa de tese.

Conclusão: matéria muito boa. Tão boa que não justificaria a chamada de capa "Aquecimento da economia puxou os preços". O único dado concreto do economista é uma correlação entre índices de crescimento e IPCA e IGP-M.

Do Estadão Online

IGP-M cai 0,32% em agosto, primeira deflação desde 2006

Após alta de 1,76% em julho, índice cede refletindo o forte recuo dos preços dos alimentos

Comentário

Sobem os preços internacionais, a inflação brasileira sobe. Caem os preços internacionais, dá deflação por aqui. E o economista esmerando-se em correlações estatísticas entre PIB e IPCA. Ele quer convencer a mulher que foi atropelado na calçada que a culpa foi dela por conta da correlação entre pernas de moça e distração de motoristas.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 08:20

A nova contabilidade nacional

Nelson Machado é figura central na área econômica desse governo. Na Previdência, colocou em prática um plano de gestão extraordinário. E acabou com a grande distorção na discussão sobre o déficit, ao definir a contabilização correta das contas: separando Previdência (contribuição de empresas e empregados e pagamento de benefícios) de assistência social e de incentivo fiscal. Depois de algum tempo de esperneio dos cabeções, a nova metodologia (que é a correta) acabou sendo assimilada.

Na Receita, aparentemente estará à frente da montagem administrativa da Super-Receita. A SRF avançou bastante na informatização e na inteligência tributária, mas a gestão – especialmente o atendimento ao contribuinte – ainda era um caos.

Agora, discute-se a questão do critério de competência para a contabilidade nacional e do fim da preponderância do critério de déficit primário para as contas públicas (clique aqui).

Suponha que o governo deixe de investir em uma estrada para fazer superávit primário. O que deixou de ser investido naquele ano é despesa futura, pois em algum tempo terá que ser feito. Nas empresas, a contabilidade lançaria essa falta de investimento como despesas de depreciação. Ela não seria varrida para baixo do tapete. Na área pública, como o critério é de caixa, se consideraria que o dinheiro não gasto representava integralmente poupança do setor público – quando era um mero adiamento de despesa.

Se o superávit é devorado pelos juros, pouco importava. Como o BC só se importava com o critério de déficit primário (despesas e receitas), o peso dos juros não se transformava em fato jornalístico. Ficava a torcida para a redução da relação dívida/PIB exclusivamente em cima das despesas correntes. Cada vez que o Copom aumenta a taxa Selic, são raríssimas as matérias mostrando os efeitos sobre a relação dívida/PIB.

Há muitas dúvidas na nova contabilização. Pretende-se, por exemplo, contabilizar todos os ativos públicos, para comparar com o nível de endividamento. Em termos, em termos. Se a questão é analisar a liquidez (isto é, a maior ou menor facilidade de se vender o ativo).

Em suma, uma boa discussão, um avanço nas regras contábeis, defendidas pelo próprio FMI, aliás. E que remete a uma velha discussão entre o economista Gustavo Franco e o contabilista Toninho Trevisan.

Toninho defendia o critério de competência para a contabilidade pública. Recebeu um esculacho do Gustavo. Se tivesse mais tempo, iria pesquisar os artigos e entrevistas que retrataram a polêmica.



enviada por Luis Nassif
27/08/08 07:00

O pré-sal em 2002

Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica mostra que desde 2002 se desconfiava do potencial do pré-sal, informação levantada por Juliana Saporito, do Projeto Brasil.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 20:41

Trivial da "Verso & Prosa"

Olá, todos

A Chefia liberou o Trivial!

Mas, foi só porque depois de me obrigar a ler aquelas coisas, ameacei pedir adicional insalubridade; e depois que alguém daqui o lembrou da Lei Maria da Penha.

 

Da Comunidade Verso & Prosa, apresento Hideraldo Montenegro:

 

INDECIFRÁVEL

O poema que não escrevi
é feito de carne
tem nome largo
e palavras de forma

O poema que não escrevi
dorme comigo todos os dias
revira meus sonhos
torna-se insônia

O poema que não escrevi
come, bebe, faz sexo
e, às vezes, sai pelo nariz

O poema que não escrevi
vive na lama, no lixo
no luxo, na cama

O poema que não escrevi
é macho, puta, bicha louca
-desenho que não sai da boca

O poema que não escrevi
é leve, é pluma
pesado tiro
é chumbo, é morte
é casulo, é seda
é sorte que não chega

O poema que não escrevi
se inscreve em mim
como cicatriz
como uma dor, um parto
um sapato apertado

O poema que não escrevi
Jamais escreverei



enviada por Renata Nassif
26/08/08 18:55

Lançamento da Comunidade de Gestão

Na quinta-feira haverá o lançamento da Comunidade de Gestão do Projeto Brasil. Haverá um fórum com a apresentação das experiências de gestão, entre outros, de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

O material apresentado será disponibilizado no site do Projeto Brasil e na Comunidade de Gestão
Haverá transmissão ao vivo pelo site do Projeto Brasil (www.projetobr.com.br).

Há um número limitado de inscrições.

As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Para confirmar a presença e maiores informações, por favor, entre em contato através do email thais@dvnet.com.br.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 17:41

Palestra em Sorocaba

Por Marcel Stefano

O jornalista econômico Luis Nassif fará uma palestra aberta ao público no auditório do jornal Cruzeiro do Sul no próximo dia 3 de setembro, às 19h. O tema da palestra é: "Projeto Brasil: Jornalismo no ambiente virtua e a necessidade de planejamento para o país crescer".

As inscrições podem ser feitas pelo setor de marketing do jornal Cruzeiro do Sul, que atende pelo número 2102-5109.

Em São Carlos

Na sexta de manhã estarei encerrando a 5a Semana de Engenharia na Universidade Federal de São Carlos.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 17:00

Nazareth nos Estados Unidos

Da Comunidade do Blog

Ernesto Nazareth - Sua popularidade nos EUA

Publicado por Helô

"Ernesto Nazareth, considerado o fixador do tango-brasileiro, o Rei do Tango, nasceu no Rio de Janeiro, em 20.03.1863 e faleceu nessa mesma cidade, em 04.02.1934. Começou os estudos de piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazareth. Com sua morte, em 1873, passou a estudar com Eduardo Madeira. Em 1877, estudando no Colégio Belmonte - foi colega de Olavo Bilac - iniciou suas composições. Sua primeira música foi a polca-lundu "Você Bem Sabe," dedicada a seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazareth. O professor, encantado com a obra, mostrou-a a Arthur Napoleão, que a editou e divulgou (continua).

 



enviada por Luis Nassif
26/08/08 15:43

O bloqueio de dividendos

Por Tadeu Zanoni

Nassif

Chamo sua atenção para a notícia da página d6 do Valor de hoje: eletropaulo cai 5% após bloqueio de dividendos.

Ao final, a matéria toca no assunto de que a PGFN está avançando na distribuição de lucros aos acionistas das empresas tidas como grandes devedoras.

Não deixa de ser interessante morder a empresa no seu relacionamento com o acionista. Esse pode começar a se preocupar também com a situação tributária da empresa. Não adianta distribuir bons lucros, mas brigando com o fisco em grandes dimensões.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 12:40

A indústria baiana de software

Por Camilo Telles

A inovação do Google não estava somente no modelo de negócios. Estava na operação e nos algoritmos. Até agora a Microsoft não conseguiu igualar os caras. Isso não é trivial.

Olhe alguns exemplos do novo abaixo:

TeraDesk - Empresa baiana, ficou entre as 50 do mundo no Google ADC - www.teradesk.com.br

JusBrasil - Empresa baiana - Engine de busca vertical para área jurídica. Estão iniciando com notícias, depois vão para outros setores. Imagina um portal concentrando todo o material jurídico do país e tentando colocar um pouco de ordem no caos? http://www.jusbrasil.com.br/noticias

MTM Tecnologia - Empresa baiana - Especializada em desenvolvimento BlackBerry. Clientes no Brasil e EUA. www.mtmtecnologia.com.br

Via mobile: Empresa focada em soluções móveis, entregando produtos escaláveis em verticais que precisam utiliza SMS como ferramenta para o seu negócio. Clientes no EUA e no Brasil. - www.viamobile.com.br

DealerNet - Empresa baiana - Software para gestão de concessionárias. Transferem boas práticas de gestão no momento que instalam o software, aumentando a competitividade das concessionárias de automóveis 95% dos clientes fora do Estado. www.dealernet.com.br

Maker - Empresa baiana - Desenvolva um software na internet sem dificuldades. Estão vendendo licenças no Brasil inteiro, criando uma comunidade de desenvolvedores em volta. www.softwell.com.br.

Nenhuma das empresas acima vendem homem/hora. Estão batalhando em outro front. Valor agregado. Isso na Bahia e no resto do país?

Comentário

Coloquei essa nota no Fórum da Comunidade do Blog. Quem tiver informações sobre empresas na sua região ou estado, favor clicar aqui e incluir nos comentários da nota.

Por Roberto Takata

Tem o Porto Digital em Recife que concentra empresas na área de tecnologia. Clique aqui.

Em Curitiba foi criado o Parque do Software. Diversas empresas contam com incentivos fiscais para se instalarem ali.

Em São Carlos existe o Pólo Tecnológico. Aqui um estudo sobre indicadores de C&T do pólo: clique aqui.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 11:49

Fora de pauta

Vou colocar todo dia, ao meio dia, esse Fora de Pauta para os temas fora de pauta que entram em outras notas.

Aparentemente o Trivial não está cumprindo bem essa função depois que ficar mais para trás, na lista de notas publicadas.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 10:26

As duvidas sobre a China

O The Wall Street Journal traça um futuro pessimista para a China. A começar do título da matéria: “Com passado brilhante, China agora tem futuro nebuloso”, de Andrew Batson e Jason Dean (clique aqui).

(...) Boa parte do extraordinário crescimento econômico dos últimos anos é fruto de políticas e tendências que se dissiparão nas próximas décadas. Graças a uma combinação de estabilidade política e liberalização econômica, um país agrícola e tecnologicamente atrasado conseguiu alcançar o resto do mundo em várias áreas. 

Agora, a população da China está envelhecendo e ficando mais urbana, enquanto sua indústria está menos isolada do resto do mundo. 

(...) Três desafios são especialmente importantes para os chineses: a mudança no perfil de sua mão-de-obra, o aumento da desigualdade social e uma séria escassez de energia e recursos ambientais.

O precedente na questão populacional não é encorajador. Muitos países em desenvolvimento na América Latina e Oriente Médio estagnaram depois de um período de rápido crescimento. Os economistas às vezes se referem a isso como "a armadilha da renda média", porque vários países não conseguem alcançar um crescimento consistente que propicie uma prosperidade mais duradoura.

Nos próximos anos, a China passará a ser uma sociedade majoritariamente urbana. Atualmente, entre 40% e 45% dos chineses vivem nas cidades, contra uma média de 75% no oeste da Europa e na América Latina, mas as estatísticas sugerem que essa urbanização já está desacelerando. Como os trabalhadores urbanos ganham mais de três vezes o salário dos trabalhadores rurais, a migração anual de 10 milhões de camponeses para as cidades impulsionou a economia.

Além disso, um número menor de trabalhadores terá de sustentar mais e mais idosos. A ONU prevê que a população em idade ativa na China corresponderá a uma fatia em declínio já a partir de 2010, e começará a cair em termos absolutos depois de 2015 - o efeito tardio das rígidas políticas de planejamento familiar dos anos 70.

(...) O crescimento chinês exauriu recursos mundiais de energia e matéria-prima, assim como seu próprio suprimento de ar puro, terra fértil e água potável. Se o consumo não ficar mais eficiente, a expansão da China será restringida por um suprimento finito desses materiais essenciais. Nos últimos meses, o país enfrentou escassez de gasolina e eletricidade, num forte indício dos limites de seu consumo.

(...) Se cada chinês consumisse a mesma quantidade de petróleo que um americano - o equivalente a 7,82 toneladas - então só a China consumiria quase tanto combustível quanto o mundo inteiro usa atualmente.
Apenas 30 anos depois de começar a se afastar do socialismo, a China se tornou uma das sociedades mais desiguais do mundo, segundo análises da diferença entre os mais ricos e os mais pobres.

No início, a disparidade crescente foi benéfica - a igualdade imposta por Mao Tsé-tung impedia as pessoas de serem produtivas. Hoje em dia, ela está contribuindo cada vez mais para a instabilidade social, à medida que as pessoas perdem suas casas para abrir espaço para fábricas e outras pessoas desalojadas pelo desenvolvimento manifestam sua insatisfação em protestos às vezes violentos.

Resolver essa questão demandará uma reforma da dilapidada rede de serviços sociais - algo que o governo afirma estar fazendo.

Mas os chineses também estão ganhando coragem para desafiar o regime. O Partido Comunista Chinês precisará expandir os canais de negociação legal ou se arrisca a batalhas cada vez maiores com seus cidadãos.(Colaborou Bai Lin)

Comentário

Fiz uma viagem à China há alguns anos, da qual resultou uma série de colunas na “Folha”, apontando esses mesmos problemas – com exceção do problema demográfico. Mas mostrava que a falta de uma rede social de proteção – como o nosso SUS e nossa Previdência Social – era um agravante tremendo. 

A própria ascensão da economia americana a potência passou por altos e baixos. A diferença fundamental é que os Estados Unidos do século 19 tinham um imenso território a ser explorado, o dinamismo do movimento migratório da Europa. E montou um modelo político facilmente replicável em cada município criado.

A China tem problemas bem maiores. Primeiro, o da crise ambiental. Depois, essa questão da imensa inclusão social necessária. A dinâmica dessa inclusão é um desafio complexo. Precisa correr para incluir. No processo, aumentam as disparidades sociais, ao mesmo tempo em que a “ocidentalização” do país traz novas demandas políticas – não apenas dos pobres, confrontados com a disparidade de renda, como da nova classe média e dos pirañas empresariais, que surgem em todos os movimentos iniciais de expansão capitalista.

Agora, supor que o futuro está comprometido é não levar em conta a incorporação de tecnologia, de empresas modernas, a visão estratégica do Partido Comunista. Não se chegou à situação atual apenas contando com a dinâmica da migração do campo e da criação do mercado de consumo. Por trás, houve uma formulação estratégica competentíssima.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 10:09

O superconcreto da UFMG

Por rodolfo

Nassif,

Olha só essa matéria no boletim informativo da UFMG sobre o superconcreto que está em desenvolvimento na universidade. Se as expectativas se confirmarem, será um avanço espetacular. Clique aqui.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 09:21

Traições continuadas

Escolha do candidato a prefeito de São Paulo. Os vereadores da base aliada, em bloco, investem contra Geraldo Alckmin e defendem Gilberto Kassab.

Primeiras pesquisas: Alckminbem à frente de Kassab. Vereadores aderem a Alckmin.

Segunda pesquisa: Kassab tirando a diferença. Vereadores voltando a Kassab.

Institutos de pesquisa: qual o seu objetivo? Avacalhar a nobre Câmara Municipal de São Paulo?



enviada por Luis Nassif
26/08/08 08:31

O Judiciário está legislando?

Do Forum da Comunidade do Blog

Publicado por Gabriel LemosPelo que leio e noto através da últimas atitudes do STF, parece-me que estão estrapolando suas atribuições.

É isto mesmo ???

Clique aqui para participar

Por Paulo Kautscher

Daniel Dantas foi solto com despacho incompleto

da Folha Online

A procuradora-regional da República Janice Ascari chama a atenção para um fato registrado no parecer em que o subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pede a volta de Daniel Dantas à prisão: a decisão de soltar o banqueiro foi tomada com base em pedido que não juntava o despacho completo do juiz federal Fausto Martin De Sanctis, informa o blog do Frederico Vasconcelos.

"Tive a oportunidade de ler a íntegra da arrasadora e bem fundamentada manifestação do Ministério Público Federal, pelo subprocurador-geral Wagner Gonçalves. Além de atropelar as demais instâncias, de decidir 'per saltum' etc., é estarrecedor saber que Sua Excelência o presidente do STF liberou o preso sem levar em conta o fato de que faltavam as quatro últimas páginas da decisão que estava sendo reformada --justamente as páginas finais da decisão que mandava Daniel Dantas à cadeia", disse Ascari ao blog.

Por Paulo Kautscher

Confira aqui a íntegra do parecer. Clique aqui.

Mendes tinha despacho completo para soltar Dantas

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, tinha em mãos o despacho completo do juiz federal, Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, quando decidiu soltar o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, pela segunda vez, informa nesta terça-feira o blog do Frederico Vasconcelos. Hoje pela manhã, o blog informou que Dantas foi solto com despacho incompleto.

Segundo o blog, Mendes recebeu a versão integral do despacho do juiz, tanto que na página 856 do habeas corpus fez menção aos argumentos de De Sanctis. A constatação elimina a hipótese sugerida pelo subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves em seu parecer. Para Gonçalves, Dantas foi beneficiado sem que Mendes tivesse todas as informações da decisão do juiz.

Clique aqui



enviada por Luis Nassif
26/08/08 08:28

Toninho Buda e Paulo Coelho

Da Comunidade do Blog

O Escravo de Paulo Coelho
Publicado por Michel Arbache

“Os Vampiros são às vezes bons e às vezes maus. E às vezes bons e maus”.

Esta epígrafe do livro “Manual Prático do Vampirismo”, que Paulo Coelho supostamente teria escrito, bem poderia também epigrafar esta incrível história que, graças ao “drible da vaca” que Fernando Morais (autor da biografia ‘O Mago’) deu no seu biografado, todo mundo pôde conhecer – e que agora eu repasso neste artigo.

Há um engenheiro aqui em minha cidade chamado Antônio Walter Sena Jr, de 58 anos. Se você chegar aqui e procurar por este nome, quase ninguém vai saber responder... Mas se você perguntar por "Toninho Buda", a coisa melhora um pouco. Agora, se eu disser que Toninho Buda foi “escravo” de Paulo Coelho, então a coisa esquenta.

(...) Pouco tempo depois daquele encontro em Juiz de Fora, Toninho, a pedido de Paulo Coelho, escreveu ‘Manual Prático do Vampirismo’. Competente na escrita, ele gastou apenas três dias e meio para concluir a obra e entregar para o seu amigo Paulo Coelho providenciar a edição. A co-autoria seria, pois, uma interação de competências: Toninho entraria com a criação intelectual e Paulo entraria com seus ótimos contatos editoriais no Rio.

(...) Alguns meses depois, ao folhear o Jornal do Brasil, Toninho leu a boa nova: o livro seria lançado num hotel de luxo do Rio. O correio teria atrasado na entrega do convite ao autor, que pegou um ônibus e partiu para integrar a festa do lançamento. Toninho chegou à festa antes de Paulo. Pegou um livro no stand e ficou maravilhado com o resultado; com o acabamento... Mas quando começou a folhear a obra, Toninho começou a ficar nervoso; e deprimiu-se com a trágica descoberta: Paulo Coelho era o verdadeiro “vampiro mau”. Em nenhuma página; em nenhum cantinho de rodapé aparecia qualquer menção a Toninho....

(...) Consciente de que ninguém acreditaria na sua história, Toninho optou por guardar segredo sobre a verdadeira face de seu “amigo”. Mas quis o destino que um golpe audacioso do escritor Fernando Morais, biógrafo autorizado de Paulo Coelho, trouxesse toda a verdade à tona – e contra a vontade do biografado.

Acontece que Fernando Morais teve carta branca do biografado para buscar as fontes da sua pesquisa. Mas o que Paulo Coelho não esperava era que Morais, inadvertidamente, fosse descobrir um baú escondido no quartinho de empregada de um imóvel no Rio. O baú estava lacrado e constava no testamento do “mago” da seguinte forma: tinha que ser imediatamente incinerado logo após a morte de Paulo Coelho. O motivo era óbvio: ali continha muitas verdades impublicáveis. Entre vários escritos, Fernando Morais descobriu que Paulo Coelho sempre se referia a Toninho Buda como “meu escravo” – revelação esta que surpreendeu (e chocou) o próprio Toninho.

Clique aqui para continuar



enviada por Luis Nassif
26/08/08 08:17

As metas inflacionarias

Na aba de ECONOMIA, uma discussao sobre o sistema de metas inflacionarias, a partir de um artigo de Delfim Neto.



enviada por Luis Nassif
26/08/08 07:51

O modelo de saúde colombiano

Há uns dez anos, quando escrevi uma série sobre políticas de saúde (auxiliado por 60 emails de especialistas que recebi) li muitos elogios ao modelo colombiano. Ontem, conversando com um pessoal da área, falaram maravilhas desse modelo.

Quem teria mais informações sobre a origem desse modelo e como foi preservado por sucessivos governantes?



enviada por Luis Nassif
26/08/08 07:00

A criatividade no software

Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica discute os rumos da indústria de software nacional.



enviada por Luis Nassif
25/08/08 20:10

Trivial de Scott Joplin

Da Comunidade do Blog

Adicionado por Marcos Gonçalves

O Rei do Ragtime. Girando a máquina do tempo para 1890 (mais ou menos). Não fosse Scott Joplin (e Gershiwn) o Jazz sequer existiria (talvez, a música ocidental do Século XX, tal como a conhecemos hoje).

 



enviada por Luis Nassif
25/08/08 16:50

A cara da Veja

No seminário dos 40 anos da revista Veja, um dos painéis será o seguinte:

O papel da imprensa: o fortalecimento das instituições políticas debate as funções e responsabilidades da imprensa perante a sociedade civil. Reinaldo Azevedo, articulista e blogueiro de VEJA, mediará a discussão entre os juristas Marcio Thomaz Bastos, o ministro Ayres Britto e o deputado federal Miro Teixeira.

Alguns exemplos de responsabilidade da imprensa, direto do Blog do Reinaldo Azevedo:

Anonymous Anônimo

O vagabundo achacador gosta de insitar o ódio e o preconceito em cima das doenças dos outros, mas quero ver quando descobrirem as g... que esse mascate já teve no anus. Por que desse canalha eu não duvido nada. Era tão ético, tão racional, tão sério… e revelou-se um batedor de carteiras, um misero vendedor de materias capaz de envergonhar um PHA. (no original as palavras estão por extenso)

Reinaldo

Eles escrevem essas porcarias incitados pelo achacador, pela ratazana, pelo ladrãozinho, pelo caloteiro. As coisas nem sempre acontecem como a gente planeja, não é? O vagabundo está certo de que morro antes dele. O destino é incerto. Mas, se acontecer, eis a verdade: não terei batido a carteira do erário nem deixado a ninguém o legado da minha vergonha.

Anônimo

Reinaldo,

O delírio esquerdopata é uma coisa que não tem limite. O rato deve estar em alpha após uma cheirada, uma tragada, uma cachaçada ou ter o reto penetrado, pois esses são os momentos que eles se sentem felizes e se divertem e não lendo o seu blog.

Blogger Selma

Tio Rei, vc é demais!!!
Vc é um Brad Pitt sim! O Brad Pitt da inteligência!

Da Comunidade do Blog

Modelo para a carta aos participantes da palestra da revista VEJA 

Publicado por Justo em 25 August 2008 às 22:37

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enviada por Luis Nassif
25/08/08 11:20

A volta do pêndulo

A China e a Índia endureceram na última Rodada Doha. Agora, a Rússia anuncia sua intenção de não mais cumprir com compromissos firmados, para ingressar na OMC (Organização Internacional do Comércio).

É impressionante como se repete essa história do pêndulo – que explorei no meu livro “Os Cabeças de Planilha”.
Primeiro, fases de grandes mudanças tecnológicas e de ampliação da financeirização mundial. A Pax Britânica, antes, a Pax Americana agora, garantindo décadas de paz, liberando energias em outros países e, ao mesmo tempo, tentando manter a economia mundial sob seu controle.

Depois, crises recorrentes, bolhas explodindo aqui e ali. No meio, países que conseguem se beneficiar desses movimentos (Japão, Argentina, Estados Unidos no século 19; China e Índia no século 20) e países que quedam vítimas de interesses desse capital financeiro (Brasil nos dois momentos).

A crise internacional levando à disfuncionalidade do modelo, ao questionamento da ordem internacional – lá atrás, representada pelo Banco da Inglaterra articulando meia dúzia de BCs de países centrais; agora, o sistema financeiro americano e organismos como a OMC.

Finalmente, a recomposição dos grandes impérios – Alemanha no início do século; Rüssia e China, com uma lógica própria, que não cabe nos fóruns internacionais.

Só espero que não termine em guerra.



enviada por Luis Nassif
25/08/08 11:15

Selecionando problemas

É curiosa a posição dos chamados mercadistas em relação às contas externas. Armínio Fraga chama a atenção para o risco da doença holandesa. Sugere – corretamente – deixar os dólares fora do país apra evitar uma apreciação adicional do real.

Fábio Giambiagi alerta para o risco nas contas externas dos investimentos iniciais vultosos na exploração do pré-sal.

Ora, se existem esses riscos, mais uma razão para se começar a trabalhar agora a questão da vulnerabilidade das contas externas. A exploração do pré-sal é inevitável; a apreciação atual do real, não.

Mas entrar nessa questão seria passar pela discussão câmbio-juros, pela questão do cassino financeiro decorrente desse livre trânsito de capitais, pelo tema dos swaps reversos, pela estrutura de dívida pública, presa à liquidez diária.

Os diagnósticos sempre passam ao largo da situação atual. O pré-sal é mais um motivo para se começar a atuar firmemente desde já na reversão do quadro externo.



enviada por Luis Nassif
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