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    <title>Luis Nassif - Economia</title>
    <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog/6</link>
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    <pubDate>Sat, 03 Jan 2009 09:57:48 GMT-03:00</pubDate>
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      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10363</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 19 Dec 2008 13:39:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10360</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 18 Dec 2008 15:28:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A ata do Copom</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10352</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por Roberto Sao Paulo/SP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.bcb.gov.br/?COPOM139" target="_blank"&gt;BC divulga Ata da 139&amp;ordf; reunião do Copom&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;18/12/2008 08:30:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banco Central divulgou a Ata da 139&amp;ordf; reunião do Copom, realizada nos dias 09 e 10/12/2008.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;......11. O período desde a reunião anterior do Copom foi marcado pela continuidade do estresse nos mercados financeiros internacionais, com origem nos Estados Unidos (EUA) e na Europa, mas cujas repercussões sobre as economias emergentes se tornam mais significativas. O aumento da aversão ao risco, a partir de meados de setembro, após a quebra de importante instituição financeira norte-americana, levou as autoridades nos EUA, Europa e Oceania a intervir de forma inédita em seus sistemas financeiros, utilizando ampla gama de instrumentos, com vistas a assegurar condições mínimas de funcionamento e liquidez nos mercados monetários. Ainda que a percepção de risco sistêmico tenha mostrado alguma moderação, os mercados interbancários voltaram a manifestar sinais de pressão em função da proximidade do final do ano e do fechamento dos balanços das instituições financeiras. A contração da liquidez internacional continuou contribuindo para um processo de desalavancagem por parte de administradores de recursos, o que, por sua vez, vem exercendo influência baixista generalizada sobre os preços de ativos. Em ambiente de maior aversão ao risco e fluxos de capitais mais escassos, as pressões sobre moedas de economias emergentes foram mantidas. ....&lt;/p&gt;&lt;p&gt;......26. O Comitê entende que a consolidação de condições financeiras restritivas por um período mais prolongado poderia ampliar de forma relevante os efeitos da política monetária sobre a demanda e, ao longo do tempo, sobre a inflação. Nessas circunstâncias, a maioria dos membros do Copom, tendo em vista o balanço de riscos para a atividade econômica e, conseqüentemente, para o cenário inflacionário em 2009, discutiu a opção de realizar, neste momento, uma redução de 25 p.b. na taxa básica de juros. Entretanto, prevaleceu no Comitê o entendimento de que a trajetória prospectiva central da inflação ainda justificaria a manutenção da taxa básica em seu patamar atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;27. Outros membros do Copom avaliaram que os riscos que prosseguem para a dinâmica inflacionária, derivados da possível persistência da elevação da inflação observada neste ano e das conseqüências do processo de ajuste do balanço de pagamentos, continuam condicionando de forma predominante as diferentes possibilidades que se apresentam para a política monetária. ..........&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 18 Dec 2008 08:16:00 GMT-03:00</pubDate>
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    <item>
      <title>O novo Plano de Defesa Nacional</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10346</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 18/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quase vinte anos após o seu desmonte, a indústria militar brasileira está ressurgindo. Hoje será anunciado em Brasília o Plano de Defesa Nacional. Ontem, no 62o Fórum de Debates do Projeto Brasil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, solicitou a seu assessor especial, Orlando Vieira de Almeida, que antecipasse os principais pontos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo que será divulgado conterá cerca de cem páginas. Está dividido em duas linhas: a das formulações conceituais e das medidas de implementação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo conceitual, o trabalho define três eixos centrais. O primeiro, os setores fundamentais de tecnologia: o nuclear, o cibernético e o espacial. Depois, a reconstrução da indústria de defesa, priorizando a independência tecnológica. Finalmente, a redefinição do desenho das Forças Armadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso do setor espacial, as prioridades serão satélites, veículos lançadores, sistemas inerciais, propulsão líquida e sistemas integrados de comunicações. No setor nuclear, a complementação do programa de submarinos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Ministério da Defesa ganhará atribuições efetivas. Através da Secretaria de Material de Defesa, passará a uniformizar as pesquisas e a aquisição de equipamentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Plano contempla o Serviço Militar Obrigatório, voltando o critério de seleção de recrutas pela capacidade física e intelectual e pela representação de classes. Também prevê a formação de especialistas civis em defesa e a valorização da Escola Superior de Guerra (ESG).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reestruturação das Forças Armadas atenderá às novas prioridades de segurança nacional. À Marinha caberá vigiar a plataforma do pré-sal e as bacias Amazônica e do Prata. Ao Exército, as reservas estratégicas no centro do país, a centralização das reservas regionais (hoje dispersas em vários locais) e a manutenção de tropas no centro-sul. À Aeronáutica, a adequação da localização de acordo com as necessidades de transporte do Exército.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A centralização será relevante. Na Alemanha, por exemplo, as unidades de uma divisão na podem estar a mais de 20 km de distância. Nos EUA, estão todas próximas. No Brasil, há enorme dispersão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Plano contem também definição clara de prioridades de investimento. No caso da Marinha, submarinos, navios-patrulha e navios multipropósito. Para o Exército, sistemas operacionais da brigada, família de blindados, mísseis e radares antiaéreos e equipamento do &amp;ldquo;soldado do futuro&amp;rdquo;, especialmente para as missões na Amazônica. E, para a Aeronáutica, aeronaves de caça padronizadas, armamentos, sensores e aeronaves de transporte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O reequipamento obedecerá a uma metodologia. O Ministério define as diretrizes da defesa. Cada Força proporá um plano de articulação e de equipamentos. O MD consolidará todos eles e preparará um Projeto de Lei do Equipamento e Articulação das Forças Armadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A política industrial para o setor conterá um regime jurídico especial para a indústria de defesa, além de linhas especiais de crédito e de instrumentos para exportação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Assista ao vídeo do 62o Fórum de Debates do Projeto Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object id="uploader" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" height="390" width="480" align="middle" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" â=""&gt;&lt;param value="always" name="allowScriptAccess" /&gt;&lt;param value="http://tvig.ig.com.br/swf/playerFlash.swf?media=http://tvig.ig.com.br/Templates/RequestUrlPlayer.aspx?id=60815&amp;amp;isEmbed=true" name="movie" /&gt;&lt;param value="#333333" name="bgcolor" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="true" name="allowFullScreen" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div id="__ss_854886" style="width: 425px; text-align: left"&gt;&lt;a title="62&amp;ordm; FóRum De Debates Projeto Brasil" style="display: block; margin: 12px 0pt 3px; font: 14px Helvetica,Arial,Sans-serif; text-decoration: underline; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none" href="http://www.slideshare.net/LuisNassif/62-frum-de-debates-projeto-brasil-presentation-854886?type=powerpoint"&gt;62&amp;ordm; FóRum De Debates Projeto Brasil&lt;/a&gt;&lt;embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=62-frum-de-debates-projeto-brasil-1229549696984691-1&amp;amp;stripped_title=62-frum-de-debates-projeto-brasil-presentation-854886" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;div style="font-size: 11px; padding-top: 2px; font-family: tahoma,arial; height: 26px"&gt;View SlideShare &lt;a title="View 62&amp;ordm; FóRum De Debates Projeto Brasil on SlideShare" style="text-decoration: underline" href="http://www.slideshare.net/LuisNassif/62-frum-de-debates-projeto-brasil-presentation-854886?type=powerpoint"&gt;presentation&lt;/a&gt; or &lt;a style="text-decoration: underline" href="http://www.slideshare.net/upload?type=powerpoint"&gt;Upload&lt;/a&gt; your own.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; padding-top: 2px; font-family: tahoma,arial; height: 26px"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://blogln.ning.com/forum/attachment/download?id=2189391%3AUploadedFi38%3A68841"&gt;Clique aqui para ler a íntegra do plano&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 18 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10345</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 17 Dec 2008 14:13:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>As projeções da CNI</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10325</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 17/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), as análises econômicas da CNI (Confederação Nacional da Indústria) não chegam a ter um viés industrialista. A diretoria, em geral, ecoa as demandas da indústria. Mas a análise econômica está mais próxima do pensamento da PUC-RJ do que da visão industrialista convencional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não desmerece as análises, mas ajuda a entendê-las melhor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No relatório divulgado ontem, a CNI prevê o PIB de 2009 crescendo 2,4%, fruto dos seguintes processos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1.	Queda de consumo das famílias, em função da redução do crédito e da deterioração do mercado de trabalho. Com isso, o crescimento do consumo das famílias ficaria em 3%, metade do observado em 2008.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2.	A maior queda será nos investimentos, devido à expectativa de redução das demandas internas e externas, agravada por estoques elevados na indústria. Além disso, haverá a maturação dos investimentos já efetuados em 2008 e à menor disponibilidade de financiamento. A previsão é de um crescimento de 3%, contra 14,4% em 2008.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3.	Haverá forte impacto da recessão internacional sobre o comércio mundial, que deverá crescer 2,1% em 2009 contra 4,6% em 2008. A previsão é de queda nas exportações brasileiras, contribuindo negativamente para o PIB. Haverá a compensação de um recuo nas importações, em função da redução do ritmo da atividade interna. Aparentemente, o estudo não leva em conta impactos do câmbio na balança comercial. Aliás, como costuma ocorrer com as análises provenientes da PUC-Rio. Em relação às exportações, a projeção é de uma queda de 20%, em 2008, em dólares, caindo para US$ 170 bi, em função da queda nos preços dos commodities, desaceleração do comércio e aumento do protecionismo. Já as importações deverão cair 13%, terminando 2008 em US$ 155 bi. A previsão é de uma queda no saldo comercial de US$ 25 bi em 2008 para US$ 15 bi em 2009. O déficit em conta correntes deverá aumentar para US$ 35 bi em 2009, muito em função da redução dos gastos com viagens internacionais e remessa de lucros. Em um quadro de crise internacional de crédito, déficit desse montante não deixa o país em uma situação confortável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4.	Em relação à inflação, a previsão é de um IPCA de 4,8%, próximo do centro da meta, com queda de preços de commodities puxando para baixo e desvalorização cambial pressionando para cima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5.	Com menos demanda e menos inflação, a CNI projeta uma taxa Selic de 11,25% em dezembro e uma média anual de 12,2%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6.	O quadro fiscal preocupa mais a CNI do que o quadro externo &amp;ndash; postura tipicamente puquiana. O trabalho prevê uma política fiscal fortemente expansionista, como forma de atenuar os efeitos da crise. O PPI (Projeto Piloto de Investimento) &amp;ndash; que permite reduzir o superávit fiscal &amp;ndash; será acionado. Com isso, o déficit nominal deverá ser de 1,9% do PIB e a relação dívida/PIB permanecer estável em torno de 37%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cenário traçado é relativamente pessimista. O trabalho aborda a possibilidade de um cenário mundial e nacional mais favorável, caso as ações públicas consigam reverter parcialmente a crise. Nesse caso, a projeção é de um crescimento do PIB da ordem de 3,2%.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 17 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
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      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10314</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 16 Dec 2008 13:36:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O fator Gilmar Mendes</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10309</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 16/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos últimos dias, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tem sido alvo de uma impressionante onda de solidariedade: governadores, entidades empresariais, canais de televisão, uma louvação ampla e irrestrita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por diversas vezes assumiu atitudes corajosas contra atos arbitrários de juízes, procuradores e policiais. Por outro lado, expôs a imagem do STF com uma verborragia incompatível com o cargo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro passo para entender esse fenômeno é situar corretamente a questão da repressão no país, dividindo-a em dois pontos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro, são os abusos contra direitos individuais, a obsessão pela penalização, a perseguição a pessoas. Após a Constituição, o fortalecimento do Ministério Público deu margem, em uma primeira fase, a muitos abusos, acusações sem fundamento, armações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo, é o combate ao crime organizado, que nada tem a ver com o primeiro &amp;ndash; embora eventualmente possa dar margem a abusos individuais. Esse combate exige articulação entre as diversas forças de repressão, trabalho de inteligência policial, tempo para investigar e colher provas. É o caso típico da Operação Satiagraha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que colocou Gilmar Mendes no centro da polêmica foi o fato de utilizar a bandeira relevante dos direitos individuais para comprometer uma operação que visava desmantelar um trabalho de quadrilha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua atuação foi vergonhosamente parcial, a ponta de não se manifestar contra casos ostensivos de assassinatos de reputação (inclusive contra juízes), cometidos pelo esquema de Daniel Dantas, de ter emitido pré-julgamento em um episódio suspeito (o factóide do grampo telefônico, que a cada dia que passa mais parece uma armação), de ter investido contra juízes de primeira instância e, mesmo com todo apoio midiático, ter exposto o Supremo ao maior risco de imagem desde os tempos da ditadura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então, qual a razão para tantos apoios?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí se entra na grande balbúrdia financista dos anos 90 &amp;ndash; que narro em detalhes no meu livro &amp;ldquo;Os Cabeças de Planilha&amp;rdquo;.  Nesse período, o Banco Central, Receita e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) fecharam os olhos a um conjunto amplo de fraudes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Permitiram o florescimento de um terreno pantanoso onde havia de tudo, do crime menor da sonegação fiscal das empresas (desviando recursos de atividades não-criminosas para não pagar tributos), até o dinheiro graúdo do crime organizado, narcotráfico, corrupção política, bingos, comércio de jogadores etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trailers desse jogo apareceram na CPI dos Precatórios, na CPI do Banestado e, mais recentemente, nos inquéritos abertos pela Polícia Federal. Agora, chegou a hora do acerto de contas com a Justiça. Há justificado receio de empresas e investidores de atividades não-criminosas, de que suas contravenções fiscais sejam confundidas com o crime organizado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gilmar Mendes navega nessas águas. Ganhou procuração desse pessoal para se tornar a última trincheira contra o seu enquadramento. E poderia até cumprir adequadamente sua missão, não fosse a circunstância de ser visto, por parcela expressiva da opinião pública, como um defensor de Daniel Dantas contra os rigores da lei.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, conseguiu comprometer duas bandeiras: a defesa dos direitos individuais e a defesa da imagem do Supremo.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 16 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
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      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10301</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 15 Dec 2008 13:32:00 GMT-03:00</pubDate>
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      <title>O fantástico mundo novo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10290</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 14/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um intervalo da reunião do G20, em Washington, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown convidou um grupo de líderes mundiais para uma conversa reservada. Não convidou ninguém dos Estados Unidos. Entre os presentes, o presidente brasileiro Lula.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi uma daquelas conversas históricas, não por resultados ou conclusões, mas pelo chamamento. Brown ponderou aos presentes que o mundo não estava passando apenas por uma crise econômica que, superada, permitirá retomar a mesma vida de antes. As mudanças são estruturais, em todas as áreas, no modo de vida, nos valores, disse ele. Caberá às lideranças começarem a discutir o novo modelo mundial que será criado dos escombros dessa financeirização desvairada que dominou o mundo nas últimas décadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos desses valores são sementes plantadas e em crescimento. Como a questão da sustentabilidade. Independentemente da crise, será fortalecida a bandeira do meio ambiente, dos combustíveis renováveis, do combate às práticas predatórias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa nova economia que emergirá do campo trará mudanças profundas, inclusive com a reversão do desastroso processo de concentração de populações nas grandes metrópoles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto relevante será o gradativo enfraquecimento da cultura do individualismo exacerbado que dominou as últimas décadas. Não se verá a volta ao velho paternalismo de Estado, que imperou antes disso. A nova etapa privilegiará a colaboração em diversos níveis, o aumento da responsabilidade corporativa, as parcerias entre governo, empresas e organizações não-governamentais, mas sem abandonar a busca da eficiência sustetável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A velha dicotomia políticas sociais focadas (específicas para grupos mais pobres) x universalistas também está superada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os &amp;ldquo;focalistas&amp;rdquo; se baseavam no estudo dos indicadores para sugerir políticas que atingissem apenas o público mais necessitado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os universalistas propunham políticas que contemplassem segmentos amplos da população. Desenvolveram modelos excepcionais &amp;ndash; como o caso do SUS (Sistema Único de Saúde) &amp;ndash; mas com pouco uso de ferramentas estatísticas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, se chegou a uma síntese, que é a implantação de políticas universalistas amparadas em pesado ferramental estatístico. Exemplos disso são o Bolsa Família, no setor público, e trabalhos como o Instituto Hospitalidade e o Instituto Ayrton Senna, no setor não governamental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na produção, os novos modelos privilegiarão o trabalho em rede, as diversas formas de associativismo, a integração entre grandes empresas e pequenos fornecedores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse discurso rastaqüera que dominou o debate nos últimos anos, de desprezo pelos pobres, pelo país, essa visão provincianamente internacionalista, em breve estará superada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje em dia, já há pactos consolidados em favor da saúde, da educação, da gestão moderna, da inovação. Mas sempre com foco na inclusão social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há sinais de um mundo muito melhor sendo construído, assim que a borrasca passar.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 14 Dec 2008 09:19:00 GMT-03:00</pubDate>
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      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10270</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 12 Dec 2008 13:32:00 GMT-03:00</pubDate>
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      <title>A luta contra a crise</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10262</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 12/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O anúncio do pacote de incentivos à economia, por Lula, foi precedido de uma reunião no Salão Oval da Presidência, com cerca de quarenta lideranças empresariais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi uma reunião fechada em que não foi permitida a entrada nem de assessores. Do lado do governo, apenas Lula, os Ministros Guido Mantega, da Fazenda, Paulo Bernardo, do Planejamento, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, e o presidente do Banco Central Henrique Meirelles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lula abriu a reunião facultando a palavra aos empresários. Disse que queria ouvir sobre a crise e sobre as propostas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Praticamente todas as intervenções versaram sobre crédito. Foi lembrado que, da noite para o dia, desapareceu do mercado o equivalente a 25 a 35% do crédito &amp;ndash; que dependia de financiamento externo. Algumas, propondo a flexibilização dos contratos de trabalho para evitar um processo de demissão em massa que, se a economia se recuperar, poderá ser inútil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem condições de rolar a dívida externa, grandes empresas vieram ao mercado doméstico, tomaram crédito em reais para remeter dólares &amp;ndash; para quitar seus créditos externos. Criou-se pressão nas duas pontas: do crédito e do dólar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o dólar explodindo, expôs os problemas de empresas com derivativos tóxicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, passou a ocorrer fortíssimo ajuste nos estoques de praticamente todas as cadeias produtivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No movimento anterior, empresas estocavam porque o consumo estava aquecido e os preços subindo. Agora, o movimento é contrário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente o consumidor foi afetado pelo noticiário pesadamente negativo sobre a crise. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação dos empresários, demorará uns três meses para a economia começar a fluir. Considerou-se que as medidas postas em prática são corretas, mas os juros continuam fora do lugar. E há dificuldade para o dinheiro chegar na ponta. Nos próximos meses, haverá um festival de más notícias, muitas provindas do exterior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lula não apresentou nenhum dos pontos do pacote para os empresários. Sua intenção, pelo visto foi sentir a crise vista das empresas, para avaliar se as medidas estavam na direção correta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação dos técnicos da Fazenda, de nada adiantariam novas medidas de incentivo ao investimento, porque o fator motivador é o consumo. Assim, a parte mais ostensiva das medidas visou aliviar a situação da nova classe média, que ganha entre 2 mil e 4 mil reais &amp;ndash; através da desoneração do Imposto de Renda &amp;ndash; e estímulos fiscais para a venda de bens &amp;ndash; como o caso da redução provisório do IPI sobre automóveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considera-se que o aumento real do salário mínimo &amp;ndash; de 6,5% - garantirá o poder de consumo das classes D e E.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um segundo grupo de medidas será na direção do crédito. A idéia é permitir empréstimos de reservas cambiais para as empresas poderem rolar seus créditos no exterior. Ainda não está clara a implementação. Provavelmente o Banco Central fará leilão, para que seja operação de mercado. Com isso, espera-se aliviar o mercado de crédito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De uma maneira geral, considera-se que o ápice das más notícias se dará no primeiro bimestre. Depois, haverá a gradativa recuperação da economia.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 12 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O mercado opera o BC</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10257</link>
      <description>&lt;p&gt;Nenhuma moeda mundial comportou-se com a volatilidade do real, depois da crise de setembro. Além dos problemas de política monetária, o Banco Central está se tornando refém do mercado, por conta de uma visão linear dos movimentos cambiais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nem se fale do erro monumental de ter permitido a apreciação do real ultrapassando qualquer limite de responsabilidade. O erro está agora, na administração do overshooting (a desvalorização abrupta do real).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O BC está caindo na mesma armadilha que vitimou Armínio Fraga em 2002.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para combater as pressões no câmbio, o BC vende swap cambial &amp;ndash; ou seja, operações no mercado futuro em que não entra dólar moeda. A visão linear diz que é o ideal, pois evita gastar reservas para conter a especulação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No momento em que vende os contratos de dólar, a cotação cede. No dia seguinte, o BC estará vendido em dólares (isto é, comprometido a vender os dólares dos contratos por determinada cotação); e o mercado estará comprado. Todos os comprados estarão pressionando para o real se desvalorizar. Com sua visão monofásica, a diretoria do BC enxerga o alívio imediato no mercado e não se dá conta do acúmulo de pressões criadas e que se manterão até o vencimento dos contratos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse jogo de mercado, enquanto a briga entre comprados e vendidos se dá entre investidores privados, é soma zero &amp;ndash; pode agitar um pouco, mas perdas e ganhos são decididos entre eles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando o BC entra no jogo, corre o risco de ficar em uma ponta e  o mercado inteiro na outra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As operações de swap podem criar bolhas especulativas (como já ocorreu com o swap reverso), o BC pode entrar em corner (isto é, não ter mais como reagir ao mercado).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesses dias que antecederam a reunião do Copom esse jogou ficou claro. Mesmo com fluxo positivo de dólares, o real continuou a se desvalorizar, em uma clara tentativa do mercado de operar o BC &amp;ndash; obrigando a manter taxas Selic elevadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento cambial deve ter sido decisivo para o BC manter a Selic inalterada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não é o primeiro erro sério do BC nesssa área. Quando foi instituído o IOF sobre entrada de capitais, a Fazenda sugeriu que a medida entrasse em vigor imediatamente, para evitar o movimento de porteira aberta. O BC susteou que se deixasse para implementar na segunda (a portaria era de quarta-feira anterior) não haveria problemas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse intervalo, entraram quase US$ 10 bi de recursos adicionais, ampliando a apreciação cambial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; Por Osmar C B &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caro Nassif,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;AASUNTO - PTAX&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Precisamos fazer o cálculo de quanto o BC perde, em função do cálculo da PTAX se dá no último dia do mês.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O BC deveria adotar a média movél mensal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As vezes eu penso que a Diretoria do BC, entende que parte da sociedade brasileira é incapaz de perceber os prejuízos dái decorrentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez o Ministério Público devesse pedir explicações sobre o cálculo da PTAX.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reparou que ninguém quer discutir este assunto.... &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 11 Dec 2008 13:39:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10256</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 11 Dec 2008 13:37:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Meirelles e os pratos da balança</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10248</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 11/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A visão de Lula sobre o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é absolutamente pragmática. Ele considera que todo governo necessita de uma polarização de idéias econômicas. É a maneira de esvaziar as pressões da oposição e, também, de evitar concentração de medidas em uma direção apenas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considera que a decadência do governo Fernando Henrique Cardoso começou quando, o caso dos &amp;ldquo;grampos&amp;rdquo; do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) decretou a queda do então Ministro do Desenvolvimento Luiz Carlos Mendonça de Barros. Aí o prato da balança pendeu perigosamente para o Ministro da Fazenda Pedro Malan, matando qualquer possibilidade de crescimento da economia. Uma eventual saída de Meirelles poderia fazer pender o prato na direção oposta, da perda de controle sobre os desenvolvimentistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, essa polarização entre o curto e o longo prazo foi utilizada por sucesso no governo Ernesto Geisel, com Mário Henrique Simonsen representando a ortodoxia e a gestão da economia no dia-a-dia e João Paulo dos Reis Velloso o contraponto, a visão de longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aliás, ontem participei de um seminário no IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em Brasília, e antigos técnicos testemunhavam que, no período de Geisel, o próprio Velloso estimulava o órgão a pensar visões alternativas e críticas à política adotada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária), Lula não queria nada além de um sinal de que a ortodoxia acabou, um viés de baixa pelo menos, mesmo com votação dividida. Até o fechamento da coluna, ainda não havia saído a decisão do Copom em relação à Selic.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Palácio, há consenso de que qualquer decisão que não signifique sinalizar para a queda de juros será fruto apenas da auto-afirmação do BC. Desde outubro o quadro mudou substancialmente, há indicações claras de redução do nível de atividade, portanto, não haveria nenhuma razão para a manutenção da Selic.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo assim, não se pretende peitar o BC para não criar uma frente adicional de marola.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A idéia dominante é que, qualquer coisa que aconteça será explorada de forma negativa pela mídia. Saindo Meirelles, todos os problemas decorrentes da crise mundial seriam debitadas às mudanças no Banco Central.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Lula, a aposta da mídia é no &amp;ldquo;quanto pior, melhor&amp;rdquo;, apesar de ser um evidente tiro no pé.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Palácio do Planalto, a grande aposta continua sendo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considera-se que para 2009 o PAC pegará o ritmo, que projetos e obras estão encaminhados, há recursos no orçamento e não haverá empecilho para gastar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em geral, há dois discursos dos governantes. Um, sempre otimista, para o público externo. Outro, mais cauteloso, para o público interno. Nesse, mais cauteloso, começa a se formar um consenso de que a crise será menos intensa do que se imaginava até um mês atrás. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contribuiu para essa avaliação a visão da Vale, de que a economia chinesa finalmente começou a se mover.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 11 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10246</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 10 Dec 2008 13:59:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O desafio do Copom</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10238</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 10/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje o Copom (Comitê de Política Monetária) se verá ante sua mais difícil decisão: manter, reduzir em 0,25 ou em 0,5 ponto a taxa Selic.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São procedentes os rumores de que Lula estaria irado com a intransigência do Copom em reduzir as taxas, mesmo ante todas as evidências de desaquecimento da economia e de risco de deflação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ontem, através de alguns colunistas econômicos, fontes da diretoria do Banco Central, em &amp;ldquo;off&amp;rdquo; ameaçaram com demissão coletiva, caso Lula continuasse a se manifestar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Anos de poder absoluto passaram a falsa noção de impunidade a esse pessoal. São técnicos do mercado, ocasionalmente na direção do Banco Central. Nos seus bancos, se ameaçassem com uma sublevação, seriam imediatamente . No poder público, ainda mais em cargo com implicações sobre a estabilidade do país, serão não apenas demitidos, como processados. Que contenham os ataques de frescurite!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deixando a bazófia de lado, vamos à herança maldita de Henrique Meirelles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1.	Apesar do custo extraordinariamente elevado da taxa Selic, a atual diretoria do BC deixou o real se apreciar de forma irresponsável, permitindo a volta da vulnerabilidade externa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2.	Hoje em dia, o maior desafio à manutenção da atividade econômica são, justamente, as contas externas. Há o receio de que, mesmo com a mudança do câmbio, um crescimento mais acelerado aprofunde o déficit nas transações correntes, em um quadro de absoluta dificuldade para obter financiamento externo.  Esse tipo de preocupação tem afetado alguns membros do Conselho de Economistas que assessora Lula informalmente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3.	Ontem, em seu artigo em &amp;ldquo;O Valor&amp;rdquo; Delfim Netto passou a senha. Nada que signifique imobilismo, nem que seja muito ousado. Sugere uma redução de 0,25 ponto na Selic.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ideal seria uma redução na faixa de meio ponto para mais. Esta semana, uma pesquisa da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) indicou expectativas relativamente favoráveis dos empresários para 2009.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a maioria, as vendas em 2009 ou ficarão estáveis (36%) ou aumentarão até 15% (25%). Outros 14% apostam em aumento de vendas maior que 15%. 22% temem queda de mais que 15%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em relação à rentabilidade, 70% acreditam em manutenção ou aumento, contra 29% que teme a queda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma redução da Selic ajudaria a acelerar investimentos, a reduzir o custo da dívida pública, a liberar mais recursos para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a manter o câmbio em situação competitiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Resta o risco das contas externas. Até que ponto o câmbio mais competitivo permitirá a recuperação do mercado externo para os manufaturados brasileiros, em um período de desaquecimento do comércio global?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o governo Lula corre um risco com Henrique Meirelles mantido no BC. Meirelles pegou a fase de bonança, deixará uma herança maldita e não possui fôlego para administrar uma crise. Para ele, o melhor dos mundos seria sair agora do BC, deixando a bomba para o sucessor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso mesmo, Lula terá que avaliar se não seria o caso de se antecipar e tomar a iniciativa do afastamento negociado. Desde que conte com mãos seguras para pegar o leme.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 10 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10229</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Dec 2008 13:35:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo - Entrevista</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10227</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/iframe_player.aspx?key_char=BB767968-6770-4913-AE1E-F1ADB99C1B60"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e confira a entrevista de Luis Nassif com Luiz Gonzaga Belluzzo.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Dec 2008 10:13:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O novo cooperativismo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10216</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 09/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um fenômeno pouco divulgado, na última fase do desenvolvimento do país, foi o da expansão do novo cooperativismo &amp;ndash; fenômeno que começou a ganhar corpo em meados dos anos 90, após a quebra de muitas cooperativas tradicionais, graças ao empenho do ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ontem, no 61o Fórum de Debates do Projeto Brasil, o tema foi abordado pelo presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dados de 2007 indicam que o cooperativismo está em 1.751 municípios e em 26 estados da federação. Foi responsável por US$ 3,3 bi de exportações (US$ 4 bi este ano) e por 6,5% do PIB brasileiro &amp;ndash; estimado (o faturamento do setor) em R$ 126,6 bilhões.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De 1994 a 2007 o número de cooperativas aumentou 107%, saltando para 7.672, com 7,7 milhões de associados e 251 mil empregados (sem contar os empregos dos associados).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É exemplar a  maneira como o cooperativismo conseguiu agregar valor à produção dos cooperados. Até os anos 90 havia cooperativas de produtores de milho e soja, que entregavam a produção para uma outra cooperativa, que comercializava com grandes empresas produtoras de ação. A ração era vendida para produtores de frangos e suínos que, depois da engorda, vendiam os animais para os frigoríficos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje em dia, as cooperativas passaram a controlar todo o processo. A Cooperativa Aurora, de Santa Catarina, por exemplo, congrega 18 mil famílias e tem linhas de embutidos da melhor qualidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo os dados apresentados, 41% das cooperativas concentram-se no sudeste, 21% no sul, 20% no nordeste, 9% no centro-oeste e 11% no norte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nos últimos anos, houve uma gradativa incorporação de cooperativas urbanas. Em 2007, o setor agropecuário ainda respondia por 76,1% do faturamento do sistema. Mas as cooperativas de saúde já chegavam a 11,4% e as de crédito a 6,9%.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dois indicadores bem relevantes foram levatados. O primeiro, a comparação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de municípios com pelo menos uma cooperativa com aquelas sem nenhuma. Na região sul o IDH foi 3,3% superior para quem dispunha de cooperativa; no nordeste, chegou a 8,3%.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O segundo dado é a receita das cooperativas, que corresponde a 41,5% da renda agrícola, mas ocupa apenas 21,6% da área cultivada e 14,22% dos estabelecimento, demonstrando uma capacidade exemplar de agregar valor e distribuir renda. A renda média dos associados de cooperativas chegou a R$ 237 por hectare, contra R$ 92 de não associados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas o grande fenômeno a ser observado, nos próximos anos, será o das cooperativas de crédito &amp;ndash; que emprestam dinheiro, tem cheque especial, capital de giro. Hoje em dia são 1.441 cooperativas, gerando 37.266 empregos. Têm 3,6 milhões de cooperados, 10 milhões sem incluídos os familiares, 3.938 pontos de atendimento (só perdem paa o Banco do Brasil), R$ 38,1 bi de ativos totais e R$ 7,7 bi de patrimônio líquido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje em dia, já tem R$ 15,9 bi em operações de crédito com uma taxa média de juros de 4,32% ao mês, contra 7,98% da média do mercado.&lt;/p&gt;&lt;div id="__ss_830668" style="width: 425px; text-align: left;"&gt;&lt;a title="Márcio Freitas, OCB" href="http://www.slideshare.net/LuisNassif/mrcio-freitas-ocb-presentation?type=powerpoint" style="margin: 12px 0pt 3px; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 14px; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none; display: block; text-decoration: underline;"&gt;Márcio Freitas, OCB&lt;/a&gt;&lt;object height="355" width="425" style="margin: 0px;"&gt;&lt;param value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=mrcio-freitas-1228780487279698-8&amp;amp;stripped_title=mrcio-freitas-ocb-presentation" name="movie" /&gt;&lt;param value="true" name="allowFullScreen" /&gt;&lt;param value="always" name="allowScriptAccess" /&gt;&lt;embed height="355" width="425" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=mrcio-freitas-1228780487279698-8&amp;amp;stripped_title=mrcio-freitas-ocb-presentation"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;"&gt;View SlideShare &lt;a title="View Márcio Freitas, OCB on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/LuisNassif/mrcio-freitas-ocb-presentation?type=powerpoint" style="text-decoration: underline;"&gt;presentation&lt;/a&gt; or &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload?type=powerpoint" style="text-decoration: underline;"&gt;Upload&lt;/a&gt; your own. (tags: &lt;a href="http://slideshare.net/tag/cooperativismo" style="text-decoration: underline;"&gt;cooperativismo&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A visão de Krugman</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10212</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por Jose Oswaldo Bosso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Caro Nassif,&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apresentação do Nobel Krugman em Stockholm -Suécia,&lt;/p&gt;&lt;div id="__ss_829499" style="width: 425px; text-align: left;"&gt;&lt;a title="Nobelslides" href="http://www.slideshare.net/LuisNassif/nobelslides-presentation?type=powerpoint" style="margin: 12px 0pt 3px; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 14px; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none; display: block; text-decoration: underline;"&gt;Nobelslides&lt;/a&gt;&lt;object height="355" width="425" style="margin: 0px;"&gt;&lt;param value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=nobelslides-1228758243678485-9&amp;amp;stripped_title=nobelslides-presentation" name="movie" /&gt;&lt;param value="true" name="allowFullScreen" /&gt;&lt;param value="always" name="allowScriptAccess" /&gt;&lt;embed height="355" width="425" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=nobelslides-1228758243678485-9&amp;amp;stripped_title=nobelslides-presentation"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;"&gt;View SlideShare &lt;a title="View Nobelslides on SlideShare" href="http://www.slideshare.net/LuisNassif/nobelslides-presentation?type=powerpoint" style="text-decoration: underline;"&gt;presentation&lt;/a&gt; or &lt;a href="http://www.slideshare.net/upload?type=powerpoint" style="text-decoration: underline;"&gt;Upload&lt;/a&gt; your own.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 08 Dec 2008 17:26:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10208</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 08 Dec 2008 13:35:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O futuro do crédito internacional</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10191</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por Bruno Anduze Acher&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gostaria de submeter a vc e a discussão do Blog um ponto muito simples sobre a crise econômica atual que misteriosamente a imprensa e os economistas estão deixando de comentar, com exceção talvez do Financial Times, mas mesmo assim em filigrama (Davis Oakley na seçao de Markets/Capital Markets).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto è o seguinte :&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De um lado os bancos centrais estão conduzindo políticas de baixa de taxas de juros extremamente agressivas e a visão geral è que nos vamos ter  juros internacionais baixíssimos por um bom tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu acho que vai acontecer exatamente o contrario em razão das enormes necessidades de captação dos governos frente ao capital disponível no mercado e que daqui a pouco vamos ter uma competição entre os governos para atrair capitais e por via de conseqüência um aumento significativo das taxa de juros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No ano que vem os Estados Unidos tem que captar entre 1,400 e 1,750 Bio de USD nos melhores dos casos e os Europeus 1,300 USD. São volumes enormes, que até agora só foram marginalmente ao mercado e que o &amp;quot;flight to safety&amp;quot; ajudou a cobrir, mas que em alguns casos jà estão  com colocação problemática.  Para colocar as coisas em perspetivas  a divida publica Americana esta da ordem de 10,000 Bio USD e seu GDP de 13,840 Bio USD em 2007.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jà estamos vendo alguns sinais que passaram desapercebidos mas são muito claros. No inicio de Novembro uma emissão de 10 anos do governo alemão não conseguiu ser colocada e tive que ser cancelada, isso nunca tinha acontecido. No final de Novembro o falido governo Inglês tive grande dificuldades para colocar títulos de 4 anos num montante de 5,7 Bio USD (ele pretende emitir 220 Bio USD no ano que vem...) e tive que aumentar o yield de 10 basis points.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa mesma semana os italianos tiveram dificuldades para  colocar 1,8 Bio USD (No ano que vem eles pretendem colocar 286 Bio USD, dos quais 45% são refinanciamentos). Tb tiveram que aumentar o yield de 10 BP e reduzir a oferta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Novembro Belgica cancelou tb uma colocação e Espanha tive que aumentar o yield que estava propondo numa colocação.Nesse ambiente imagino o apetite dos investidores internacionais para emissões da Grécia, Polônia, Espanha e até França no ano que vem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Dezembro uma emissão do governo japonês que seria normalmente oversubscribed de 3 vezes so foi 2 vezes. Acho interessante acompanhar essa tendência de diminuição das taxa de cobertura em todas as emissões principalmente as Americanas e Alemãs.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estou convencido que as emissões US certamente vão seguir a mesma tendência. Primeiro vamos assistir a uma redução dos prazos dos bonds na tentativa dos bancos centrais de manter os juros baixos, e numa segunda etapa uma subida dos juros com a maior parte da divida já no curto prazo. Parece o nosso velho Brasil de uns 20 anos atras!!!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse inevitável aumento de taxas de juros vai impactar negativamente o valor das ações não somente das empresas endividadas mas tb das outras pela pela diminuição do valor presente dos já minguados cash flows futuros. Na  minha visão o Dow vai chegar a 5000 pontos em Junho do ano que vem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E no painel de fundo de tudo isso a quebra de braço entre China e US sobre o nível adequada de remuneração que os Chineses vão querer que os americanos pagam sobre a porção dos 2,000 Bio USD das suas reservas investidas em títulos americanos!!!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Do Valor Econômico&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQJ-SgoQyaWpsOEj " target="_blank"&gt;BIS aponta risco na rolagem da dívida&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Valor Econômico, Assis Moreira&lt;br /&gt;08/12/2008 08:15&lt;/p&gt;&lt;p&gt;GENEBRA - A degradação da saúde financeira de grandes bancos internacionais pode complicar para o Brasil a rolagem de US$ 60 bilhões de dívida de curto prazo, indica o Banco de Compensações Internacionais (BIS), espécie de banco dos bancos centrais. Os bancos estrangeiros fornecem 21% do crédito total no Brasil, pelos cálculos da instituição. Boa parte é em moeda local, feita pelas subsidiárias. Com isso, o país está mais protegido de choques que afetam os credores do que outros emergentes como a Índia, que dependem mais do financiamento direto das matrizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já do crédito de US$ 121 bilhões obtido no exterior, a metade (49,1%) tem prazo de pagamento de até um ano. E, quanto maior a parte de curto prazo, maior a exposição a riscos na rolagem do crédito e, assim, aos problemas que os bancos credores sofrem. (&lt;a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQJ-SgoQyaWpsOEj " target="_blank"&gt;continua&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 07 Dec 2008 11:01:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
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      <title>Mudanças radicais na economia</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10171</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 07/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não fosse a imprudência do Banco Central, permitindo a apreciação cambial e, no seu rastro, as operações com derivativos tóxicos, o Brasil poderia estar em uma situação relativamente tranqüila na crise atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse quadro levou à explosão das cotações de dólar e a uma travessia mais tormentosa para a estabilidade nas contas externas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No mercado, estima-se que as reservas cambiais estejam infladas em US$ 40 a US$ 50 bilhões, com capital especulativo pronto para sair do país.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse capital refestelou-se  nos últimos anos, com operações sem nenhum risco. Entrava no Brasil para ganhar com as taxas de juros, mas demandava hedge cambial (isto é, proteção contra eventuais desvalorizações do câmbio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O investidor externo entrava, aplicava a 12% ao ano, depois pagava 3 a 4% ao ano para conseguir hedge contra desvalorizações de até R$ 1,80 o dólar. O resultado final eram taxas de juros altíssimas, sem nenhum risco cambial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mercado de hedge é um jogo. Numa ponta havia esses investidores aceitando pagar 3% para ter garantia de dólar a R$ 1,80. Na outra, precisam existir outros investidores, dispostos a receber os 3% para entregar dólares a R$ 1,80, caso as cotações de mercado superassem esse limite.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi aí que os bancos saíram oferecendo esses derivativos tóxicos para empresas, visando atender a esse capital especulativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, esse dinheiro está louco para sair do país, porque não tem mais hedge cambial barato, como antes. É esse volume que é estimado entre US$ 40 a 50 bi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A maneira de enfrentar essa marola é, de um lado, onerando o capital especulativo com o dólar caro. O segundo caminho é essa tentativa de conceder anistia para internalizar parte do capital brasileiro expatriado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estima-se que o projeto consiga atrair de 20 a 25% desse capital, ou cerca de US$ 50 bi, o que permitiria contrabalançar a saída dos estrangeiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma segunda conseqüência dos derivativos tóxicos e da explosão do câmbio será uma mudança estrutural na economia brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quantidade de empresas atingida por esse movimento é muito mais amplo do que se imagina. Nos próximos meses, grandes empresas de capital nacional provavelmente mudarão de controle. Ou serão absorvidas por concorrentes ou o controle vendido para outros grupos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já existe uma briga surda no momento. O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) montou uma operação de guerra para garantir financiamento a empresas afetadas pelos derivativos tóxicos. Não haverá presentes, mas fôlego para recompor capital de giro e escapar da matança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na outra ponta, concorrentes e candidatos a adquiri-las alimentam a imprensa com críticas contra a suposta operação-hospital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não apenas a Sadia, Aracruz e Votorantim saíram machucados desse jogo. A explosão do câmbio (junto com o desaquecimento da economia) deverá afetar companhias aéreas, empresas que dependiam muito de insumos importados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, os vencedores do período que se encerra &amp;ndash; fundos de investimento, capital brasileiro internalizado &amp;ndash; se colocam como os futuros compradores dessas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ciclo de mudanças será profundo.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 06 Dec 2008 09:12:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
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      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10166</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 05 Dec 2008 13:53:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Os contornos de 2009</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10152</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 05/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro começa gradativamente a permitir enxergar 2009 com maior nitidez, não ainda o suficiente para se ter um cenário seguro sobre o ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa ponta, já o fator dólar. Esta semana o dólar passou dos R$ 2,50. Há um componente especulativo nisso, fundos de investimento, bancos que passaram a perder dinheiro com a desvalorização do real.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há um prazo para o vencimento das chamadas opções &amp;ndash; as apostas futuras em torno do valor do dólar. A intenção desses investidores, puxando um pouco o dólar, é obrigar o Banco Central a voltar com os leilões de dólares, derrubando as cotações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aparentemente, o BC não entrou no jogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passada essa etapa, os movimentos especulativos de mercado serão menos intensos. Ainda não se sabe em que patamar o dólar irá se estabilizar, provavelmente em algo mais próximo de R$ 2,50 do que de R$ 2,00 &amp;ndash; devido às pressões das contas externas e dos preços dos commodities agrícolas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim que houver sinais mais claros de estabilidade, há condições de um retorno do capital externo, para aproveitar as boas oportunidades abertas pela desvalorização. Com o dólar a R$ 2,50, os ativos brasileiros ficam 38% mais baratos do que com o dólar a R$ 1,55. Isso, independentemente de uma eventual queda nos seus preços em reais &amp;ndash; e, se for analisar em reais, as ações estão despencando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos próximos meses, ainda haverá o predomínio de notícias negativas, daquelas empresas mais diretamente afetadas pela crise, que reduzirão sua força de trabalho e adiarão investimentos. As empresas mais voltadas para o mercado interno teoricamente serão menos afetadas. Mesmo assim, ficarão com o pé no freio aguardando o cenário assentar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentro de três a quatro meses, é possível que a economia mundial comece a se estabilizar, ainda que em um patamar inferior de atividade. Haverá recomposição ampla das linhas de crédito, movimento que já se torna perceptível na redução da libor e, por aqui, das taxas longas de juros (que medem o custo do dinheiro na troca entre bancos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Janeiro e fevereiro ainda serão meses de cautela. Depois, as empresas terão uma visão mais concreta do novo patamar de consumo. Isso se dará na mesma época em que o mercado agrícola internacioal deverá voltar a se normalizar. Há uma crise agrícola interna pela frente, que deverá ser combatida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas essa conjugação de fatores, mais a manutenção de parte do mercado interno, mais um movimento virtuoso de substituição de importações, devido ao encarecimento do dólar, mais os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mais um movimento do lado dos fundos de investimentos atrás de boas oportunidades, permitem supor que, passado esse período inicial de pasmaceira, a economia volte a se recuperar. Sempre depois do Carnaval, como é da boa tradição brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lembro que em outros anos em que pintava crise brava, ocorreu um movimento inesperado do lado das empresas. Em vez de começarem a se mover depois do carnaval, os negócios começaram a aquecer em janeiro, movidos pelo medo do desaquecimento. E o ano terminou muito melhor do que se supunha.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 05 Dec 2008 06:35:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10148</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 04 Dec 2008 14:04:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Os profetas das falsas obviedades</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10137</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coluna Econômica - 04/12/2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em fins do ano passado comecei a alertar &amp;ndash; através da coluna &amp;ndash; para os problemas que o país enfrentaria com a apreciação cambial irresponsável, conduzida pelo Banco Central. Foram várias colunas em que previa que, se não invertesse a mão dos juros, haveria um aumento no déficit das contas externas e, em um ponto qualquer do futuro ocorreria ou um &amp;ldquo;overshooting&amp;rdquo; (estilingada) do câmbio ou um nó nas contas externas que impediria o país de continua crescendo.&lt;br /&gt;A crise mundial já tinha se iniciado, com o estouro do subprime (as carteiras de financiamentos imobiliários de alto risco), sabia-se que iria piorar gradativamente. Não se avaliava que assumisse uma dimensão tal. Mas a crise externa era previsível como dois e dois são quatro.&lt;br /&gt;Em pouquíssimo tempo, as transações correntes (que medem o fluxo de dólares fora do mercado financeiro) saíram de uma previsão de mais de US$ 7 bi de saldo em 2008 para um déficit que superou os US$ 20 bi. Sabia-se que, no segundo semestre, o financiamento externo se tornaria cada vez mais escasso e seletivo.&lt;br /&gt;Juntando as duas pontas, o resultado só poderia ser o apontado. No entanto, praticamente nenhum veículo da mídia endossou os alertas. Pelo contrário, em São Paulo e Rio esmeraram-se em ouvir economistas minimizando qualquer risco nesse processo.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;No mercado, especialmente em períodos de exuberância em que muita gente está ganhando dinheiro, há uma tentativa irracional de prolongar a lambança, evitando antecipar ajustes &amp;ndash; que poderiam tornar a transição menos traumática. Prova maior é o próprio Estados Unidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o futuro é algo incerto, há a formação de um álibi genérico, que serve para uso pela mídia. Alguns, mais preparados, diziam que criar déficit externo é bom, porque (de acordo com as chamadas identidades contábeis) déficit externo significa importação de poupança. Pronto, não se discute mais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com frases vagas como essa, tiradas dos manuais e sem nenhuma relação com o momento, varreram para baixo do tapete evidências objetivas e concretas, como o fato de que o crescimento exponencial do déficit era uma ameaça; que havia sinais no horizonte de dificuldades cada vez maiores para financiar as contas externas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas quem se importa com isso? Enquanto o modelo durava, investidores ganhavam, economistas de mercado garantiam seu bônus, consultores garantiam demanda para suas boas notícias. O ganho é individual; a conta é paga coletivamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No momento seguinte ao da eclosão da crise, o quadro se transfigura. De repente, otimistas empedernidos tornam-se pessimistas de nascença. O que leva a essa movimento inverso, mas sempre acompanhando a manada?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Obviamente há elementos para se temer por uma grande crise pela frente. Mas o que ocorre é que, no meio do terremoto, ninguém quer ir contra a maré e prever que, mais à frente, o quadro não será tão terrível assim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porque, para esse pessoal, é muito mais prático, quando o dia está ensolarado, prever sol eterno; e, nos períodos de chuva, prever chuva até a eternidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nós, da mídia, termos de aprender a nos desvencilhar desses profetas das obviedades erradas.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 04 Dec 2008 06:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Programa Dinheiro Vivo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=10130</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.tvaovivo.net/fator/fatornews/"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para assistir à edição de hoje do Programa Dinheiro Vivo, com Luis Nassif.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 03 Dec 2008 13:45:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
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