<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/" version="2.0">
  <channel>
    <title>Luis Nassif - Jornalismo</title>
    <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog/4</link>
    <description />
    <dc:language>pt-br</dc:language>
    <pubDate>Sat, 03 Jan 2009 09:57:48 GMT-03:00</pubDate>
    <item>
      <title>A íntegra da sessão do STF</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=9735</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;object width="290" height="24" id="audioplayer1" data="http://ruadajudiaria.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;param value="http://ruadajudiaria.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="playerID=1&amp;amp;bg=0xf8f8f8&amp;amp;leftbg=0xeeeeee&amp;amp;lefticon=0x666666&amp;amp;rightbg=0xcccccc&amp;amp;rightbghover=0x999999&amp;amp;righticon=0x666666&amp;amp;righticonhover=0xffffff&amp;amp;text=0x666666&amp;amp;slider=0x3366cc&amp;amp;track=0xFFFFFF&amp;amp;border=0x666666&amp;amp;loader=0x6699ff&amp;amp;soundFile=http://www.radiojustica.jus.br/programa/verPrograma.php?seq_programa_radio=53" name="FlashVars" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="false" name="menu" /&gt;&lt;param value="#FFFFFF" name="bgcolor" /&gt;&lt;param value="never" name="allowscriptaccess" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 07 Nov 2008 09:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Uma operação para livrar Dantas</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8864</link>
      <description>&lt;p class="titulo"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma operação para livrar Daniel Dantas do inquérito e do processo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="linhafina"&gt;Para o jornalista, a revista Veja perdeu todos os limites ao publicar uma matéria em que não pode provar nada do que denuncia. Para ele, trata-se de uma operação para livrar Daniel Dantas da ação movida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. &amp;quot;É um momento triste na história da República: ele mostra que Dantas conseguiu uma ampla influência no Judiciário, em três partidos políticos e em grande parte da mídia&amp;quot;, diz Nassif.&lt;/p&gt; &lt;p class="headline-link"&gt;&lt;strong&gt;IHU - Instituto Humanitas Unisinos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; da semana passada denunciou um esquema de grampos que vigiariam o Supremo Tribunal Federal e integrantes do governo federal. O que levou, no dia seguinte, o presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes a reunirem-se e, finalmente, à suspensão da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na terça-feira da semana passada, em entrevista à imprensa, Lula declarou:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;em&gt;&amp;ldquo;Se algum de vocês (referindo-se aos jornalistas presentes) souber algo &amp;ndash; porque a fonte conversou com os jornalistas e não comigo &amp;ndash;, e quiserem facilitar a investigação, podemos resolver logo o problema. Do contrário, vamos ter de investigar com muita profundidade&amp;rdquo;. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Isso porque a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; declarou que as gravações não existem mais e utiliza a lei para não revelar o nome da fonte da reportagem. A &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_entrevistas&amp;amp;Itemid=29&amp;amp;task=entrevista&amp;amp;id=16451" target="_blank"&gt;IHU On-Line&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; conversou por telefone com Luis Nassif sobre essa crise gerada por um veículo de comunicação tão importante no país, mas, segundo ele, em decadência. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nassif, que lançou uma série chamada &lt;em&gt;Dossiê Veja&lt;/em&gt;, em que chama de antijornalismo o trabalho da revista, fala sobre a relação dessa denúncia dos grampos no STF com o caso Daniel Dantas, sobre um possível conflito entre o ministro do STF e Tarso Genro e, ainda, sobre a posição da Polícia Federal diante desse grande problema deflagrado no país.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Luis Nassif é jornalista e diretor Superintendente da &lt;em&gt;Agência Dinheiro Vivo&lt;/em&gt;. Além disso, desempenha as funções de comentarista econômico da TV Cultura, membro do Conselho do Instituto de Estudos Avançados da USP e do Conselho de Economia da FIESP. Possui um dos &lt;a href="http://www.luisnassif.com.br" target="_blank"&gt;blogs&lt;/a&gt; mais acessados e respeitados do país.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Confira a entrevista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;Nesse caso dos grampos, foi a reportagem da Veja que motivou a reunião de ontem entre Lula e Gilmar Mendes e, por fim, o afastamento da direção da Abin. Como o senhor relaciona esse caso com o caso Daniel Dantas? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; É, escancaradamente, uma operação para livrar o Daniel Dantas desse inquérito e desse processo. A &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; perdeu todos os limites. O que espanta é ver um presidente do Supremo Tribunal Federal, baseado nos elementos que a revista coloca, sair acusando a Abin e o Paulo Lacerda, justamente os alvos do Daniel Dantas. É um momento triste na história da República: ele mostra que Dantas conseguiu uma ampla influência no Judiciário, em três partidos políticos e em grande parte da mídia. Eu acho que, para o jornalismo, o preço do descrédito é muito grande. A opinião pública inteira está percebendo o tipo de jogada feito pela &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;. E o que ela faz desmoraliza o jornalismo. Sabemos que este já foi usado para outros propósitos, mas o que existia antes era um pouco a história de troca de favores entre empresas e instituições e alguns veículos de mídia. Era um negócio antiético, mas mais light. Agora, quando temos essa contaminação da cobertura da imprensa por essas pessoas que estão claramente acusadas por formação de quadrilha e afins, entramos num terreno muito complicado e desmoralizante para um dos poderes fundamentais da sociedade, que é a imprensa de opinião.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; tem uma grande tiragem e passou a praticar um jornalismo falso, como tenho mostrado na minha série de reportagens. No entanto, há, concomitantemente, uma cumplicidade com isso por parte dos jornais. Essa matéria sobre os grampos publicada por ela não passaria num curso básico de jornalismo. Então, vem o presidente do STF, avaliza a matéria e faz com que ela se transforme em institucional. Há poucos jornalistas com coragem para questionar essa falta de consistência da matéria. Há outro aspecto que precisa ser levado em conta: a Operação Satiagraha foi muito abrangente. Ela entrou no seio da corrupção brasileira e pegou magistrados, políticos e empresas jornalísticas. Com isso, temos esquemas pesados montados por advogados, por políticos e por jornalistas. A &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; gosta muita de comparar o Brasil aos Estados Unidos e dizer que nosso país é atrasado e que os estadunidenses são o suprassumo da modernidade. São mesmo. Só que nós estamos entrando hoje num ponto muito similar ao dos anos 1930 nos Estados Unidos, quando existiu uma luta nacional contra o crime organizado e a imprensa aderiu ao crime. É complicado isso, pois o maior fator de atraso que temos é a revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, inserida dentro de um tipo de jornalismo manipulador. Com a internet, as coisas até melhoraram, porque há alternativas à falta de competência jornalística. A &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; está fazendo uma operação de alto risco para poder fazer essas jogadas todas de forma profissional. Dentro da Abril, eles são chamados de &amp;ldquo;aloprados&amp;rdquo; da &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;. Isso causa perplexidade, indignação, e o preço é a desmoralização da imprensa. Pelo menos, a internet não deixa a grande imprensa falar sozinha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;E deve partir de quem exigir uma mudança de paradigma da influência que a Veja possui?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Deve partir da Justiça. Na semana passada, a condenação do Diogo Mainardi a três meses de prisão foi um passo muito importante do Judiciário. A &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; passou a usar a calúnia e a difamação com a ajuda de dois pistoleiros &amp;ndash; o Mainardi e o Reinaldo Azevedo &amp;ndash; para atacar a honra de todo mundo e entrou num jogo muito pesado. Essa estratégia é desproporcional, porque a Abril partiu para uma avaliação custo x benefício, ou seja, começou a se perguntar: o que ganhamos se começarmos a difamar ou caluniar o fulano? Ganha porque desacredita o &amp;ldquo;fulano&amp;rdquo; e continua com liberdade para manipular isso. O que isso custa? Cem mil, 150 mil reais por processo. É um preço que eles pagam. Essa avaliação é horrorosa, faz o jornalismo cair na barbárie. Quando condenam um deles, como no caso do Paulo Henrique, esse jogo acaba. No Rio Grande do Sul, fizeram isso com o Jorge Furtado. Ele foi alvo de assassinato de reputação também. A ação contra esse tipo de publicação às vezes demora meses ou anos para ser resolvida. Como é que fica a sua reputação nesse período? Como fica a sua família e seus filhos nessa história? O que a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; está fazendo é coisa de quadrilha. Eu nunca vi algo parecido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;Essa suspensão da direção da Abin foi uma atitude correta por parte do presidente?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; O presidente é gato escaldado. Já sabe que enfrentar o STF e a imprensa juntos pode significar um risco e adotou essa medida. Ele aproveitou que a escuta pegou o pessoal da sua base e assim pode reagir contra a Operação Satiagraha. Agora, ele está numa ação de alto risco, porque validar a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; &amp;ndash; que é uma revista que está caindo em descrédito &amp;ndash; é um risco. Se você dá à &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; o direito publicar um factóide como esse &amp;ndash; porque ainda não temos uma prova real sobre esse grampo &amp;ndash; e o poder de afastar a direção da Abin, sabendo que toda a estratégia jurídica do Dantas consistia em tentar comprovar que o Paulo Lacerda tinha interferido na Operação Satiagraha para poder anular o inquérito, há outro risco alto. O Lula mandou investigar afastando a direção da Abin para não ter contaminação nos resultados. Ou seja, deu tudo o que o pessoal do STF pediu. Se houver uma investigação séria agora, quem fez paga. A &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; vai ter de mostrar suas provas. O desafio é existir uma investigação séria. Claro que não podemos botar a mão no fogo pela Abin, mas é preciso ficar claro que quem acusa tem que ter a comprovação. Aquela maluquice que a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; fez não é prova. Nenhum país civilizado, com poder Judiciário efetivo, deixa aquilo ser considerado uma matéria. Vamos ver o resultado das investigações. A partir delas, saberemos se o Lula é um enxadrista ou uma pessoa temerosa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;Em que sentido a reunião de Gilmar Mendes com Lula interfere no trabalho do ministro Tarso Genro?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Eu conversei com o ministro hoje (referindo-se ao dia 02 de setembro de 2008), que me disse que esse período faz parte de um jogo complicado. Veja bem, essa questão dos direitos individuais precisa ser preservada e você não pode dar plenos direitos para o pessoal sair grampeando a torto e direito. Vivemos hoje dentro de uma democracia clássica, ou seja, numa sociedade onde a imprensa é o fator para conter excesso de poder do Executivo. No entanto, como há um alto grau de manipulação por parte da imprensa, se criou uma ameaça grande ao direito individual. Esse poder diz respeito a fazer qualquer ataque e não dar bola para o resto. Qual é o maior desafio que temos em relação à defesa dos direitos individuais? É saber se defender de esquemas como os que a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; monta. Aqui no Brasil, em nome da liberdade de imprensa, você pode assassinar reputações, fazer uma matéria fajuta e dizer que a Constituição garante sigilo de fonte... Onde nós vamos parar? Podemos dizer que o ministro Gilmar Mendes assumiu de uma forma obcecada a defesa do Dantas e deixou o Supremo Tribunal Federal numa má situação, mas os outros ministros estão deixando a história correr para não comprometer ainda mais a imagem da instituição. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;Casos como esses estão gerando desconfortos dentro da Polícia Federal. Em sua opinião, que perigos giram em torno dessa demonização da PF?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Falar da Polícia Federal é um negócio complicado. É uma organização muito envolvida em muitos problemas e foi feita uma mudança fundamental em sua estrutura pelo Paulo Lacerda, há tempos. Daí surge uma geração nova aí, não viciada ainda, que não quer entrar no esquema e quer realizar um trabalho sério de investigação. Esse pessoal é o típico funcionário que está seguindo o manual, que é a lei, a Constituição. Se esse pessoal for desestimulado, a única força que se insurgiu de forma profissional contra esses abusos e esquemas de corrupção vai ser jogada fora. É um momento complicado, é uma guerra da civilização contra a barbárie. A barbárie, nesse caso, está sendo representada, infelizmente, por órgãos de imprensa. Esse é o problema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;E como esse problema pode ser resolvido?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; É importante deixar claro que toda essa operação visa beneficiar o Dantas. Isso cria um constrangimento para o Lula que não é fácil. Essa investigação tem a garantia do acompanhamento do Ministério Público. A Polícia Federal tem dentro da sua corporação grupos se digladiando. Se for provado que houve manipulação, a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; e o Gilmar Mendes entram numa situação complicada. Se confirmar que foi uma ordem da Abin, quem se complica é o governo. O que eu acho mais provável é que não vai se confirmar que foi da Abin e que não vai se chegar ao grampeador, porque a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; é uma revista sem-vergonha e não tem provas do que diz. Eu acho que vai ficar como um negócio não esclarecido, o que fortalece a posição do Dantas. Também vai depender muito da sinalização que o Ministro da Justiça e o Lula fizeram para a Polícia Federal para continuar investigando essa Operação Satiagraha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;A quem interessa livrar o Dantas dessa investigação?&lt;/em&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luís Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Todos os que foram subornados por ele, ou seja, três partidos políticos e jornalistas que foram pagos por ele. Interessa às publicações que fizeram acordos obscuros com ele, a juízes que se venderam para ele. É muita gente. Ele está no centro da corrupção brasileira; é uma coisa imensa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;Podemos dizer que o STF e o ministério da Justiça estão em crise?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Não sei se estão em crise. O ministro Gilmar Mendes quis provocar uma crise, mas o governo não passou recibo. A condução do Tarso Genro em relação a esses episódios foi infeliz. Nesse sentido, há uma certa ligação entre ele e o Gilmar, mas este último extrapolou. O segundo habeas corpus foi incompreensível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;No mês passado, durante a Rodada Doha, percebeu-se que a intenção do Brasil estava dentro da questão da remessa de lucros maior do que os investimentos internos e assim atrairia capital de curto prazo. Quem sairia privilegiado se as negociações tivessem ido de acordo com as intenções do governo brasileiro?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif &lt;/strong&gt;&amp;ndash; O Brasil perderia claramente. Eu não entendi a posição do Lula de querer uma coisa a qualquer preço, porque o que se oferecia da parte agrícola lá não é suficiente para o país. Se a intenção do governo brasileiro fosse aprovada, seriam abertas as tarifas de pontuação de um conjunto importante de produtos em troca de ganhos não substanciais na área de subsídios num momento em que o câmbio brasileiro é um diferencial negativo muito grande. Se saísse do jeito que se queria, nós teríamos problemas sérios. A sorte é que a China e a Índia tiveram mais clareza sobre seus interesses.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;em&gt;Dentro dessa questão ainda, que perspectivas você tem para o próximo encontro em Doha?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Eu continuo acreditando naquilo que escrevi no livro &lt;em&gt;Os cabeças-de-planilha&lt;/em&gt; (São Paulo: Ediouro, 2007), ou seja, o mundo está no final de um processo de liberação financeira que tende a refluir. A tendência, se for bater com que ocorreu em outros períodos da história, será a de um nacionalismo mais exacerbado, uma defesa maior dos interesses nacionais, assim como aconteceu com a China, com a Índia e a Rússia. Estes sistemas de livre comércio são, geralmente, adotados por quem já atingiu um certo grau de desenvolvimento mais elevado. Quando o país atinge esse grau de desenvolvimento, pode entrar nas regras internacionais de livre comércio que, obviamente, beneficia os países mais competitivos em detrimento dos menos competitivos. Os países emergentes que seguem essas regras não conseguem se desenvolver, porque já são mais fracos, menos competitivos. Na medida em que a China quer se tornar uma potência, ela vai se insurgir contra isso.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 08 Sep 2008 20:56:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O assassinato do intocável</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8623</link>
      <description>&lt;div&gt;&lt;script type="text/plain" googattrtype="text/javascript"&gt;
var sc_project=3453748; 
var sc_invisible=1; 
var sc_partition=38; 
var sc_security="f4b8ae05"; 
&lt;/script&gt;&lt;script type="text/plain" googattrtype="text/javascript" src="http://www.statcounter.com/counter/counter_xhtml.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;script type="text/plain" googattrtype="text/javascript"&gt;
var sc_project=3453748; 
var sc_invisible=1; 
var sc_partition=38; 
var sc_security="f4b8ae05"; 
&lt;/script&gt;&lt;script type="text/plain" googattrtype="text/javascript" src="http://www.statcounter.com/counter/counter_xhtml.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;noscript&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na edição de &lt;strong&gt;20 de outubro de 2004&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; veio com uma capa bombástica: &amp;ldquo;Os Intocáveis, A guerra do grupo de agentes de elite contra o crime organizado e a corrupção na Polícia Federal&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;13 de agosto de 2008&lt;/strong&gt;, a capa &amp;ldquo;Espiões Fora do Controle&amp;rdquo;, falando da mesma PF e dos mesmos métodos elogiados anteriormente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="" style="text-align: center; clear: both; font-family: verdana;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Intocaveis00.jpg/Intocaveis00-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Intocaveis00.jpg/Intocaveis00-medium;init:.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Espioes.jpg/Espioes-medium;init:.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O que mudou, quem mudou nesse período, a PF ou a polícia, Paulo Lacerda ou a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;? O que levou a revista, nas últimas semanas, a montar uma típica operação de assassinato de reputação contra o delegado enaltecido pouco tempo antes? O que a levou a considerar como atentado aos direitos individuais o que era tratado, pouco antes, como uma guerra inevitável contra a corrupção?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na última edição (de &lt;strong&gt;3 de setembro de 2008&lt;/strong&gt;) nova tentativa de assassinato de reputação de Lacerda, inteiramente calcado em um suposto grampo de conversa do Ministro Gilmar Mendes e de um senador da CPI de Pedofilia. Um grampo curioso, aliás, porque a conversa gravada é francamente favorável aos grampeados.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Bastou para que se imputasse a responsabilidade a Lacerda. É a palavra do autor da reportagem Policarpo Junior (leia a propósito os capítulos &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/ocasomaur%C3%ADciomarinho"&gt;O araponga e o repórter&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/oestiloveja"&gt;O método Veja de jornalismo&lt;/a&gt;) sobre o grau de confiabilidade dessas reportagens.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both; font-family: verdana;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Lacerda080828.jpg/Lacerda080828-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img height="420" width="399" style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Lacerda080828.jpg/Lacerda080828-large.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type" /&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId" /&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator" /&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator" /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUISNA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List" /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUISNA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData" /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUISNA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping" /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves /&gt;
  &lt;w:TrackFormatting /&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning /&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas /&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF /&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables /&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell /&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct /&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules /&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit /&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark /&gt;
   &lt;w:DontVertAlignCellWithSp /&gt;
   &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables /&gt;
   &lt;w:DontVertAlignInTxbx /&gt;
   &lt;w:Word11KerningPairs /&gt;
   &lt;w:CachedColBalance /&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math" /&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before" /&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-" /&gt;
   &lt;m:smallFrac m:val="off" /&gt;
   &lt;m:dispDef /&gt;
   &lt;m:lMargin m:val="0" /&gt;
   &lt;m:rMargin m:val="0" /&gt;
   &lt;m:defJc m:val="centerGroup" /&gt;
   &lt;m:wrapIndent m:val="1440" /&gt;
   &lt;m:intLim m:val="subSup" /&gt;
   &lt;m:naryLim m:val="undOvr" /&gt;
  &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading" /&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
 /* Font Definitions */
 @font-face
	{font-family:"Cambria Math";
	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;
	mso-font-charset:0;
	mso-generic-font-family:roman;
	mso-font-pitch:variable;
	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}
@font-face
	{font-family:Calibri;
	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;
	mso-font-charset:0;
	mso-generic-font-family:swiss;
	mso-font-pitch:variable;
	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}
@font-face
	{font-family:Verdana;
	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;
	mso-font-charset:0;
	mso-generic-font-family:swiss;
	mso-font-pitch:variable;
	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-unhide:no;
	mso-style-qformat:yes;
	mso-style-parent:"";
	margin-top:0cm;
	margin-right:0cm;
	margin-bottom:10.0pt;
	margin-left:0cm;
	line-height:115%;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:11.0pt;
	font-family:"Calibri","sans-serif";
	mso-ascii-font-family:Calibri;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:Calibri;
	mso-fareast-theme-font:minor-latin;
	mso-hansi-font-family:Calibri;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;
	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
	mso-fareast-language:EN-US;}
a:link, span.MsoHyperlink
	{mso-style-priority:99;
	color:blue;
	mso-themecolor:hyperlink;
	text-decoration:underline;
	text-underline:single;}
a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed
	{mso-style-noshow:yes;
	mso-style-priority:99;
	color:purple;
	mso-themecolor:followedhyperlink;
	text-decoration:underline;
	text-underline:single;}
p
	{mso-style-noshow:yes;
	mso-style-priority:99;
	mso-margin-top-alt:auto;
	margin-right:0cm;
	mso-margin-bottom-alt:auto;
	margin-left:0cm;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman","serif";
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}
.MsoChpDefault
	{mso-style-type:export-only;
	mso-default-props:yes;
	mso-ascii-font-family:Calibri;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:Calibri;
	mso-fareast-theme-font:minor-latin;
	mso-hansi-font-family:Calibri;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;
	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
	mso-fareast-language:EN-US;}
.MsoPapDefault
	{mso-style-type:export-only;
	margin-bottom:10.0pt;
	line-height:115%;}
@page Section1
	{size:612.0pt 792.0pt;
	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;
	mso-header-margin:36.0pt;
	mso-footer-margin:36.0pt;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
	{mso-style-name:"Tabela normal";
	mso-tstyle-rowband-size:0;
	mso-tstyle-colband-size:0;
	mso-style-noshow:yes;
	mso-style-priority:99;
	mso-style-qformat:yes;
	mso-style-parent:"";
	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
	mso-para-margin-top:0cm;
	mso-para-margin-right:0cm;
	mso-para-margin-bottom:10.0pt;
	mso-para-margin-left:0cm;
	line-height:115%;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:11.0pt;
	font-family:"Calibri","sans-serif";
	mso-ascii-font-family:Calibri;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
	mso-hansi-font-family:Calibri;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type" /&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId" /&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator" /&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator" /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUISNA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List" /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUISNA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData" /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUISNA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping" /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves /&gt;
  &lt;w:TrackFormatting /&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning /&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas /&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF /&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables /&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell /&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct /&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules /&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit /&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark /&gt;
   &lt;w:DontVertAlignCellWithSp /&gt;
   &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables /&gt;
   &lt;w:DontVertAlignInTxbx /&gt;
   &lt;w:Word11KerningPairs /&gt;
   &lt;w:CachedColBalance /&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math" /&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before" /&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-" /&gt;
   &lt;m:smallFrac m:val="off" /&gt;
   &lt;m:dispDef /&gt;
   &lt;m:lMargin m:val="0" /&gt;
   &lt;m:rMargin m:val="0" /&gt;
   &lt;m:defJc m:val="centerGroup" /&gt;
   &lt;m:wrapIndent m:val="1440" /&gt;
   &lt;m:intLim m:val="subSup" /&gt;
   &lt;m:naryLim m:val="undOvr" /&gt;
  &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography" /&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading" /&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
 /* Font Definitions */
 @font-face
	{font-family:"Cambria Math";
	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;
	mso-font-charset:0;
	mso-generic-font-family:roman;
	mso-font-pitch:variable;
	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}
@font-face
	{font-family:Calibri;
	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;
	mso-font-charset:0;
	mso-generic-font-family:swiss;
	mso-font-pitch:variable;
	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-unhide:no;
	mso-style-qformat:yes;
	mso-style-parent:"";
	margin-top:0cm;
	margin-right:0cm;
	margin-bottom:10.0pt;
	margin-left:0cm;
	line-height:115%;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:11.0pt;
	font-family:"Calibri","sans-serif";
	mso-ascii-font-family:Calibri;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:Calibri;
	mso-fareast-theme-font:minor-latin;
	mso-hansi-font-family:Calibri;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;
	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
	mso-fareast-language:EN-US;}
.MsoChpDefault
	{mso-style-type:export-only;
	mso-default-props:yes;
	mso-ascii-font-family:Calibri;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:Calibri;
	mso-fareast-theme-font:minor-latin;
	mso-hansi-font-family:Calibri;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;
	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
	mso-fareast-language:EN-US;}
.MsoPapDefault
	{mso-style-type:export-only;
	margin-bottom:10.0pt;
	line-height:115%;}
@page Section1
	{size:595.3pt 841.9pt;
	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;
	mso-header-margin:35.4pt;
	mso-footer-margin:35.4pt;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
	{mso-style-name:"Tabela normal";
	mso-tstyle-rowband-size:0;
	mso-tstyle-colband-size:0;
	mso-style-noshow:yes;
	mso-style-priority:99;
	mso-style-qformat:yes;
	mso-style-parent:"";
	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
	mso-para-margin-top:0cm;
	mso-para-margin-right:0cm;
	mso-para-margin-bottom:10.0pt;
	mso-para-margin-left:0cm;
	line-height:115%;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:11.0pt;
	font-family:"Calibri","sans-serif";
	mso-ascii-font-family:Calibri;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
	mso-hansi-font-family:Calibri;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;16 de março de 2005, Veja &lt;/strong&gt;produziu um factóide amplo - admitido, como sendo factóide, até por seu diretor de redação, Eurípedes Alcântara,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/ocasofarcs"&gt;&amp;ldquo;O caso Farcs&amp;rdquo;&lt;/a&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Nele, se mostra que Veja se baseou em um araponga da ABIN para concluir que as FARCs tinham bancado R$ 5 milhões para a campanha do PT. Era uma matéria&lt;span style=""&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;inverossímil, pois afirmava que esse dinheiro chegou até os candidatos através de 300 empresários &amp;ndash; como se fosse possível conduzir sigilosamente ação de tal envergadura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Era um imenso factóide. O agente da ABIN falava em um memorando que enviou à Agência sobre o tema. E que o memorando tinha sido menosprezado. Veja informava ter entrevistado em cinco ocasiões o coronel Eduardo Adolfo Ferreira, que recebia os informes do espião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Segundo a revista:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O coronel diz que, nos arquivos da Abin, há gravações em áudio das promessas das Farc de ajudar o PT e, também, cópias das três ordens de pagamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Comentei no capítulo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Com acesso à fonte, por que a revista não exigiu a apresentação das cópias - ainda que sob o compromisso de não publicá-las? Qual a razão para não ter ido atrás do elemento que não apenas consolidaria a capa, como seria o grande furo da reportagem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;De fato, tudo não passou de uma grande interpretação, com direito a capa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O que chama a atenção é que na matéria seguinte, em que procurava justificar o factóide, a revista se valeu de quem? Do senador Demósteves Torres, o mesmo que aparece no suposto grampo da conversa com Gilmar Mendes. Clique aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Na semana passada, o espião do caso Farc disse que está disposto a contar tudo o que sabe no Congresso, desde que seu depoimento seja tomado em reunião fechada. Diante dessa possibilidade, VEJA consultou o senador Demostenes Torres, do PFL de Goiás, membro da comissão que apura a história. O senador disse que, publicada a reportagem da revista, faria o pedido para ouvir o espião. Disse também que convocaria o coronel Ferreira. Diz o senador: &amp;quot;As declarações dos dois, se confirmadas, revelam que a Abin compareceu à comissão do Congresso e ocultou a verdade dos parlamentares. É grave&amp;quot;. É grave mesmo.&lt;o:p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria não teve suíte, não teve continuação, não teve inquérito. Era falsa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia 24 de janeiro de 2008, o diretor de redação de Veja, Eurípedes Alcântara, proferiu palestra para os alunos do Curso Abril de Jornalismo.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Cobrado pela capa das FARCs, explicou o que a revista fez:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;A Veja disse que a Abin estava investigando. Não disse que Lula recebia de guerrilheiros. Isso é uma interpretação&amp;quot;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Agora há uma nova matéria, com os mesmos personagens: Veja, seu diretor de redação Policarpo Jr., um agente da ABIN (seria o mesmo?) e o senador Demóstenes Torres. E o presidente do STF, Gilmar Mendes, que há meses vêm estrelando várias matérias sobre supostos grampos de que foi vítima.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em /&gt;&lt;span style="font-size: 6pt;"&gt;&lt;font size="2" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;O amor e ódio&lt;/h3&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Um levantamento dos bastidores dessa relação de amor-e-ódio ajudará a entender melhor os métodos da revista e as mudanças pelas quais passou desde que, a partir de meados de 2005, começou a atuar decisivamente em favor de Daniel Danta&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A capa de &lt;strong&gt;outubro de 2004&lt;/strong&gt; foi o ápice de um processo de aproximação da revista com a PF, logo após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Para essa aproximação, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; contou com a relação histórica do repórter Policarpo Júnior - atual diretor da revista em Brasília e autor do último ataque a Lacerda - com delegados e agentes envolvidos, principalmente, na área de inteligência da corporação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A reportagem foi de André Rizek e Taís Oyama. O título interno era &amp;ldquo;A autolimpeza da PF&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Era uma matéria era altamente laudatória:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;&lt;em&gt;O processo de autodepuração por que passa a corporação é fruto de duas mudanças que tiveram início no anos 90 e começam a se consolidar agora: a primeira, de metodologia; a segunda, de valores. Ao negar o corporativismo e mirar suas próprias fileiras, a Polícia Federal deixa clara a opção por expor suas feridas, para purgá-las em seguida, em vez de escondê-las até que se transformem em um câncer incurável. Se esse saneamento é bom para a instituição, é melhor ainda para o país.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) O sucesso da prática não traz apenas ganhos morais: produz benefícios concretos para o Brasil, que seriam ainda maiores se outras instituições também empreendessem um processo de autolimpeza.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Tome-se o caso de Hong Kong. Em 1970, a ex-colônia inglesa tinha renda per capita de 970 dólares e era um exemplo clássico de ineficiência e corrupção &amp;ndash; fruto, principalmente, da relação promíscua entre as suas polícias e os apostadores de jogo ilegal. O governo tomou duas atitudes para reverter a situação: legalizou o jogo e promoveu uma varredura nos quadros policiais, que incluiu uma caça aos corruptos e a implantação de intensivos programas de treinamento e reciclagem. Hoje, o território chinês é considerado um dos lugares mais seguros do planeta, ocupa o 14&amp;ordm; lugar no ranking da Transparência Internacional que lista os 133 países que melhor combatem a corrupção e sua renda per capita é de 25.430 dólares. &amp;quot;Hong Kong só virou um próspero Tigre Asiático porque conseguiu livrar-se dos níveis indecentes de corrupção&amp;quot;, afirma Daniel Kaufmann, economista, diretor do setor do Banco Mundial de estudos sobre corrupção&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Fazer matérias enaltecendo delegados e autoridades policiais, com o objetivo de conseguir informações exclusivas, não é prática bem vista na profissão.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;Conquistando Lacerda&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; partiu agressivamente para essa linha e passou a contar com a simpatia do sempre discreto delegado Paulo Lacerda, então diretor-geral da corporação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Lacerda começou a fazer nome como responsável pelo inquérito que investigou Fernando Collor de Mello e Paulo César Farias, o PC, tesoureiro de campanha.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Aposentado em 1993, foi trabalhar com o senador Romeu Tuma, hoje no PTB de São Paulo. Em 1999 teve papel fundamental na organização e nas investigações da CPI do Narcotráfico, onde atuou ao lado do então deputado Robson Tuma, do PFL.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Quando Lula assumiu, o nome de Paulo Lacerda foi naturalmente aventado pelos setores mais sérios da PF e do Poder Judiciário, apesar da forte pressão para que a área sindical da Polícia Federal assumisse a Diretoria Geral da corporação.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O outro candidato, apoiado pela área sindical do PT e pelo ex-ministro José Dirceu era o agente aposentado Francisco Garisto, então presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais).&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na época, delegados mandaram um recado para o ministro Márcio Thomaz Bastos: se Garisto assumisse, a PF iria entrar numa guerra interna sem fim. Bastos limou Garisto e escolheu Lacerda. Foi uma escolha sensata&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;De estilo silencioso, Lacerda é o que se chamava, dentro da PF, de forma pejorativa, de um &amp;ldquo;papeleiro&amp;rdquo; &amp;ndash; segundo me relata um repórter experiente da área. Ou seja, um apaixonado por investigação, documentos, planilhas, provas materiais definitivas e, principalmente, trabalho de inteligência. Era um contraponto para uma geração de delegados ainda apegada ao estilo chute-na-porta para entrar na casa de suspeitos e pau-de-arara para arrancar confissão.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Os jornalistas logo perceberam essa diferença e a limpeza ocorrida. A turma ligada a esquemas foi afastada, a truculência&amp;nbsp; punida e, de cara, 44 policiais corruptos foram presos e afastados. Tudo isto apenas nos 20 primeiros meses da gestão Lacerda.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Foi quando saiu a capa dos &amp;ldquo;Intocáveis&amp;rdquo;. A matéria fez sucesso dentro da corporação, a PF ganhou uma ótima visibilidade e os repórteres da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; passaram a ser tratados a pão-de-ló.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Logo, ganhariam um presente de Lacerda.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;A máfia dos apitos &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em &lt;strong&gt;agosto de 2005&lt;/strong&gt;, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal iniciaram uma investigação para desmantelar uma quadrilha que fraudava resultado de partidas de futebol do campeonato brasileiro a partir de subornos pagos a juízes.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O líder desses juízes era Edílson Pereira de Carvalho, um árbitro da Fifa. Ele e outros recebiam de R$ 10 mil a R$ 15 mil por partida para mudar o rumo dos jogos.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; ganhou da PF todos os dados da investigação, acesso irrestrito às escutas telefônicas e prioridade nas conversas com delegados e procuradores envolvidos. Na época não interpretou esse acesso a dados do inquérito como sinal de que o grampo campeava à solta. Foi beneficiária e cúmplice desse jogo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Os repórteres escolhidos, como era de se esperar, foram os mesmos da matéria dos &amp;ldquo;Intocáveis&amp;rdquo;: André Rizek e Taís Oyama. A dupla tinha, apenas, que cumprir o acordo de publicar somente quando a investigação estivesse completa, pois só assim todos os envolvidos seriam pegos, inclusive cartolas de grandes clubes.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, no entanto, não quis esperar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Cientes de que outros repórteres também estavam sabendo do caso, a direção de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; ordenou que Rizek e Taís publicassem o que tinham, atropelando o acordado com a PF. Paulo Lacerda pediu que a revista tivesse bom senso, porque a publicação prematura da matéria poderia estragar toda a investigação. De nada adiantou. Na edição de &lt;strong&gt;28 de setembro de 2005&lt;/strong&gt;, André Rizek e Taís Oyama publicaram a matéria &amp;ldquo;Jogo sujo&amp;rdquo;, com a chamada de capa &amp;ldquo;A Máfia do Apito&amp;rdquo;, onde aparecia uma foto do juiz Edílson Pereira de Carvalho.&lt;br /&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/MafiaApito.jpg/MafiaApito-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; clear: left; margin-bottom: 1em; float: left; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/MafiaApito.jpg/MafiaApito-medium;init:.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;A matéria prejudicou toda a operação. Apenas Edílson foi preso, mesmo assim, sem todas as provas necessárias para esclarecer o tamanho e a dimensão das fraudes. A relação de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; com Paulo Lacerda, então começou a azedar. Os privilégios foram acabando, o acesso irrestrito aos inquéritos cessou e as investigações mais importantes passaram a ser vazadas para outros veículos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O caso da Máfia do Apito, no entanto, foi apenas o catalisador da ruptura. Um ano antes, uma outra operação da PF tinha começado a incomodar a Editora Abril.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;A operação Chacal &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Deflagrada em &lt;strong&gt;outubro de 2004&lt;/strong&gt;, a Operação Chacal, investigou a atuação da empresa de consultoria Kroll, acusada de ser contratada pelo banqueiro Daniel Dantas para espionar a Telecom Italia e integrantes do alto escalão do governo Lula.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;À época, Dantas, dono do grupo Opportunity, disputava na Justiça com a Telecom Italia o controle da Brasil Telecom. Como resultado das investigações da Operação Chacal, Dantas foi indiciado por formação de quadrilha, corrupção ativa e quebra ilegal de sigilo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Foi quando Dantas começou a se articular com a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. E um dos alvos do banqueiro foi tentar quebrar a espinha dorsal da PF e acertar Lacerda.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Com a ajuda da Kroll, mandou confeccionar um dossiê falso (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado"&gt;O dossiê falso&lt;/a&gt;), entregue aos repórteres Márcio Aith e Mário Sabino, no Rio, pelo espião Frank Holder, a mando de Daniel Dantas, conforme a dupla de jornalistas confessou em depoimento ao delegado Disney Rosseti, da PF, presidente do inquérito sobre o dossiê.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na papelada, Dantas fez questão de incluir o nome do delegado Paulo Lacerda, acusado de manter uma conta com 1,1 milhão de euros no exterior. O inquérito do delegado Rosseti teve um resultado pífio: Dantas foi indiciado por calúnia, com base na Lei de Imprensa, mas a imprensa ficou de fora. Aith e Sabino saíram ilesos do inquérito. Lacerda processou a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Recentemente, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; publicou matéria acusando Lacerda de ter comandado a Operação Satiagraha de dentro da Abin e de ter acesso a todos os cadastros de telefones do país &amp;ndash; uma maluquice que apenas prospera devido à falta de discernimento.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Em 2004 Lacerda e a &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: verdana;"&gt;Veja&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; estavam do mesmo lado. Em 2008 estão de lados opostos. Aparentemente, Lacerda está onde sempre esteve. Quem mudou&lt;/span&gt; de lado foi a revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 30 Aug 2008 13:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O lobista de Dantas</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8094</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Na longa noite de São Bartolomeu, tudo foi permitido à direção da revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Poucas vezes se assistiu na imprensa brasileira a tal festival de violência gratuita, de deslumbramento, de demonstração de força, de ataques generalizados contra a honra de terceiros, &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;atropelando normas básicas de jornalismo como novos ricos do poder.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Assemelhavam-se a um bando de alucinados armados, atirando contra qualquer vulto que se mexesse à sua frente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Muitos episódios ficarão na lembranças dos leitores. Não apenas as capas - de uma agressividade incompatível com uma grande publicação -, mas as matérias estranhas de assassinatos de reputação em disputas comerciais, a manipulação da lista dos livros mais vendidos para beneficiar um diretor da revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="clear: both; text-align: center"&gt;&lt;a style="border-top-width: 0pt; clear: left; border-left-width: 0pt; float: left; border-bottom-width: 0pt; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; background-color: transparent; border-right-width: 0pt" href="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/05/diogo-mainardi-thumb.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0pt; border-left-width: 0pt; border-bottom-width: 0pt; border-right-width: 0pt" tabindex="65535" height="160" src="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/05/diogo-mainardi-thumb.jpg" width="200" tabindexset="true" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Dentre todos os assomos de anti-jornalismo, quando todos os detalhes forem conhecidos, a herança que terá desdobramentos , será os motivos que levaram a direção da revista a permitir que o colunista Diogo Mainardi praticasse o mais escancarado lobby empresarial que a grande imprensa brasileira tida por séria já produziu. E em defesa do mais polêmico empresário brasileiro, Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal sob a acusação de formação de quadrilha.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O episódio é relevante para se aprofundar sobre o papel da mídia nesse jogo, dos jornalistas que, sob a batuta de Dantas, manipularam informações com o claro intuito de influenciar o Judiciário.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;É o caso de Diogo Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Desde a morte de Paulo Francis se apresentaram vários candidatos à sua sucessão. No Estadão, Daniel Piza; na Folha (depois no Estadão)&amp;nbsp;e no sistema Globo, Arnaldo Jabor, que acabou levando o cetro por seu conhecimento, talento e histrionismo. E uma malandragem tipicamente franciana.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Mainardi foi a aposta de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, forçada em quem não dominava princípios básicos de política, economia, de história e tinha evidente dificuldade em diversificar temas para suprir uma coluna apenas semanal.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Copiava Jabor. Mas sem sua &lt;/font&gt;cultura e talento, a diferenciação se dava na grosseria e na certeza de contar com as costas largas da Abril - garantindo advogados e pagamento das condenações pecuniárias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rompidos os limites jornalísticos, o que se seguiu foi mera conseqüência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As ligações com Daniel Dantas surgiram a partir de 2005. Dois episódios em particular expuseram a revista de maneira imprudente.&lt;/p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O primeiro foi na confusão em que a revista se meteu no episódio das contas de autoridades no exterior (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado"&gt;O dossiê falso&lt;/a&gt;). Como se recorda, o material foi fornecido por Dantas; o editor incumbido de ir atrás apurou que era falso. Para salvar a cara de Dantas, o diretor da revista Eurípedes Alcântara incumbiu Mainardi de conseguir uma &amp;ldquo;entrevista&amp;rdquo; com o banqueiro, que serviria como contrapeso à revelação sobre a falsificação (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado"&gt;O dossiê falso&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Mainardi trouxe um relatório claramente preparado pelos próprios advogados de Dantas, com as perguntas e respostas prontas. O amadorismo editorial da revista não a levou sequer a adaptar a entrevista aos padrões da própria revista &amp;ndash; consolidados há três décadas, pelo menos.&lt;/font&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: center"&gt;&lt;font size="1"&gt;À esquerda o padrão de edição ping-pong. À direita a &amp;quot;entrevista&amp;quot; feita por Mainardi&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="separator" style="clear: both; text-align: center"&gt;&lt;a style="border-top-width: 0pt; border-left-width: 0pt; border-bottom-width: 0pt; margin-left: 1em; margin-right: 1em; background-color: transparent; border-right-width: 0pt" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/EntrevistasDuas.jpg/EntrevistasDuas-full;init:.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0pt; border-left-width: 0pt; border-bottom-width: 0pt; border-right-width: 0pt" tabindex="65535" height="283" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/EntrevistasDuas.jpg/EntrevistasDuas-large.jpg" width="420" tabindexset="true" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;O segundo &amp;ndash; mais grave &amp;ndash; foi nos eventos que cercaram as negociações da Brasil Telecom com a Telemar. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Para se prevenir contra denúncias, que poderiam enfraquecer sua posição negocial, Dantas acionou Mainardi de forma intensa. &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;Criou-se um gancho &amp;ndash; o tal relatório que estaria sendo preparado pelo Ministério Público italiano, cujas informações Mainardi vazava seletivamente.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mainardi passou a mencioná-lo constantemente, com insinuações de que conteriam denúncias contra jornalistas brasileiros que supostamente teriam sido subornados.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Aqui no Blog, desafiei-o a abrir as informações, com base em um princípio elementar: jornalista (ainda que parajornalista) que diz ter uma informação, não a divulga e a utiliza como ameaça é chantagista. O desafio desarmou o blefe. E aí Mainardi se perdeu.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;A série &amp;quot;O Caso de Veja&amp;quot; já conseguira chamar a atenção da opinião pública esclarecida, incluindo as redações. Os capítulos acabaram jogando um holofote sobre sua atuação.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mesmo assim, não parou, provavelmente devido a compromissos que o impediriam de interromper o lobby. As negociações entre Dantas e os controladores da Telemar estavam a pleno vapor. As denúncias vazadas para Mainardi visavam coibir as críticas - através de chantagem explícita -, enrolar a opinião pública de maneira a fortalecer a posição de Dantas. Em plena batalha, não se viu em condições de suspender sua operação.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Com a credibilidade abalada, decidiu publicar uma nova coluna e colocar na Internet o tal relatório, em PDF. Foi sua perdição. Leitores do Blog constataram que, ao contrário do que Mainardi afirmava, o relatório fora escaneado no Brasil, páginas haviam sido suprimidas denotando manipulação.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Nesse ínterim, a revista &lt;strong&gt;CartaCapital&lt;/strong&gt; conseguiu entrevistar Angelo Jannone, ex-chefe da segurança da Telecom Italia no Brasil - e alvo de investigações do Ministério Público italiano. Mainardi julgou que tinha conseguido o seu álibi.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;Um roteiro para entender&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Antes de avançar no nosso roteiro, vamos entender melhor o papel de cada personagem na novela italiana.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Nos primeiros anos à frente da Telecom Italia, o cappo da Pirelli Tronchetti Provera entrou em guerra comercial pesada contra Daniel Dantas. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Àquela altura, contratada por Dantas a Kroll atuava a todo vapor, grampeando autoridades, jornalistas, alimentando a imprensa cooptada. Para enfrentá-la, foi enviado ao Brasil o ex-carabineiro Angelo Jannone, que acabou sendo peça central na divulgação do chamado &amp;ldquo; dossiê Kroll&amp;rdquo;- que, comprovando grampos em autoridades brasileiras, levou à abertura do inquérito pela PF e pelo MP.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;O chefe de Jannone era Giuliano Tavalori - que foi preso por um ano, sob a acusação de comandar o esquema de espionagem da companhia, em um inquérito que apurava escândalos da Parmalat italiana. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Tavalori tinha como assessor Marco Bernardini, personagem menor do jogo, ex-agente do serviço secreto italiano, que deixou a função para trabalhar na Global, agência particular de investigações de Gianpaolo Spinelli, ex-agente da CIA.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Em determinado momento, esse Bernardini procurou a justiça italiana e passou a fornecer espontaneamente um conjunto de informações sobre o Brasil. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Em um inquérito, as informações de uma testemunha são colocadas sem juízo de valor. Mais tarde, caberá às investigações, a ao juiz, decidir se são falsas, verdadeiras ou não comprováveis.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;No meio do caminho, surgiu também uma tradutora que passou a distribuir informações para a imprensa brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font style="font-family: verdana" size="2"&gt;Com base nas declarações de Bernardini e da tradutora, montou-se o esquema jornalístico de Dantas na imprensa brasileira &amp;ndash; &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;tendo como ponta de lança as colunas de Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Tornou-se quase um jogo de tiro ao pato. Bastava Bernardini formular qualquer suspeita, as declarações irem para o inquérito, o inquérito ser vazado para os jornalistas do esquema e estes fuzilarem os recalcitrantes. Qualquer nome que entrasse na história, ainda que mencionado de passagem, era exposto como suspeito por Mainardi, em colunas que, mesmo não fundamentadas, ecoavam em 1,2 milhão de exemplares.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;A estratégia de procurar manipular o Judiciário com informações falsas ou dirigidas&amp;nbsp; tornou-se escancarada. Na coluna em que mencionava o relatório, Mainardi informava que o estava encaminhando às autoridades judiciais. A manipulação não se limitava mais a produzir factóides, informações falsas ou verdadeiras que eram aproveitadas por Dantas nos diversos processos que enfrentava. Agora, era a entrega direta da documentação a juízes.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;Mainardi se expõe&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;Voltemos, agora, à entrevista da &lt;strong&gt;CartaCapital&lt;/strong&gt; com Angelo Jannone (&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;amp;a2=8&amp;amp;i=592"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;Aparentemente assustado com a revelação da sua jogada com Dantas, Mainardi apelou para o testemunho de Jannone, &lt;font size="2"&gt;mencionando&lt;font size="2"&gt; a entrevista como comprovação da sua inocência e confirmação das fontes a que tinha acesso. Segundo ele, Jannone seria uma delas. E, aí, escancarou a guarda e permitiu juntar as últimas peças que faltavam para entender sua atuação.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Indagado pela &lt;strong&gt;CartaCapital&lt;/strong&gt; se havia sido procurado por alguém da Veja, Jannone respondeu:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;AJ&lt;/strong&gt;: Uma vez, pelo telefone, me procurou o Mainardi. Creio que quem deu meu número foi um jornalista italiano. O mesmo a afirmar que os documentos do processo em andamento por aqui eram passados a Mainardi pelo próprio Bernardini&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Quando Mainardi telefonou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;AJ&lt;/strong&gt;: Em 2006. De saída, Mainardi disse saber que sou um bom sujeito, em seguida declarou sua intenção de perseguir a turma do PT por ter certeza de que recebera propinas&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram essas as declarações de Jannone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia &lt;strong&gt;8 de abril de 2008&lt;/strong&gt;, em seu podcast semanal, Mainardi declarou o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Em vez de mentir a meu respeito, declarando que fabriquei o documento, o araponga da Telecom Italia reconheceu sua autenticidade, dando até o nome do indiciado que o teria remetido para mim&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jannone apenas mencionara que recebeu um telefonema de Mainardi em 2006. Não havia uma palavra sequer sobre o documento publicado por Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mainardi prosseguia: &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Além de me acusar de ter forjado documentos, a ala mais aloprada da imprensa paraestatal me acusou também de inventar fontes jornalísticas na Itália. O entrevistado de Carta Capital desmentiu os aloprados. Numa enfiada só, ele revelou três de minhas fontes: ele mesmo, um jornalista e o indiciado que me teria repassado os documentos oficiais do tribunal italiano&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Jannone simplesmente não se referira a fontes ou documentos. Mainardi se fiava na diferença de cobertura da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; em relação à &lt;strong&gt;CartaCapital&lt;/strong&gt; para desenvolver uma tese fantasiosa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;A imprensa paraestatal ficou meio abobalhada com esses dois desmentidos, tanto que engendrou uma trama ainda mais fantasiosa do que a anterior: sim, os documentos que publiquei talvez fossem verdadeiros, mas nesse caso o próprio inquérito italiano estaria contaminado por Daniel Dantas. Além de manipular dossiês, Mainardi manipulava as denúncias. A denúncia era de que o relatório manipulava dados do inquérito da polícia italiana&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A denúncia é que o arquivo de Mainardi mostrava claramente diferenças de numeração, indicando que quem o montou poderia ter misturado peças do inquérito italiano com outras de fora.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;O documento tem duas numerações. Uma aparentemente a numeração oficial do inquérito. Outra, uma numeração específica do documento. Por exemplo, foram escondidas as 135 primeiras páginas do inquérito original.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esse estilo de falsear verdades, inventar declarações, criar acusações falsas para poder rebatê-las permeou toda a atividade do colunista nesses anos todos.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em seu Blog, Jannone publicou um texto em italiano, com o seguinte conteúdo (traduzido):&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Nesse meio tempo, o &amp;quot;segredo&amp;quot; foi revelado: os documentos publicados por [Janaína] Leite e [Diego] Mainardi saíram de repartições do judiciário brasileiro, aos quais não chegaram por canais oficiais (Procuradoria de Milão), mas oficiosos. Interessante! Ficou completo, desse modo, o serviço prestado aos investigados no inquérito brasileiro (Operação Chacal). Ou seja: textos são introduzidos no processo italiano, as declarações (que se transformam em declarações oficiais) acabam chegando por canais misteriosos àqueles que os fornecem ao Ministério Público brasileiro, e alguns deles, por sua vez, à imprensa. Salva-se a cara, salva-se o processo. Só não se salva a verdade&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;A entrevista com Jannone&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não existem mocinhos nessa história, mas vamos à versão de Jannone - que poderá ser conferida nos áudios anexados ao capítulo - que ajuda a colocar algumas peças que faltam nesse quebra-cabeças.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Conta Jannone que, na sua primeira apresentação aos promotores, Bernardini apresentou - sem nada comentar - a reportagem de capa de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; sobre as tais contas secretas de autoridades brasileiras no exterior (&amp;ldquo;O Dossiê Falso&amp;rdquo;).&amp;nbsp; A mesma capa que Eurípedes procurou salvar colocando Mainardi para simular a entrevista com Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Jannone diz mais: no inquérito italiano, o advogado de Bernardini afirma que na última vez que veio ao Brasil foi para encontrar-se com Marcos Valério - o publicitário que ajudou a financiar o &amp;quot;valerioduto&amp;quot; e que tinha a conta da Telemig Celular, no tempo em que era controlada pelo Opportunity.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Seu depoimento, somado às matérias que têm saído de jornalistas ligados a Dantas, permitem identificar nitidamente a estratégia de Mainardi, com a qual a direção de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; passou a compactuar, com Eurípedes servindo de avalista junto à Abril &amp;ndash; sustentando que as colunas se baseavam em provas concretas. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;A entrevista com Jannone foi gravada com sua autorização. Reproduzo trecho a trecho para facilitar a compreensão dos leitores.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 1&lt;/strong&gt; - Jannone diz que o inquérito começou com declarações mentirosas de fontes. No começo não conseguiu entender. Depois, ficou mais claro. No início de sua &amp;quot;colaboração&amp;quot; com a justiça italiana, Bernardini ficou falando do Brasil. Ele não conhece o Brasil, nem tem cabeça refinada para falar o que falou, diz Jannone. A imagem que Bernardini tentava passar era de uma Polícia Federal brasileira corrupta. políticos corruptos, e Jannone responsável pelos subornos. A coisa mais estranha, diz Jannone, é que no primeiro dia de interrogatório dele, entregou aos promotores, sem nada comentar, a famosa reportagem da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; que falava de contas bancárias do presidente Lula, do chefe da Polícia Federal, Lacerda. Mas de forma estranha, sem comentar, como se outra pessoa tivesse dito a ele: se você vai lá, entrega isso.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 2&lt;/strong&gt; &amp;ndash; depois apareceu uma testemunha, esta Araújo (a tradutora), contando uma história absurda, de ter ouvido, como tradutora, conversas entre funcionários da Telecom Italia que falavam de corrupção e propinas a políticos brasileiros. E que estas conversas chegaram do Brasil por meio de Angelo Jannone. A tradutora fala que conversas estavam armazenadas em uma pasta de computador chamada &amp;quot;Telegrafo&amp;quot;. Os promotores não perceberam que a pasta já tinha sido entregue por mim, diz Jannone. E que conversas não eram entre executivos da Telecom Italia, mas de um amigo conversando com lobistas e executivos da Brasil Telecom, que contavam a ele como a Alcatel, a Ericsson, todas essas empresas de tecnologia, tinham que pagar propina para obter trabalhos na Brasil Telecom. E pagavam ao banco do Dantas. &amp;quot;Depois vou descobrir, analisando os documentos do processo de Milão, que o advogado de Bernardini viaja muito frequentemente para o Brasil e é amigo do Marcos Valério&amp;quot;, diz Jannone.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 3&lt;/strong&gt; &amp;ndash; diz ter sido preso por causa do Bernardini que contou &amp;quot;histórias absurdas&amp;quot;. Depois, Dantas, que chegou à Itália &amp;quot;contando essa história fabulosa de que foi vítima de conjura preparada por Angelo Jannone contra ele, quando todo mundo sabe no Brasil que a investigação da Polícia Federal aconteceu independentemente da história da Parmalat&amp;quot;, diz Jannone. Os promotores não vão aprofundar esses esforços no Brasil, porque na opinião deles o Brasil é país de corruptos, então não precisa fazer rogatórias no Brasil.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 4&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Jannone se diz vítima de declaração caluniosa do Dantas, que chegou na Itália afirmando que jornais brasileiros falavam que Jannone muito próximo à Polícia Federal. Era mentira,&amp;nbsp; diz Jannone, que afirma ter tomado conhecimento dos documentos de investigação da PF através de um jornalista do JB.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 5&lt;/strong&gt; &amp;ndash; quando foi fechado acordo entre Telecom Italia e Dantas, provavelmente já começou a estratégia para contornar as investigações do Ministério Público italiano. Essa estratégia teria que passar sobre a minha cabeça, diz Jannone.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 6&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;quot;minha entrevista à Carta Capital não comprovava nada&amp;quot;, diz ele. Disse apenas que Mainardi o procurou mais ou menso dois anos atrás, comentando aquilo que teria contado Bernardini sobre lobistas, políticos, essas declarações genéricas. &amp;quot;Olha, eu quero só confirmar...&amp;quot; Eu respondi: &amp;quot;Senhor Mainardi, eu não confirmo nada porque não é verdade. Eu jamais mandei pagar políticos ou funcionários públicos brasileiros&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 7&lt;/strong&gt; &amp;ndash; saiu outra coisa interessante, que foi a entrega ao Mainardi desse material do inquérito italiano. Se descobrir quem entregou, se poderia entender muito melhor o jogo, diz Jannone. Seria interessante saber quem entregou ao Mainardi minha ordem de prisão, diz Jannone. Mesmo jornalistas italianos nada sabiam.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 8&lt;/strong&gt; &amp;ndash; No final de 2007, o advogado do Bernardini, falando com os promotores - está escrito isso - fala &amp;quot;olha, a última vez que fui ao Brasil, encontrei Marcos Valário, que foi por sua vez aproximado por uma pessoa que pedia informações sobre o inquérito de Milão. Porque ele está dizendo isso? O que tem a ver o advogado do Bernardini com o Marcos Valério? Isso seria interessante aprofundar, diz Jannone.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 9&lt;/strong&gt; &amp;ndash; nunca fui fonte da Janaina Leite, diz ele. &amp;quot;Ela me procurou quando chegou na Itália, me procurou por telefone, querendo uma entrevista. Eu disse que, sendo que trabalhava na Telecom Italia naquela época, não podia dar entrevista. Ela disse que queria comentário sobre o que declarou Bernardini, que dizia que pagou propina. Disse que Bernardini era mentiroso e podia demonstrar. Se você vai escrever isso, vou processar a &amp;quot;Folha de São Paulo&amp;quot;, disse ele. &amp;quot;Depois, fui avisado do Brasil de que Janaína Leite não era uma jornalista independente, falando dessa forma. Me disseram para tomar cuidado. Ela me escreveu email dizendo que só queria descobrir a verdade, que estava disponível quando quisesse conversar. Disse que a verdade seria descoberta em processo, não em jornais.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 10&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Menciona o papel de Bernadini nesse inquérito.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Trecho 11&lt;/strong&gt; - Fala sobre os honorários do advogado Marcelo Elias. A Telecom Italia, de Provera, quando guerreava com Dantas resolveu bancar as custas judiciais de Luiz Demarco contra Dantas na Inglaterra. No meio do caminho houve o acordo de paz entre Provera e Dantas. Mas Demarco continuou a guerra e exigiu que a Telecom Italia pagasse os advogados contratados, conforme o combinado. Jannone confirma que todos os pagamentos foram comprovados. E diz ter pago Elias em um paraíso fiscal para não expor a empresa. Mainardi sempre se referia a esses honorários (US$ 100 mil) como sendo destinados a propinas no Brasil.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="width: 430px; text-align: center"&gt;&lt;embed src="http://www.mixwit.com/flash/widgets/shell.swf" width="426" height="327" type="application/x-shockwave-flash" scale="ShowAll"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;a href="http://www.mixwit.com/luisspsp2?e"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; padding-right: 0px; border-top: 0px; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; border-left: 0px; padding-top: 0px; border-bottom: 0px" alt="" border="0" src="http://www.mixwit.com/p.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.mixwit.com/create?e"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; padding-right: 0px; border-top: 0px; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; border-left: 0px; padding-top: 0px; border-bottom: 0px" alt="" border="0" src="http://www.mixwit.com/m.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.mixwit.com/?e"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; padding-right: 0px; border-top: 0px; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; border-left: 0px; padding-top: 0px; border-bottom: 0px" alt="Mixwit" border="0" src="http://www.mixwit.com/l.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px" height="0" alt="" width="0" border="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/bT*xJmx*PTEyMTU1MjAzNjg4OTUmcHQ9MTIxNTUyMTIwNTQ4MyZwPTE4NDMzMSZkPSZuPSZnPTE=.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 08 Jul 2008 09:44:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O caso Veja: mais um capítulo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7993</link>
      <description>&lt;p&gt;O novo capítulo sobre a revista Veja conta como ela se aliou ao governador de Rondônia, Ivo Cassol &amp;ndash; acusado de inúmeros crimes e desmandos &amp;ndash; para cometer um assassinato de reputação contra um procurador federal que combatia o crime.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7992" target="_blank"&gt;Aqui, para ler no Blog&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://luis.nassif.googlepages.com/teste" target="_blank"&gt;Aqui, para ler no Googlepages.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 03 Jul 2008 10:19:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O caso Ivo Cassol</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7992</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No capítulo &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/ocasomaur%C3%ADciomarinho"&gt;O Araponga e o Repórter&lt;/a&gt; mostrou-se como &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;não relutou em se associar ao banditismo e ao submundo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Lá, se contava que a principal fonte da revista - no episódio do vídeo sobre o funcionário dos Correios recebendo propina - foi um empresário que, poucos anos depois, foi flagrado em uma das operações da Polícia Federal. O material fornecido serviu para o lobista afastar concorrentes e o empresário restaurar seu esquema de corrupção - que funcionou sem ser incomodado até a PF estourá-lo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Esse jogo de alianças espúrias com o submundo não terminou aí. A prática de vender a alma ao diabo em troca de informações e manipulá-las, atropelando princípios básicos de jornalismo, prosseguiu mesmo após a catarse do &amp;quot;mensalão&amp;quot;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;É o que ocorreu no episódio recente, em que &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;se aliou ao governador de Rondônia , Ivo Cassol (sem partido ex-PPS).&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No caso do grampeador, nas duas pontas não havia mocinhos. No caso do governador, a revista aceitou deliberadamente assassinar a reputação de um homem da lei, de reputação ilibada, que durante anos, combateu duramente o crime organizado de Rondônia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Quem é Ivo Cassol, o governador de Rondônia?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a style="border: 0pt none ; margin-left: 1em; margin-right: 1em; background-color: transparent;" imageanchor="1" href="http://www.rondonia.ro.gov.br/imagens-noticias-comunicados/%7BEEB4EA21-9687-40D8-9450-CA93C77AACDB%7D_Governador%20Ivo%20Cassol%20net.JPG"&gt;&lt;img width="200" height="150" style="border: 0pt none ; cursor: move;" alt="" src="http://www.rondonia.ro.gov.br/imagens-noticias-comunicados/%7BEEB4EA21-9687-40D8-9450-CA93C77AACDB%7D_Governador%20Ivo%20Cassol%20net.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Em 2004&lt;/strong&gt; foi acusado de comandar um esquema de extração clandestina de diamantes e contrabando de ouro &lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;na reserva indígena Roosevelt, dos Cintas-Largas (&lt;a href="http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=1244&amp;amp;Itemid=112"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Em 2005&lt;/strong&gt; foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de ter cometido irregularidades quando prefeito de Rolim de Moura (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u71502.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Em 2007&lt;/strong&gt;, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denunciou-o ao STF (Supremo Tribunal Federal) por compra de votos, formação de quadrilha e coação de testemunhas (&lt;a href="http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/pgr-denuncia-governador-ivo-cassol-e-senador-expedito-junior/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia &lt;strong&gt;13 de abril de 2008&lt;/strong&gt;, reportagem do &lt;strong&gt;Fantástico &lt;/strong&gt;sobre a Operação Titanic, da Polícia Federal, comprometia Cassol até a medula (&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1678213-4005-815238-0-13042008,00.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;):&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Exclusivo. Você vai conhecer os bastidores da Operação Titanic. A ação da Polícia Federal acompanhou os passos de uma quadrilha que envolveu até um governador de estado no golpe dos carrões importados.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Dentro de um galpão estão dezenas de milhões de reais em forma de carros e motos importados. São super máquinas que chegam a valer R$ 2 milhões no Brasil. Super máquinas subfaturadas.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;ldquo;30% a 40% menores aos preços de mercado&amp;rdquo;, diz a procuradora da República (ES) Nádja Machado Botelho.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;A Justiça investiga a participação de um governador e do filho e do sobrinho dele na obtenção de facilidades para o esquema.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Nos vídeos e fotografias da investigação a que o Fantástico teve acesso, você vai saber como a Polícia Federal seguiu o filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol, durante a chamada Operação Titanic, para desmascarar a quadrilha da sonegação (...).&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Adriano se tornou conhecido nacionalmente em 2006, ao ser flagrado agredindo uma mulher depois de uma batida de trânsito. No mesmo ano, a Polícia Federal apreendeu seis carros de luxo que ele havia importado. Uma lancha que ele comprou do megatraficante colombiano Juan Carlos Abadía, capturado em 2007, também foi apreendida&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Este é Ivo Cassol.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;A reportagem armada&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia &lt;strong&gt;23 de abril de 2008&lt;/strong&gt; Cassol já era conhecido nacionalmente, através de reportagem-denúncia de um dos programas de maior audiência da televisão, o &lt;strong&gt;Fantástico&lt;/strong&gt;, divulgado apenas dez dias antes, quando começou seu jogo com a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A revista denunciava um suposto seqüestro falso de um procurador federal e um funcionário da ONU pelos índios cintas-largas. Segundo a revista, o seqüestro teria sido simulado para dar evidência aos personagens.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a style="border: 0pt none ; margin-left: 1em; margin-right: 1em; background-color: transparent;" imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Cassol01.tiff/Cassol01-full;init:.tiff"&gt;&lt;img width="420" height="376" style="border: 0pt none ;" alt="" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Cassol01.tiff/Cassol01-large.tiff" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;Os cintas-largas, de Rondônia, estão entre as etnias indígenas mais hostis do Brasil. Em 2004, eles massacraram 29 garimpeiros a tiros, flechadas e pauladas. Com esse histórico, não tiveram dificuldade em ganhar as páginas dos jornais do mundo inteiro, em dezembro do ano passado, quando anunciaram o seqüestro de um membro do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, um procurador da República e outras três pessoas&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;As provas apresentadas pela revista eram um vídeo (de dois anos antes, que nada tinha a ver com os cintas-largas), fotos do representante da ONU tomando banho de rio e do procurador falando ao celular.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Numa das cenas, que ilustra esta página, vê-se o funcionário da ONU, o espanhol David Martín Castro, muito satisfeito, tomando banho de rio com seus supostos carcereiros. No dia em que deixou a reserva, Martín Castro fez um discurso emocionado em homenagem a seus anfitriões. &amp;quot;Agradeço pelas &amp;lsquo;picanha&amp;rsquo; e pela festa&amp;quot;, disse. As &amp;quot;picanha&amp;quot; às quais ele se referiu vieram de bois abatidos &amp;ndash; um por dia &amp;ndash; pelos índios para comemorar sua &amp;quot;visita&amp;quot; à aldeia. Depois do discurso, ao som de palmas e brados de felicitação, os cintas-largas presentearam o espanhol com um colar. O procurador Reginaldo Trindade recebeu tratamento semelhante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O texto continha cacos primários, toscos, típicos da atual fase da revista, como esta pérola:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Em janeiro, Márcio Meira, presidente da fundação, nomeou para o cargo o cacique Nacoça Cinta-Larga, um dos indiciados pelos assassinatos dos garimpeiros. Como se vê, esse Nacoça só não é paçoca porque as autoridades da região pouco fazem para impor o respeito às leis&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;Em nenhum momento se mencionava o nome do governador Ivo Cassol. E a versão do procurador foi desconsiderada.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;Ele afirmava ter ido à aldeia, acompanhado do representante da ONU, para convencer os cintas-largas a abandonarem a extração ilegal de madeira e de diamantes. Levava a proposta do governo, de alternativas à exploração irregular.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span class="revistascorpo"&gt;Houve uma discussão com os índios. &lt;/span&gt;A liderança principal defendia o fim imediato da extração e negociação com governo. Outro grupo defendia que devia continuar até ter garantia maior de que o governo iria cumprir a sua parte. Concluiu-se que só poderiam aceitar na presença do presidente da Funai. A posição dos índios foi então de que ninguém sairia dali até o presidente da Funai chegar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Não foi um seqüestro, no sentido clássico, mas uma restrição de liberdade, para poder resolver de vez a questão. Nem o representante da ONU foi proibido de tomar banho de rio, nem o procurador de falar ao telefone.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;Montando o dossiê&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Saber quem é esse procurador, e seus embates com Cassol, ajudará a entender a montagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Antes do esquema ser desbaratado pela Operação Titanic, da Polícia Federal, a única força a enfrentar Cassol e seu grupo político era o procurador Trindade. Especialmente em questões envolvendo a área indígena.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Há anos Cassol buscava desmoralizá-lo, em uma típica tática de assassinato de reputação, visando enfraquecer os inquéritos contra ele. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A matéria da &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;foi inteiramente baseada em documentos e vídeos levantados por uma jornalista (na verdade, uma cabeleireira), de nome Ivonete Gomes, de um site chamado &amp;ldquo;Rondoniagora&amp;rdquo; (www.rondoniagora.com).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A jornalista-cabeleireira cumpre para Cassol o mesmo papel que o blogueiro Reinaldo Azevedo para a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;: tentativas de assassinato de reputação de adversários. Sempre que pretende atingir a reputação de alguém, ou mandar recados, Cassol a aciona.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Quando estourou a Operação Titanic, a Polícia Federal de Rondônia abriu um inquérito, no qual a farsa montada veio à tona. Ouvido,&amp;nbsp; um comerciante de pedras contou como Ivonete preparou o dossiê contra o procurador Trindade.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Para fabricar o dossiê, Casso se valeu das verbas publicitárias do Estado para financiar um &amp;quot;documentário&amp;quot; sobre a extração ilegal de diamantes na reserva Cinta Larga e colocou oficiais da PM e funcionários cooptados da Funai para buscar informações que pudessem ser usadas contra o procurador Trindade. Na investigação aberta pela PF, constatou-se que Ivonete Gomes, a jornalista-cabeleireira, forçava as pessoas a falarem mal do procurador.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Montado o dossiê, foi encaminhado à revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, juntamente com fitas de vídeo, que não corroboravam a tese da revista sobre o &amp;quot;seqüestro fajuto&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O caminho para conquistar a cumplicidade da &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;foi fácil. Bastou insinuar que o procurador era ligado ao PT e Cassol um agente da modernidade contra o atraso representado pelos índios cintas-largas. E, depois, confiar no amadorismo, na falta de discernimento e de isenção da direção da revista.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O resto ficou por conta da parcialidade da revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Trindade foi contatado na sexta de manhã, com o prazo para apresentar sua defesa até o meio dia. Conseguiu, no prazo concedido, enviar 17 laudas de explicações para a Veja. Não saiu uma linha, nem na seção de cartas.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia seguinte, e por vários dias depois, o site Rondoniagora replicou a notícia de Veja para instigar a população contra o procurador. Cassol usou o quanto pôde a matéria.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;Armação desmontada&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;No &lt;strong&gt;dia 25 de junho último&lt;/strong&gt;, a revista &lt;strong&gt;CartaCapital&lt;/strong&gt; publicou reportagem de Leandro Fortes, enviado especial a Rondônia (&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;amp;a2=8&amp;amp;i=1211"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). Leandro tinha ido com a incumbência de levantar o submundo político montado por Cassol. Acabou identificando a farsa do dossiê:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Instalada em uma lojinha de subsolo na zona rural do município de Espigão D&amp;rsquo;Oeste, em Rondônia, onde negocia a compra e venda de diamantes, Edvaneide Vieira de Oliveira, de 35 anos, foi convocada pela Polícia Federal, há pouco mais de um mês, para depor.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;No depoimento à PF, Edvaneide disse ter sido procurada pelas repórteres Ivonete Gomes e Marley Trifílio, ambas do Rondoniagora, noticiário francamente favorável ao governador Ivo Cassol (sem partido), em dezembro de 2007, para uma &amp;ldquo;videorreportagem&amp;rdquo;. Segundo a comerciante, as duas, no entanto, se apresentaram como repórteres do jornal O Estado de S. Paulo e pediram a ela para falar sobre um seqüestro sofrido pelo procurador Reginaldo Trindade no fim de 2007, pelos índios cinta-larga, juntamente com um representante das Nações Unidas, o espanhol David Martín Castro. (...)&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;No depoimento tomado pelo delegado federal Rodrigo Carvalho, Edvaneide de Oliveira afirmou que Ivonete Gomes (&amp;ldquo;meio gordinha, cabelo com reflexos loiros, comprido&amp;rdquo;), e Marley (&amp;ldquo;gordinha, cabelo com reflexos, mais curto&amp;rdquo;) queriam que ela &amp;ldquo;inventasse uma história para comprometer algum político, empresário ou autoridade conhecida&amp;rdquo; e, também, acusasse o procurador Trindade de estar &amp;ldquo;fazendo lobby para alguma pessoa forte&amp;rdquo;. Segundo a comerciante, Ivonete revelou ter ido lá &amp;ldquo;só para isso&amp;rdquo;. Mais adiante, relatou Edvaneide, a repórter teria apresentado uma lista de nomes para ligar o suposto lobby de Trindade a &amp;ldquo;alguém muito forte&amp;rdquo;, mas ela não concordou em referendar nenhum dos nomes. A comerciante acusa as jornalistas, ainda, de terem oferecido dinheiro em troca de um depoimento contra o procurador&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;p&gt;Acabo de conversar com o procurador Reginaldo Trindade, de Rondônia. Desde que saiu a matéria da Veja, ele não consegue mais trabalhar. A armação contra ele foi ampla.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A matéria da Veja saiu no domingo. Na quinta-feira, portanto em apenas quatro dias, o governador Ivo Cassol já enviava uma denúncia para o Conselho Nacional do Ministério Público, baseada na reportagem da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Desde então, Trindade está com todo seu tempo tomado para responder à representação do Conselho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A maneira como Cassol se aproveitou da reportagem da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; não é inédita. Na série &amp;ldquo;O Caso de Veja&amp;rdquo; menciono vários exemplos de como reportagens eram utilizadas como peças para manipulação da Justiça.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A denúncia encaminhada por Cassol ao CNMP continha todos os elementos mencionados pela revista, mais alguns adicionais. De seu lado, por mais que tentasse, o procurador Trindade não conseguiu que a revista lhe enviasse o material, nem mesmo após a publicação da matéria, sob a alegação de &amp;ldquo;sigilo de fonte&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma quinta-feira, coincidentemente, reuniu-se em Porto Velho a SubComissão do Senado para Apurar a Crise Ambiental da Amazônia. O relator era o senador Expedito Junior &amp;ndash; que, logo depois, seria envolvido com Cassol na denúncia formulada pelo procurador geral da República. Na reunião, Cassol exigiu em altos brados punição para Trindade, com base nas denúncias publicadas pela revista. Segundo ele, Trindade estaria estimulando a exploração de madeiras pelos índios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na fronteira da civilização, em pleno faroeste brasileiro, um homem da lei, um procurador federal, correndo riscos de vida e de reputação, buscando cumprir sua missão, de impor as leis da Federação sobre a selvageria de quadrilhas. E foi alvejado pela revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Sua reputação foi manchada em todo o país, foi-lhe suprimido o direito de defesa durante a matéria e após. A revista não publicou uma retificação sequer.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em maio, após uma manifestação de todo MP de Rondônia, Cassol cessou a campanha contra Trindade.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Mas uma conta ficou em aberto: os ataques de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;. Até hoje não se publicou nenhuma retificação, nenhuma carta contestando os ataques.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A defesa do procurador&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia 4 de julho passado, o Procurador Reginaldo Trindade apresentou sua defesa co Conselho Nacional do Ministério Público.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;São 109 páginas. O item 9 aborda o &amp;ldquo;comportamento não condizente do repórter responsável pela matéria na revista Veja, José Edward&amp;rdquo;.&amp;nbsp; &lt;a href="http://blogln.ning.com/group/midia/forum/attachment/download?id=2189391%3AUploadedFi38%3A10272"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;A relação de manipulações é ampla.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Fato 1&lt;/strong&gt; - O repórter entrou em contato com o procurador, informando-o do teor da matéria e querendo ouvir sua versão. O procurador solicitou que as perguntas fossem feitas por escrito, para evitar distorção em suas palavras. Vieram as perguntas.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Seguiram as respostas, em várias páginas. Nenhuma resposta, nenhuma ponderação foi incluída na matéria. Na manhã de sexta-feira, 18 de abril, o repórter entrou em contato com o procurador de novo. Mas provavelmente a edição da revista já tinha fechado.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Fato 2&lt;/strong&gt; - O repórter ligou para o motorista Mauro Bueno Gonçalves, para tentar levantar se houve encenação na detenção do procurador e do representante da ONU.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;O relatório traz trechos do depoimento do motorista no inquérito aberto:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;ldquo;E passado já alguns meis (sic) no dia 18/04/08 fui procurado pelo um reporte da VEJA por nome de José que perguntou como foi que aconteceu falei como foi ele perguntou sobre Reginaldo e o David como eles ficarão. Dise o que presenciei e o que vi.&amp;nbsp; Das pergunta que o reporte fez a mim nada foi dito pela VEJA o que esta no site. São palavra diferente.&amp;rdquo; (fls. 35 dos autos; sic).&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;A chave do carro tinha sido tomada à força do motorista pelos índios. A reportagem ignorou a informação. O motorista informou de golpes violentos desferidos pelos índios na mesa e nos livros do procurador. A informação não foi considerada.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;O motorista prestou depoimento à Polícia Federal, voltando a reiterar o comportamento do repórter:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;QUE sim, foi procurado via telefone por um repórter da revista Veja, o qual se apresentou como José e lhe fez algumas perguntas, as quais indagavam acerca de um 'falso seqüestro' cometido pelos indígenas contra o Procurador da República e um Representante da ONU, sendo que o declarante respondeu ao jornalista que o seqüestro realmente ocorreu, nada foi fajuto, não havendo indícios de que tudo tenha sido tramado; QUE o jornalista continuou a fazer perguntas sobre o seqüestro, indagando acerca da alimentação dos mesmos durante o tempo em que permaneceram na aldeia, além de outras perguntas pertinentes, sendo que lhe foi respondido da mesma forma em que está respondendo aos quesitos deste termo de declarações; QUE após, publicada uma matéria pela revista Veja, distorcendo as respostas que o declarante teria dado ao referido jornalista.&amp;rdquo; (fls. 36/37 da 1&amp;ordf; parte de documentos que instrui a presente)&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Fato 3&lt;/strong&gt; - O repórter chegou a procurar o próprio Almir Suruí, chefe indígena, encaminhando perguntas por e-mail. Almir negou firmemente ter havido simulação do seqüestro. Mas sua resposta também não foi levada em consideração.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Fato 4&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; - Também foi consultada Ivaneide Bandeira Cardozo, a &amp;ldquo;Neidinha&amp;rdquo;, da ONG indígena Kanindé. Seu depoimento foi desconsiderado. Ela enviou carta ao procurador:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Fui entrevistada pelo repórter José Edward da Revista Veja (MG), no dia 10 de abril, que fez a mesma pergunta, e respondi que não era verdade, que havia invasão de madeireiros por conivência da FUNAI e alguns índios.&amp;rdquo; (fls. 74 da 1&amp;ordf; parte dos documentos ora apresentados)&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Ivaneide enviou um segundo e-mail ao procurador, manifestando sua impressão de que o repórter fosse ligado ao governador Ivo Cassol.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;A percepção geral em Rondônia foi dessa cumplicidade, devido à coincidência de, apenas quatro dias após a publicação da reportagem, o governador de Rondônia formulou representação à Sub-Comissão do Senado para Acompanhar a Crise Ambiental na Amazônia &amp;ldquo;calcada na reportagem, mas lastreada em diversos documentos e vídeos &amp;ldquo;não exibidos pelo site da revista&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não foi a primeira vez que &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; atuou dessa maneira. No episódio de assassinato de reputação de Edson Vidigal (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/ocasoedsonvidigal"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;), a revista anunciava uma representação contra ele, no Conselho Nacional de Justiça, que foi feita dias depois, mas tomando por base a própria reportagem da revista &amp;ndash; em um evidente conluio com as fontes, no episódio em questão provavelmente Daniel Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jul 2008 15:11:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O japonês da Aclimação e o Mecenas</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7628</link>
      <description>&lt;p&gt;8/04/1994 &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O japonês da Aclimação vai ajudar a brava sociedade brasileira a purgar seus erros e permissividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desconfiou-se que em sua escolinha donos, professores e pais de aluno  praticavam abusos sexuais contra pequenos alunos de 4 anos de idade. Um roteiro para Marques de Sade nenhum botar defeito. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não há nenhuma prova conclusiva para as acusações. Não há sequer laudos que comprovem definitivamente a prática de abusos sexuais. Um exame comprovou dilatamento de um por um no ânus de uma das crianças.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pode ser vestígio de penetração, seguramente não por parte de um adulto. Pode ser fruto de uma assadura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois disso, há apenas informações arrancadas de crianças de 4 anos por pais desesperados. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há o quadro já conhecido de policiais que se deslumbram com episódios que podem lhe render popularidade, e de cobertura jornalística burocrática que se vale exclusivamente da versão oficial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas pode haver algo de maior impacto, para policiais e jornalistas, do que a suposição de crianças de 4 anos&amp;mdash;que poderiam ser filhos dos próprios leitores&amp;mdash;sendo utilizadas em sessões de filmes pornográficos? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não há nenhuma foto, nenhum filme que comprove a versão, mas o que importa? Como tem-se 50% de possibilidade do japonês da Aclimação ser culpado, está-se cometendo apenas 50% de injustiça. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E toca-se a linchar o japonês e os pais de outros alunos de 4 anos, valendo-se dessa grande prerrogativa de sentir-se fortalecido na companhia da unanimidade, para melhor poder exercitar o supremo gozo de participar de um linchamento, sem riscos e sem remorsos&amp;mdash;uma espécie de realidade virtual da Disneyworld com vidas alheias, em que se vive a sensação de perigo, sem correr riscos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pouco importa se o resultado final dessa investigação vier eventualmente a comprovar a inocência dos acusados. Se errar, terão o álibi de estar errando em ampla companhia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lei e ética &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O combate à corrupção não se faz em cima de leis, mas de princípios éticos desenvolvidos pela sociedade como um todo. O primeiro círculo a coibir prticas erradas é a família. O segundo, o círculo social. Se houver conivência com desvios, não há aparato legal que resolva. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em São Paulo, um banqueiro foi acusado de integrar o esquema PC Farias junto a fundos de pensão e ao sistema Telebrás. Um grande empresário carioca, homem de vida pública conhecida, e de boa reputação, acusou-o frontalmente de ter exigido propinas para liberar uma licitação. Outro empresário, do setor de telecomunicações, acusou-o de tê-lo procurado em nome do próprio PC Farias. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhuma medida foi tomada pelo Ministério Público Federal para apurar os fatos. Fosse apenas um empresário paulista, o banqueiro provavelmente teria sua vida investigada. Mas é também genro de um senador da República.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A brava elite paulista transformou-o em seu mecenas particular, sem se preocupar sequer em cobrar-lhe explicações cabais para as acusações. Ele é personagem ativo das colunas sociais, sua casa é freqüentada por personalidades conhecidas da vida intelectual e empresarial, suas festas elogiadíssimas, assim como suas virtudes de enólogo. Tem dinheiro e égrande amante das artes. Um grande praça, sem dúvida. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se assuma a presunção da culpa. Pode ser que seja inocente. Pode ser que seja culpado. O fato é que em nenhum momento as suspeitas provocaram sequer o constrangimento, que é o sinal mais tênue de existência de princípios éticos regendo relações sociais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas pouco importa. O poderoso japonês da Aclimação está aí mesmo, para mostrar que com a sociedade brasileira não se brinca.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 28 May 2008 22:20:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O caso FARCs</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7394</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na edição de &lt;strong&gt;16 de março de 2005&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; cometeria mais um de seus malabarismos editoriais, com a matéria &amp;ldquo;Tentáculos das FARC no Brasil&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Foi matéria de capa. A ilustração era uma metralhadora e o texto incriminador:&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Espiões da ABIN gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002&amp;rdquo;&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Depois, outro texto:&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;ldquo;PT: militantes serão expulsos se pegaram&amp;nbsp; dinheiro das Farc&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Havia um excesso de textos na capa, ferindo princípios básicos de clareza editorial. A revista estava em plena campanha, na sucessão de capas sobre Lula. E pouco se lhe interessava saber da consistência ou não das matérias. Nas páginas internas, ficaria mais claro o estilo &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; de criar matérias através da manipulação de ênfases.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Jogam-se acusações enfáticas. Depois, algumas ressalvas para servir de blindagem contra ações judiciais, seguidas de novas acusações taxativas.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O que se tinha, objetivamente, era um informe da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), &lt;strong&gt;uma página, três parágrafos e nada mais&lt;/strong&gt;, na qual um agente infiltrado relatava um encontro em uma chácara, com um padre supostamente ligado às FARCs. O padre era conhecido como um mitômano, há muito tempo afastado do contato com as FARCs.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No encontro, teria mencionado o suposto financiamento à campanha do PT. Não havia nenhuma indicação a mais sobre isso. Na ABIN, não se levou a sério o informe.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Para sustentar a matéria, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; assegurava que o informe tinha recebido tratamento relevante da ABIN e que havia documentos comprovando as doações. Não aceitou a palavra oficial da ABIN, de que nunca levou a sério o informe.&lt;br /&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esses documentos, comprovando as supostas doações, nunca apareceram, o caso morreu de morte morrida. E o fecho se deu este ano, com a curiosa explicação&amp;nbsp; do diretor de redação Eurípedes Alcântara para o papel de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; no episódio.&lt;br /&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas, antes disso, acompanhe o desenrolar dessas matérias.&lt;br /&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;O ping pong das acusações&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Nas páginas internas, a chamada era forte.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Nas páginas internas, a chamada era forte.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; clear: both;" class="separator"&gt;&lt;a style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=304&amp;amp;small=1" imageanchor="1"&gt;&lt;img width="348" height="420" alt="" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Farc.jpg/Farc-large.jpg" style="border: 0pt none ;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;rdquo;Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 2002&lt;/em&gt;&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria começava com afirmações taxativas:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;rdquo;Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo. Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas. (...) Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião (...) o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção. A notícia foi recebida com aplausos pela platéia. Faltavam então menos de seis meses para a eleição. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro&lt;/em&gt;&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O &amp;quot;anúncio pecuniário&amp;quot; - segundo a expressão da revista - era mencionado em três documentos da ABIN.&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Num deles, está descrita a forma de pagamento: o dinheiro sairia de Trinidad e Tobago, um pequeno país do Caribe, e chegaria às mãos de cerca de 300 pequenos empresários brasileiros simpáticos ao PT, que, por sua vez, fariam contribuições aos comitês regionais do partido como se os recursos lhes pertencessem&lt;/em&gt;&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Assim como na matéria sobre os &amp;ldquo;dólares de Cuba&amp;rdquo;, a operação era inverossímil. Como se poderia manter sob sigilo uma operação que envolveria 300 pequenos empresários brasileiros? Fugia ao bom senso. Mas a revista não se deixava intimidar e mandava o bom senso às favas:&lt;/font&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;Em outro documento, aparece a informação de que o acerto financeiro fora celebrado entre membros do PT e das Farc durante uma reunião realizada numa fazenda no Pantanal Mato-Grossense &amp;ndash; e que os encontros de cúpula seriam articulados com a ajuda de Maria das Graças da Silva, uma funcionária da Câmara dos Deputados em Brasília que já militou no PC do B e seria amiga muito próxima do &amp;quot;comandante Maurício&amp;quot;, apontado como a maior autoridade das Farc no Brasil&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Para se prevenir contra eventuais ações judiciais, incluíam-se as ressalvas, formando o estilo pterodáctilo já descrito em outro capítulos: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;A apuração comprovou a reunião, o local, a data e os personagens. Só não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT. A doação financeira é dada como realizada pelos documentos da Abin, mas a investigação de VEJA não avançou um milímetro nesse particular. Pode ter sido apenas uma bravata do padre Olivério Medina, codinome de Francisco Antônio Cadenas Colazzos, para alegrar seus convivas esquerdistas? Pode. Além da convocação manifestada nos documentos da Abin, a revista não encontrou elementos consistentes para que se faça uma afirmação sobre esse aspecto&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O expediente era o mesmo adotado na capa sobre o falso dossiê das contas de autoridades brasileiras no exterior. Depois da ressalva salvadora, voltavam as acusações, em um ping pong devastador de princípios jornalísticos e de lógica.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Os documentos mostram que as informações ali contidas foram checadas (pela ABIN) com afinco. (&amp;hellip;)&amp;nbsp; O documento 0095/3100, de 25 de abril de 2002, o principal entre todos os que narram as ligações entre militantes petistas e as Farc, passou por todas essas etapas e acabou com um carimbo de &amp;quot;secreto&amp;quot;. Isso significa que suas informações eram críveis e seu conteúdo tinha consistência suficiente para ser levado ao conhecimento do presidente da República&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na edição seguinte, de &lt;strong&gt;23 de março de 2005&lt;/strong&gt;, a matéria receberia uma suite no mesmo estilo. Primeiro, um sonoro desmentido da Abin:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;VEJA noticiou que o auxílio financeiro aparecia no documento número 0095/3100, datado de 25 de abril de 2002 e classificado como &amp;quot;secreto&amp;quot;. Tudo isso foi confirmado pelo general (Jorge Armando Felix), mas houve um adendo categórico. O general disse que a informação sobre a doação de 5 milhões de dólares não foi levada a sério pela Abin, que a encarou como &amp;quot;um boato&amp;quot; e arquivou o documento&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A revista não aceitava as explicações&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;A explicação oficial até faz sentido, mas não é verdadeira.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Na semana passada, VEJA voltou a entrevistar o espião que, infiltrado no movimento sindical em Brasília, abastecia a Abin com informações sobre as Farc e suas relações financeiras com o PT. (&amp;hellip;) Esquerdistas convidaram-no para participar da criação de um comitê em defesa da guerrilha colombiana. O espião topou e passou a participar de reuniões, quase sempre reservadas. Até que sua rotina foi quebrada, no dia 13 de abril de 2002, quando participou da reunião político-festiva de esquerdistas pró-Farc na chácara Coração Vermelho, situada nos arredores de Brasília. Foi nessa reunião que o espião ouviu o padre Olivério Medina, embaixador da guerrilha no Brasil, falar da doação de 5 milhões de dólares para a campanha de Lula em 200.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; informava ter entrevistado em cinco ocasiões o coronel Eduardo Adolfo Ferreira, que recebia os informes do espião:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Os memoriais, nome dado a um conjunto extenso de relatórios, eram encaminhados diretamente à então diretora da Abin, Marisa Del'Isola. &amp;quot;A Abin em São Paulo até rastreou o que seria uma parte do dinheiro das Farc para o PT.&amp;quot; O coronel contou que, com a ajuda do setor de inteligência da Polícia Federal, a Abin obteve três ordens de pagamento, somando cerca de 1 milhão de dólares, com indícios de que se tratava de parte do dinheiro das Farc para o PT. &amp;quot;Não podemos afirmar que era o dinheiro da guerrilha mesmo. Eram indícios. Indícios fortes, mas a investigação parou quando o PT ganhou as eleições e eu saí da Abin&amp;quot;, contou. (&amp;hellip;)&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;O coronel diz que, nos arquivos da Abin, há gravações em áudio das promessas das Farc de ajudar o PT e, também, cópias das três ordens de pagamento.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Com acesso à fonte, por que a revista não exigiu a apresentação das cópias - ainda que sob o compromisso de não publicá-las? Qual a razão para não ter ido atrás do elemento que não apenas consolidaria a capa, como seria o grande furo da reportagem?&lt;/font&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Na semana passada, o espião do caso Farc disse que está disposto a contar tudo o que sabe no Congresso, desde que seu depoimento seja tomado em reunião fechada. Diante dessa possibilidade, VEJA consultou o senador Demostenes Torres, do PFL de Goiás, membro da comissão que apura a história. O senador disse que, publicada a reportagem da revista, faria o pedido para ouvir o espião. Disse também que convocaria o coronel Ferreira. Diz o senador: &amp;quot;As declarações dos dois, se confirmadas, revelam que a Abin compareceu à comissão do Congresso e ocultou a verdade dos parlamentares. É grave&amp;quot;. É grave mesmo&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Um factóide que não teve suite. Nem da própria revista.&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;Escrever pensando&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;24 de janeiro de 2008&lt;/strong&gt;, o diretor de redação de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, Eurípedes Alcântara, proferiu palestra para os alunos do Curso Abril de Jornalismo (&lt;a href="http://cursoabril.abril.com.br/servico/noticia/materia_267588.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No intertítulo &amp;ldquo;As marcas de Veja&amp;rdquo;, Eurípedes descreve a receita de jornalismo praticado pela revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O Diretor de Redação expôs alguns pontos essenciais para a produção da revista. Um deles é o controle que o repórter precisa ter sobre a matéria. &amp;quot;Não é a pauta ou a fonte que têm de dominar o jornalista&amp;quot;, disse&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Provavelmente, nem a informação pode servir de limitação. Segundo a aula de Eurípedes, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; pratica o conceito de &amp;ldquo;escrever pensando&amp;rdquo;:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Outro ponto é a diluição de conteúdo opinativo em meio às reportagens, a qual Eurípedes chama de &amp;quot;escrever pensando&amp;quot;. O jornalista ponderou sobre as diversas interpretações dos críticos sobre determinadas reportagens da revista. &amp;quot;Você só pode ser cobrado por aquilo que escreve. Não pelo que interpretam&amp;quot;&lt;/em&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Cobrado pela capa das FARCs, explicou o que a revista fez:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;A Veja disse que a Abin estava investigando. Não disse que Lula recebia de guerrilheiros. Isso é uma interpretação&amp;quot;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;De fato, tudo não passou de uma grande interpretação. Com direito a capa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 23:36:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>As relações incestuosas na mídia</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7177</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O modelo de assassinato de reputações, como arma de disputas comerciais, alcançou seu auge na recente fase da revista Veja, especialmente através do colunista Diogo Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O último capítulo dessa novela foram colunas e podcasts de Mainardi, a respeito de um dossiê que continha trechos de um inquérito sigiloso do Ministério Público Italiano.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Conforme demonstrado em dois capítulos da série (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/opost-itdemainardi" target="_blank"&gt;O post-it de Mainardi&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/lulameualibi" target="_blank"&gt;Lula é meu álibi&lt;/a&gt;), ao contráriodo que Mainardi afirmava em sua coluna, o dossiê foi escaneado no Brasil, rearrumando papéis do inquérito original da Itália. E a prova maior é que seu conteúdo foi divulgado no mesmo dia em que o arquivo foi gravado, no site de uma ex-jornalista da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;, Janaína Leite.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Tempos depois, a revista &lt;strong&gt;Carta Capital&lt;/strong&gt; entrevistou Angelo Jannone, ex-chefe de Segurança da Telecom Italia, nos tempos de Tronchetti Provera. A entrevista de Jannone foi aproveitada por ambos para tentar demonstrar que os inocentava. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Sobre o caso italiano dedicarei um capítulo especial, dada à sua aparente complexidade e por demonstrar o jogo complicado do qual Mainardi tornou-se participante, sabe-se lá com que propósitos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O que interessa, neste capítulo, é a explicitação das relações de Mainardi com Janaína, e de ambos com Daniel Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vamos entender melhor quem é a parceira de Mainardi nesse jogo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No seu blog, Janaína Leite se apresenta como &amp;ldquo;consultora&amp;rdquo;. Não há nenhuma indicação sobre quem são seus clientes. No seu período na &amp;quot;Folha&amp;quot; atuou em uma série de matérias francamente suspeitas, conforme se demonstrará a seguir. Todas elas seguiam a mesma linha de denúncias utilizada por Mainardi quando trata do tema telefonia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vamos à análise de quatro casos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="4" face="Verdana"&gt;O caso Cecília Melo&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;img width="480" height="300" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=296" alt="" /&gt;&lt;font size="4" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Conforme explicado no capítulo &amp;ldquo;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/opost-itdemainardi" target="_blank"&gt;O post-it de Mainardi&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, há dois inquéritos em andamento, um no Brasil, outro na Itália. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O do Brasil é conduzido pela Polícia Federal e Ministério Público Federal em São Paulo, sobre grampos, quebras de sigilo, a partir do dossiê Kroll, divulgado pela &amp;quot;Folha&amp;quot; anos atrás. O da Italia pelo MP italiano, originalmente era sobre as estripulias da Parmalat italiana. Depois, graças a uma manobra engenhosa, foram incluídas as as operações da Telecom Italia no Brasil. No inquérito italiano há grampos ilegais e outras particularidades que poderiam provocar a anulação do inquérito brasileiro - caso fossem juntadas as peças.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Há uma tentativa de misturar os dois inquéritos. Por isso mesmo, toda a luta da PF e do MP é para impedir essa contaminação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Essa tentativa ficou clara em matéria de Janaína Leite de &lt;strong&gt;24 de julho de 2007&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_169cfnhnkhd" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;) com o próprio Daniel Dantas, preocupado com a possibilidade dos fundos de pensão fecharem um acordo com o Citigroup que estreitaria sua margem de manobra na Brasil Telecom.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Dois trechos merecem destaque. O primeiro, demonstrando que Dantas atuou pessoalmente para que a atuação da Telecom Italia no Brasil fosse incluída no inquérito italiano.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;O banqueiro Daniel  Dantas, dono do Opportunity, enviou à Procuradoria Geral da República um  pedido para que o Ministério Público investigue supostos atos ilegais praticados no âmbito da disputa  entre os sócios da Brasil  Telecom, operadora de telefonia fixa que atende  três regiões do país.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A segunda, ao mencionar uma &lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;testemunha-chave importante:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;A principal testemunha  dos procuradores italianos, Marco Bernardini,  confirmou à &lt;strong id="li9."&gt;Folha&lt;/strong&gt; ilegalidades no Brasil.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Guarde essas duas informações, ambas obtidas da mesma fonte: a atuação de Dantas e o nome da tal testemunha-chave. Facilitará bastante para entender o próximo capítulo, especialmente quando Mainardi menciona suas misteriosas &amp;quot;fontes italianas&amp;quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O jogo jornalístico em torno do processo italiano consistiu dos seguintes lances.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong style=""&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong style=""&gt;Lance 1&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;strong style=""&gt;no dia 21 de setembro de 2006&lt;/strong&gt;, matéria da Janaina Leite na Folha: &amp;ldquo;Polícia italiana prende 20 ligados à Telecom Itália&amp;rdquo; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u111160.shtml" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;), a primeira matéria que saiu por aqui, da operação dos promotores italianos, e tentando mostrar correlação entre o escândalo da Parmalat e o dossiê Kroll, divulgado no Brasil.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em style=""&gt;Três grandes dúvidas ficam em aberto sobre as implicações da ação do Ministério Público italiano, que teria encontrado ligações de organizações que serviram a pagamentos de propinas no &amp;quot;Laziogate&amp;quot; --escândalo de compra de políticos envolvendo empresas privadas-- com os implicados na suposta rede de espionagem italiana&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia &lt;strong style=""&gt;22 de setembro de 2006&lt;/strong&gt;, nova matéria: &amp;ldquo;Crise com tele leva Prodi a depor no Senado&amp;rdquo; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2209200621.htm" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). Nela, Janaína afirma o seguinte:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em style=""&gt;Anteontem, 20 pessoas foram presas na Itália acusadas de fazer parte do esquema de arapongagem. Segundo a Folha apurou, é possível que o escândalo respingue no Brasil. Isso porque o encarregado da segurança da Telecom Italia na América Latina, Angelo Janonne, está sendo investigado na esteira de seu chefe, Giuliano Tavaroli, tido como braço direito de Tronchetti Provera.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em style=""&gt;Em 2004, Janonne veio ao Brasil para entregar à Polícia Federal documentos mostrando que a Telecom Italia e integrantes do governo brasileiro vinham sendo espionada pela Kroll, contratada pela Brasil Telecom, então administrada pelo grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em style=""&gt;À época, Janonne disse que as informações que repassava tinham sido entregues anonimamente à Telecom Italia. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 204);"&gt;Mas a desconfiança dos promotores italianos, que têm poder de polícia em seu país, é a de que os dados foram obtidos a partir da atuação de espiões que atuavam, supostamente, com anuência da operadora de telefonia italiana&lt;/span&gt;.  &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não informava como obteve informações dos promotores italianos.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong style=""&gt;Lance 2&lt;/strong&gt; &amp;ndash; a desembargadora Cecília Melo dá sentença ordenando a anexação de um inquérito no outro. O argumento da desembargadora é justamente a reportagem de Janaína.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong style=""&gt;Lance 3&lt;/strong&gt; &amp;ndash; outra matéria da Janaína, agora em reforço à decisão da desembargadora. É de 11 de dezembro de 2006: &amp;ldquo;Justiça pede dados sobre Telecom Italia&amp;rdquo; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1312200634.htm" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em style=""&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em style=""&gt;A 2&amp;ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 3&amp;ordf; Região decidiu ontem, por unanimidade, requisitar oficialmente da Justiça italiana documentos relativos às investigações de suposta espionagem e supostos pagamentos ilegais feitos pela Telecom Italia no Brasil. Os magistrados, baseados em reportagens da Folha, também determinaram que o Ministério Público Federal tome providências para apurar possíveis ilegalidades promovidas pela tele no Brasil. Procurada, a Telecom Italia preferiu não comentar o assunto&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong style=""&gt;Lance 4&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Este ano, o Ministério Público e a Polícia Federal convocaram o executivo Rodrigo Bhering Andrade, que trabalha para o Opportunity. Pressionado, Andrade admitiu que Janaína o mantinha informado sobre as fontes que alimentavam o jornal de matérias contrárias ao Opportunity. Essas informações constam do inquérito.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria de Janaína traz duas dicas importantes.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A primeira, a reiteração do nome da testemunha-chave:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Uma das principais testemunhas do Ministério Público italiano é o ex-investigador Mario Bernardini, que concordou em relatar detalhes dos esquemas engendrados dentro da Telecom Italia em troca de não ser preso. Em entrevista à Folha, ele sustentou o que havia dito aos procuradores: no Brasil, o chefe de segurança da tele ordenou a espionagem de ministros, banqueiros, jornalistas, executivos e concorrentes da Pirelli. Disse ainda que a tele italiana mantinha um esquema de pagamentos a políticos e servidores públicos por meio de advogados e consultores&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A segunda, a conexão com o senador Heráclito Fortes, reconhecido publicamente como sendo aliado incondicional de Dantas:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;O assunto não deverá ficar restrito ao Judiciário. A &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; apurou que parlamentares brasileiros também pediram a remessa das informações, inclusive a íntegra dos depoimentos, à Italia. Na semana passada, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) viajou ao país para pedir ajuda a parlamentares.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Sobre Bernardini analisaremos no capítulo específico sobre o caso Jannone.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;O Caso Márcia Cunha&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;img width="480" height="337" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=297" alt="" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Dois magistrados foram fundamentais para apear o Opportunity do controle da Brasil Telecom. Um, a desembargadora Márcia Cunha, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deu a primeira sentença séria desfavorável a Daniel Dantas. O segundo, o Ministro Edson Vidigal, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Como se recorda, Edson Vidigal foi vítima de um assassinato de reputação praticado pela revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; (&lt;span style=""&gt;capítulo &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/ocasoedsonvidigal" target="_blank"&gt;O caso Edson Vidigal&lt;/a&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Vamos entender a participação de Janaína Leite no &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot; de Márcia Cunha, aproveitando o bom levantamento feito pelo jornalista Fábio Carvalho, em resposta a uma discussão entre blogs sobre um dos capítulos da série.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;É uma série de matérias envolvendo a questão do acordo &amp;quot;guarda-chuva&amp;quot;, que garantia ao Opportunity o controle da Brasil Telecom.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;a href="http://luis.nassif.googlepages.com/ocasoedsonvidigal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;2/10/2005&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;ldquo;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_170c8dh9cft" target="_blank"&gt;Juíza acusa Opportunity de tentativa de corrupção&lt;/a&gt;&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; publicou denúncia da magistrada que afastou Daniel Dantas do controle da Brasil Telecom. Embora a reportagem não seja assinada, foi produzida pela sucursal do Rio de Janeiro, a partir de notícia publicada por &lt;strong&gt;O Globo&lt;/strong&gt;. A juíza acusa um suposto lobista de Dantas, que teria oferecido propina a seu marido (advogado aposentado, que teria gravado a conversa) para obter decisão favorável na briga contra os fundos de pensão e o Citigroup. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Duas informações são relevantes nessa matéria:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;1. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Opportunity disse desconhecer o homem identificado como Eduardo Rascovsky.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;2. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, &amp;ldquo;o Conselho da Magistratura se declarou incompetente&amp;rdquo; para examinar os argumentos que o Opportunity ofereceu contra a juíza &lt;span class="st"&gt;Márcia &lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt;Cunha&lt;/span&gt;. O caso, portanto, seria levado ao Órgão Especial do TJ.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;7/10/2005&lt;/strong&gt; &amp;ndash;&amp;ldquo; &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/%20http://docs.google.com/View?docid=dcxtfgb_134d49rm3dw" target="_blank"&gt;Justiça analisa decisão de juíza contra Dantas&lt;/a&gt;&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Cinco dias depois, Janaína Leite é &amp;ldquo;enviada especial&amp;rdquo; ao Rio de Janeiro, invadindo um tema que estava sendo coberto pela sucursal do Rio. Provavelmente sob o argumento de que dispunha de informações especiais sobre o caso.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Diz ela:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;A Folha apurou que&amp;rdquo;, em setembro, antes das acusações da juíza contra o Opportunity serem publicadas por O Globo (e repercutidas na Folha, através da sucursal do Rio), o Conselho da Magistratura teria decidido, por unanimidade, contra &lt;span class="st"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt; Cunha&lt;/span&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt;2.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Por meio de sua assessoria, o Opportunity negou qualquer tentativa de aproximação com &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);" class="st"&gt;Márcia Cunha&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt; &lt;/span&gt;e disse que Rascovisky presta serviços ao banco. &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Fábio anotava as contradições entre as duas matérias:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;No dia 2, a assessoria do TJ/RJ informou que o Conselho da Magistratura havia se declarado INCOMPETENTE para analisar a reclamação do Opportunity. Ouvida, a defesa do banco disse DESCONHECER Eduardo Rascovsy. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-indent: -18pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;No dia 7, Janaína Leite informa DECISÃO UNÂNIME do Conselho da Magistratura, tomada no mês anterior (na verdade, decisão de remeter para o Orgao). Já o Opportunity disse que Eduardo Rascovsky &amp;ldquo;presta serviços para o banco&amp;rdquo; em sua matéria. A retificação era importante porque, conforme se vê no capítulo &amp;ldquo;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/vejaeoorganograma" target="_blank"&gt;A Imprensa e o Estilo Dantas&lt;/a&gt;&amp;rdquo; havia reuniões freqüentes entre Rascovisky e o principal homem de Dantas para a disputa, Humberto Braz. A afirmação poderia ser facilmente desmascarada.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Janaína aproveitava para levantar um conjunto de insinuações contra a juíza, no mesmo estilo &amp;quot;dossiê&amp;quot; aplicado pela &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;no caso Edson Vidigal.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Não é a primeira vez que &lt;span class="st"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt;Cunha&lt;/span&gt; sofre questionamentos administrativos. A primeira foi no início dos anos 1990 e envolvia tentativa de fraude fiscal. A juíza também foi alvo de críticas por aceitar passagens de cortesia da Varig quando julgava processos envolvendo a companhia aérea&amp;rdquo;, escreve a repórter.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na entrevista com a desembargadora, fica nítida a intenção de Janaína de utilizar as perguntas para fabricar insinuações.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&amp;ldquo;Magistrada vê tentativa de desmoralização&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;&lt;/font&gt; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_171ggtj72nz" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt;A juíza Márcia Cunha disse considerar &amp;quot;ofensivo&amp;quot; qualquer questionamento sobre quem é o autor da sentença assinada por ela que favoreceu os fundos de pensão na briga pela Brasil Telecom. Leia a seguir trechos da entrevista concedida à &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; ontem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A sra. foi a autora da sentença contra o Opportunity?&lt;br /&gt; Márcia Cunha - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=""&gt;Essa pergunta chega a ser ofensiva. Por sorte, tenho testemunhas que me viram escrevendo. É uma tentativa de desmoralização.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - O texto é muito diferente dos padrões das suas decisões anteriores. Por quê?&lt;br /&gt; Márcia - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=""&gt;É um processo complexo, com 18 volumes.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A decisão saiu em poucos dias. A sra. leu tudo?&lt;br /&gt; Márcia - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt;Claro, eu tinha lido o processo há mais tempo porque dei outras decisões, inclusive favoráveis ao Opportunity.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A sra. disse que houve uma tentativa de corrupção por intermédio do seu marido. Por que não colocou isso por escrito na sua defesa?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt; Como a senhora sabe disso? Não posso dizer, é algo de maturação sigilosa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - Mas a sua defesa é pública. E por que denunciar só agora, pela imprensa?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt; Existem coisas que só podemos dizer quando há provas. Naquela época não tinha provas. Só vim a público porque o Opportunity estava distribuindo dossiês contra mim nas redações de jornais, com coisas falsas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - Na entrevista a &amp;quot;O Globo&amp;quot; a sra. falou que tinha fitas mostrando o diálogo. Houve outras conversas com seu marido?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=""&gt;Não vou falar sobre isso. Ir contra os interesses deles expôs meu nome, sai uma coisa torta no jornal e eu nunca mais recupero a idoneidade.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A sra. comprou um apartamento de quatro quartos em Ipanema pouco depois de dar a sentença?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt; Meu Deus, que absurdo! Eu moro de aluguel.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A sra. mudou quando?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt;Em maio. Aluguei de um casal de velhinhos&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A sra. ganhou passagens da Varig?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt; A assessoria do tribunal já esclareceu esse assunto. Não vou falar sobre isso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - A sra. foi a Nova York por conta própria?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt; Para Nova York? Eu fui para os Estados Unidos em uma viagem pessoal em maio e só passei uma noite em Nova York. Fui acompanhar uma pessoa doente. Quem pagou foi ela.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Folha - Casos envolvendo a sra. já foram enviados ao Órgão Especial antes?&lt;br /&gt; Márcia -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt; Não. Tudo isso não passa de uma enorme mentira para macular meu nome.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A entrevista fala por si, uma devassa implacável na vida pessoal da juíza, deixando toneladas de insinuações no ar.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;05/11/2005&lt;/strong&gt;: &amp;ldquo;Juíza acusada pelo Opportunity é inocentada em processo no TJ&amp;rdquo; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_172dq3422fq" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria não é mais de Janaína, mas da repórter da Sucursal do Rio, Luciana Brafman, que informa que a 8&amp;ordf; Câmara Cível do TJ/RJ julgou improcedente ação que o Opportunity pedia o impedimento da juíza &lt;span class="st"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt; Cunha&lt;/span&gt;. Uma filha da magistrada seria estagiária num escritório que representava os fundos de pensão. Os desembargadores entenderam que a decisão de &lt;span class="st"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt; Cunha&lt;/span&gt; era &amp;ldquo;imparcial&amp;rdquo;. Ainda estava pendente a manifestação do Órgão Especial do TJ/RJ.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;04/03/2006&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;ldquo;Juíza se afasta de casos com o Opportunity&amp;rdquo; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_173fscw5zhm" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="st"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt; Cunha&lt;/span&gt; disse não ter condições de &amp;ldquo;enfrentar tamanho poderio econômico&amp;rdquo; e declara a própria suspeição no caso. Afasta-se. Em matéria assinada por Elvira Lobato e Pedro Soares, da sucursal do Rio, informa-se que ela teria sido vítima de boatos, entre eles o de que teria sido corrompida e &amp;ldquo;comprado um apartamento em Ipanema&amp;rdquo;. A decisão de suspender o acordo guarda-chuva, diz a reportagem, &amp;ldquo;foi mantida em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Rio&amp;rdquo;. O objetivo do &amp;ldquo;assassinato de reputação&amp;rdquo; fora alcançado.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;09/04/2006&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;ldquo;Sócios voltam a negociar controle da BrT&amp;rdquo; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_1748jntpdjv" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Nova matéria de Janaína Leite, insistindo na desqualificação da desembargadora.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;(...) O acordo &amp;quot;guarda-chuva&amp;quot; está suspenso, mas há uma chance de ser restabelecido na próxima terça-feira. Se isso acontecer, o Opportunity poderia reassumir, mesmo que temporariamente, o controle da BrT, interferindo no rumo das negociações.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;O acordo &amp;quot;guarda-chuva&amp;quot; pode voltar a valer porque a liminar que o suspendeu está sendo questionada. A liminar foi assinada pela juíza Márcia Cunha, da 2&amp;ordf; Vara Empresarial fluminense. O Ministério Público e o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, porém, consideraram indícios de que a sentença não foi escrita por ela.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) A juíza se defendeu das suspeitas e negou a participação de terceiros na elaboração da liminar. No mês passado, afastou-se do caso BrT. Julgou-se impedida de emitir novas opiniões sobre o acordo &amp;quot;guarda-chuva&amp;quot;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Segundo Márcia Cunha, a decisão foi motivada porque ela não tem forças para enfrentar o Opportunity. Acusou o grupo de disseminar calúnias, fazer ameaças a familiares e tentar corrompê-la.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;As acusações da juíza não encontraram respaldo do Ministério Público e da polícia. Ambos consideraram não existir provas contra o Opportunity&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;05/05/2006&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;quot;&lt;span style=""&gt;Juíza é inocentada de acusação do Opportunity&amp;quot; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_175gk2hqkg7" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Elvira Lobato informa que o Órgão Especial do TJ/RJ inocentou a juíza &lt;span class="st"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span class="st"&gt;Cunha&lt;/span&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Ontem, ao ser procurada pela Folha, limitou-se dizer que estava &amp;quot;de alma lavada&amp;quot; com a decisão do Órgão Especial do tribunal&amp;rdquo;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Nenhuma manifestação de Janaína. Nem ao menos um &amp;quot;Erramos&amp;quot; da Folha. O &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot; já tinha produzido os resultados esperados e novas batalhas estavam a caminho.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;O caso Lewis Kaplan&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;As reportagens sobre o contrato &amp;quot;guarda-chuva&amp;quot; não terminam aí. Na seqüência ocorre o impensável. Janaína produz um conjunto de matérias manipuladas, que são utilizadas no julgamento do acordo &amp;quot;guarda-chuva&amp;quot; em Nova York, tentando influenciar o juiz Lewis Kaplan.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;No final, os advogados do Citigroup denunciam a manipulação feita pela imprensa. A denúncia sai em reportagem da própria correspondente da &lt;strong&gt;Folha &lt;/strong&gt;em Nova York.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;11/05/2006&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &lt;span style=""&gt;&amp;quot;Grupo Opportunity acusa PT de persegui-lo por negar propina&amp;quot; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_177f9638fwb" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Janaína Leite informa que o Opportunity remeteu carta à Justiça nos Estados Unidos. O documento acusa o PT de ter pedido propina, em 2002 e em 2003, de &amp;ldquo;dezenas de milhões de dólares&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;12/05/2006&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;quot;&lt;span style=""&gt;Opportunity insinua que Lula pressionou Citi contra Dantas&amp;quot; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_178fbdmhthk" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Matéria de Janaína Leite e Leila Suwwan (de Nova York). A matéria contem acusações pesadas:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Correspondência interna trocada entre executivos do Citigroup sustenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferiu em favor dos fundos de pensão e contra o Opportunity na disputa pela Brasil Telecom.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;No dia 26 de abril passado, um advogado do Opportunity se referiu a essa suposta pressão do presidente ao se dirigir ao juiz Lewis Kaplan, da Corte de Nova York, responsável pelo litígio entre o grupo do banqueiro brasileiro Daniel Dantas e o Citigroup&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria é maliciosa. Coloca como se fosse de Gustavo Marin, presidente do Citibank Brasil, a afirmação de que o governo brasileiro tem interesses comerciais e odeia Daniel Dantas. É preciso ler com cuidado para entender que a frase é do advogado do Opportunity:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;&lt;em&gt;Há interesses comerciais, conforme explicado por Gustavo Marín, presidente do Citibank Brasil, da Brasil Telecom, e reportados do seu encontro com o presidente do Brasil: o governo do Brasil odeia Daniel Dantas. É o que ele [Marín] disse. Eles têm muito mais interesse em fazer transações com o Brasil do que qualquer coisa que possa acontecer com este investimento em particular&amp;quot;, argumentou Philip Korologos, advogado do Opportunity.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;19/05/2006&lt;/strong&gt; &amp;ndash; &amp;quot;Opportunity desinforma mídia, diz Citi&amp;quot; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_1796h49wsg6" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Leila Suwwan, de Nova York, agora em matéria sem a parceria de Janaína, informa que o Citi acusa o Opportunity de promover uma campanha de desinformação na imprensa brasileira utilizando citações incorretas dos autos e provas secretas contidas na Corte norte-americana.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;Ontem, o advogado do Opportunity tentou novamente envolver &amp;quot;executivos do mais alto nível do Citigroup&amp;quot; e membros do governo brasileiro numa espécie de conluio contra seu cliente. As provas do processo -série de documentos requisitados de ambos os bancos, inclusive e-mails de seus diretores- estão guardados sob segredo de Justiça, mas o resto do litígio é público.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 204);"&gt;Quando possível, em cartas ao juiz Lewis Kaplan ou em audiências abertas, os advogados do Opportunity fazem menção ou detalham essas provas, cujo conteúdo não pode ser verificado. Em dois casos recentes, essa técnica foi utilizada para acusar o PT de uma tentativa de achaque de dezenas de milhões de dólares do Opportunity e para acusar o presidente Lula de ter se envolvido pessoalmente para pressionar o Citi contra Dantas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;(...) &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;em&gt;Desta vez, o Citi retrucou. Apontou para a presença de jornalistas brasileiros e acusou: &amp;quot;O juiz deve se perguntar porque o advogado do Opportunity gosta de ficar citando executivos graduados do banco. É porque está promovendo uma campanha de imprensa na qual cita equivocadamente os autos e os documentos secretos deste processo&amp;quot;&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Com isso, o juiz Lewis Kaplan, irritado, encerrou a discussão. Concedeu uma liminar que protege o Citi de processo do Opportunity no Brasil até o dia 2 de junho e exortou ambos os grupos a considerar uma solução financeira arbitrada. &amp;quot;Isto já está ficando cansativo e problemático&amp;quot;, disse Kaplan. Antes, havia se queixado de que seu tribunal não é dedicado à deliberação de liminares contra Daniel Dantas&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Faltou à correspondente da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;dizer o nome da jornalista que mais praticou esse tipo de jogo: sua própria colega Janaína Leite.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;Caso Orascom&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em 2005, com a mediação de Naji Nahas, Daniel Dantas havia acertado com Tronchetti Provera (que então controlava a Telecom Italia) o pagamento de US$ 300 milhões pelas ações que possuía na Brasil Telecom. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Fundos de pensão e o Citigroup impediram o acordo. O Citigroup conseguiu com o juiz Lewis Kaplan, em Nova York, o embargo da venda das ações de Dantas. O receio do Citi é que, no meio da negociação, o Opportunity acabasse vendendo os direitos de uso sobre o contrato guarda-chuva que garantia ao Opportunity o controle da Brasil Telecom, mesmo tendo parcela ínfima do seu capital.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Kaplan concordou com o argumento do Citi. A partir de &lt;strong&gt;7 de junho de 2005&lt;/strong&gt;, Dantas ficou impedido de efetuar qualquer transação com as ações.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;28 de fevereiro de 2007&lt;/strong&gt;, Daniel Dantas e o Opportunity solicitaram ao juiz Kaplan que flexibilizasse a determinação. A alegação de Dantas era que pretendia negociá-las com o grupo de telefonia egípcio Orascom, e (de acordo com ofício assinado por ele próprio)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;isto (a restrição colocada por Kaplan) se tornou um problema por conta da aproximação entre Opportunity e Orascom (...), um investidor que busca negociar a participação do Opportunity na Brasil Telecom&amp;quot;. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;O Citi havia alertado que, sem o bloqueio, Dantas poderia vender sua parte para terceiros. A estratégia de Dantas era convencer o juiz que a proposta de compra seria estendida a todos os sócios. Nesse caso, com o bloqueio ele seria prejudicado.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;No pedido ao juiz, assinado pelo próprio Daniel Dantas, o Opportunity afirmava que &amp;ldquo;a Orascom procurou o Citibank para adquirir as ações do CVC Fund na Brasil Telecom.O Opportunity afirmava que a Orascom também estaria fazendo uma oferta pela parte da Telecom Italia. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Dois dias depois, no dia &lt;strong&gt;2 de março de 2007&lt;/strong&gt;, saiu matéria na &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;, com a notícia das investidas da egípcia Orascom Telecom. A matéria era de Janaína Leite (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_160dbgspddc" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;):&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A Orascom Telecom -braço do maior conglomerado egípcio- quer comprar o controle da Brasil Telecom (BrT), tele que é alvo da maior disputa societária da história do país.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A Folha apurou que a Orascom apresentou proposta nesta semana pelas ações em poder dos quatro sócios majoritários da empresa: Citigroup, fundos de pensão, Telecom Italia e Opportunity. (...)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;(...) A Folha apurou que a proposta da Orascom pela parte do Citi e dos fundos de pensão na BrT os pegou de surpresa.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;A notícia era falsa.&lt;span style=""&gt; O genérico &amp;quot;a Folha apurou&amp;quot; ajudava a esconder as fontes. &lt;/span&gt;Nem o Citi nem os fundos tinham recebido proposta alguma. E seria impossível o Citi receber a proposta isoladamente devido ao acordo firmado com os fundos, que obrigava a ambos apresentarem propostas conjuntas de venda, se aparecessem candidatos.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia seguinte, nova matéria de Janaína insistindo no tema (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_158d5gfpxcj" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Dizia a matéria:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;O presidente da operadora egípcia OrascoTelecom, Naguib Sawiris, confirmou ontem a intenção de comprar a Brasil Telecom, como antecipou ontem a &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) Naguib Sawiris afirmou que a Orascom fez só uma oferta -aos italianos - pela Brasil Telecom. Mas a &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; apurou que a empresa fez propostas verbais a outros sócios da Telecom Italia no bloco de controle da Brasil Telecom: Citigroup, fundos de pensão e Opportunity. Todos foram procurados nesta semana.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Os diálogos incluíram ainda a fatia que o Citi e os fundos detêm na Telemar e na Telemig.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Ou seja, o próprio Naguib preocupou-se em desmentir a notícia da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;, mas não adiantou. Segundo Janaína, &amp;ldquo;a Folha apurou que a empresa fez propostas verbais a outros sócios&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na época, Janaina ainda não havia sido identificada como repórter ligada a Dantas. Essa matéria foi o primeiro sinal de alerta sobre as reportagens estranhas que conseguia emplacar na &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;22 de março de 2007&lt;/strong&gt;, o informativo Teletime colocaria o ponto final a esse movimento:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fonte qualificada próxima ao Citibank e aos fundos de pensão volta a afirmar a este noticiário: não passa de um movimento sincronizado com os interesses do especulador Naji Nahas e do Opportunity (...) Segundo a fonte, não existe nenhuma negociação ou oferta neste sentido. Citibank e Orascom têm negócios de outras naturezas, e naturalmente conversam, mas não há oferta. Até porque, qualquer oferta teria obrigatoriamente que ser feita em conjunto também aos fundos de pensão por força contratual, o que não aconteceu&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;O caso do dossiê Itália&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;São apenas alguns dos exemplos colhidos, de como se pode infiltrar uma jornalista em uma redação e conseguir, através do esquema dos dossiês, falsos, parcialmente verdadeiros, ou verdadeiros, direcionar o noticiário para as questões judiciais.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;É isso o que veremos no próximo capítulo, que falará sobre o caso Angelo Jannone, e permitirá juntar as peças que revelam a ação conjunta dos dois jornalistas que mais praticaram esse lobby: Diogo Mainardi, com conhecimento de seus diretores; Janaína Leite, provavelmente valendo-se da falta de filtros de seu jornal.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 21 Apr 2008 22:57:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O araponga e o repórter</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6925</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A matéria foi bombástica e ajudou a deflagrar a crise do &amp;ldquo;mensalão&amp;rdquo;. Uma reportagem de &lt;strong&gt;18 de maio de 2005&lt;/strong&gt;, de Policarpo Jr., da sucursal da Veja em Brasília, mostrava o flagrante de um funcionário dos Correios &amp;ndash; Mauricio Marinho &amp;ndash; recebendo R$ 3 mil de propina (&lt;a target="_blank" googattrfcksavedurl="http://veja.abril.com.br/180505/p_054.html" href="http://veja.abril.com.br/180505/p_054.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img width="480" height="561" src="http://projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=279" alt="" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; A abertura seguia o estilo didático-indagativo da revista:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;(&amp;hellip;) Por quê? Por que os políticos fazem tanta questão de ter cargos no governo? Para uns, o cargo é uma forma de ganhar visibilidade diante do eleitor e, assim, facilitar o caminho para as urnas. Para outros, é um instrumento eficaz para tirar do papel uma idéia, um projeto, uma determinada política pública. Esses são os políticos bem-intencionados. Há, porém, uma terceira categoria formada por políticos desonestos que querem cargos apenas para fazer negócios escusos &amp;ndash; cobrar comissões, beneficiar amigos, embolsar propinas, fazer caixa dois, enriquecer ilicitamente. &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A revista informava que tinha conseguido dar um flagrante em um desses casos na semana anterior:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Raro, mesmo, é flagrar um deles em pleno vôo. Foi o que VEJA conseguiu na semana passada.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 204);"&gt;Anotem a data que a revista menciona que recebeu a gravação: semana passada. Será importante para entender os lances que serão mostrados no decorrer deste capítulo&lt;/span&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A matéria, como um todo, não se limitava a descrever uma cena de pequena corrupção explícita, embora só esta pudesse ser comprovada pelo grampo. Tinha um alvo claro, que eram as pessoas indicadas pelo esquema PTB, especialmente na Eletronorte e na BR Distribuidora. O alvo era o esquema; Marinho, apenas o álibi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O que a matéria não mostrava eram as intenções efetivas por trás do dossiê e do grampo. Os R$ 3 mil eram um álibi para desmontar o esquema do PTB no governo, decisão louvável, se em nome do interesse público; jogo de lobby, se para beneficiar outros grupos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Antes de voltar à capa, uma pequena digressão sobre as alianças espúrias do jornalismo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;Os dossiês e os chantagistas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A partir da campanha do &amp;ldquo;impeachment&amp;rdquo; de Fernando Collor, jornalistas, grampeadores e chantagistas passaram a conviver intimamente em Brasília. Até então, havia uma espécie de barreira, que fazia com que chantagistas recorressem a publicações menores, a colunistas da periferia, para montar seus lobbies ou chantagens. Não à grande mídia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Com o tempo, a necessidade de fabricar escândalo a qualquer preço provocou a aproximação, mais que isso, a cumplicidade entre alguns jornalistas, grampeadores e chantagistas. Paralelamente, houve o desmonte dos filtros de qualidade das redações, especialmente nas revistas semanais e em alguns diários.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Foi uma associação para o crime. Com um jornalista à sua disposição, o grampeador tem seu passe valorizado no mercado. A chantagem torna-se muito mais valiosa, eficiente, proporcional ao impacto que a notícia teria, se publicada. Isso na hipótese benigna.&lt;br /&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;É uma aliança espúria, porque o leitor toma contato com os grampos e dossiês divulgados. Mas, na outra ponta, a publicação fortalece o achacador em suas investidas futuras. Não se trata de melhorar o país, mas de desalojar esquemas barra-pesadas em benefício de outros esquemas, igualmente barra-pesadas, mas aliados ao repórter. E fica-se sem saber sobre as chantagens bem sucedidas, as que não precisaram chegar às páginas de jornais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Por ser um terreno minado, publicações sérias precisam definir regras claras de convivência com esse mundo do crime. A principal é o jornalista assegurar que material recebido será publicado &amp;ndash; e não utilizado como elemento de chantagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Nos anos 90 esses preceitos foram abandonados pelo chamado jornalismo de opinião. No caso da &lt;strong&gt;Veja a&lt;/strong&gt; deterioração foi maior que nos demais veículos. O uso de matérias em benefício pessoal (caso dos livros de Mario Sabino), o envolvimento claro em disputas comerciais (a &amp;ldquo;guerra das cervejas&amp;rdquo; de Eurípedes Alcântara), o lobby escancarado (Diogo Mainardi com Daniel Dantas), a falta de escrúpulos em relação à reputação alheia, tudo contribuiu para que se perdessem os mecanismos de controle. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Submetida a um processo de deterioração corporativa poucas vezes visto, a &lt;strong&gt;Abril&lt;/strong&gt; deixou de exercer seus controles internos. E a direção da revista abriu mão dos controles externos, ao abolir um dos pilares do moderno jornalismo &amp;ndash; o direito de resposta &amp;ndash; e ao intimidar jornalistas de outros veículos com seus ataques desqualificadores.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;É nesse cenário de deterioração editorial que ocorre o episódio Maurício Marinho.&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;A parceria com o araponga&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Nas alianças políticas do governo Lula, os Correios foram entregues ao esquema do deputado Roberto Jefferson. Marinho era figura menor, homem de propina de R$ 3 mil.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em determinado momento, o esquema Jefferson passou a incomodar lobistas que atuavam em várias empresas. Dentre eles, o lobista Arthur &lt;/font&gt;Wascheck&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Este recorreu a dois laranjas &amp;ndash; Joel dos Santos Filhos e João Carlos Mancuso Villela &amp;ndash; para armar uma operação que permitisse desestabilizar o esquema Jefferson não apenas nos Correios. como na Eletrobrás e na BR Distribuidora. É importante saber desses objetivos para entender a razão da reportagem da propina dos R$ 3 mil ter derivado - sem nenhuma informação adicional - para os esquemas ultra-pesados em outras empresas. Fazia parte da estratégia da reportagem e de quem contratou o araponga.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A idéia seria Joel se apresentar a Marinho como representante de uma multinacional, negociar uma propina e filmar o flagrante. Como não tinham experiência com gravações mais sofisticadas, teriam decidido contratar o araponga Jairo Martins.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;E, aí, tem-se um dos episódios mais polêmicos da história do jornalismo contemporâneo, um escândalo amplo, do qual &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; acabou se safando graças à entrevista de Roberto Jefferson à repórter Renata Lo Prete, da Folha, que acabou desviando o foco da atenção para o &amp;ldquo;mensalão&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Havia um antecedente nesse episódio, que foi o caso Valdomiro Diniz, a primeira trinca grave na imagem do governo Lula. Naquele episódio consolidaram-se relações e alianças entre um conjunto de personagens suspeitos: o bicheiro Carlinhos Cachoeira (que bancou a operação de grampo de Valdomiro), o araponga Jairo Martins (autor do grampo) e o jornalista Policarpo Jr (autor da reportagem). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No caso Valdomiro, era um contraventor &amp;ndash; Carlinhos Cachoeira &amp;ndash; sendo achacado por um dos operadores do PT, enviado pelo partido ao Rio de Janeiro, assim como Rogério Buratti, despachado para assessorar Antonio Palocci quando prefeito de Ribeirão.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Jairo era um ex-funcionário da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), contratado pelo bicheiro para filmar o pagamento de propina a Valdomiro Diniz.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Tempos depois, Jairo foi convidado para um almoço pelo genro de Carlinhos Cachoeira, Casser Bittar. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-color: rgb(255, 255, 153); font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Lá, foi apresentado a &lt;/font&gt;Wascheck&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;, que o contratou para duas tarefas, segundo o próprio Jairo admitiu à CPI: providenciar material e treinamento para que dois laranjas grampeassem Marinho; e a possibilidade do material ser publicado em órgão de circulação nacional. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Imediatamente Jairo entrou em contato com Policarpo e acertou a operação. O jornalista não só aceitou a parceria, antes mesmo de conhecer a gravação, como avançou muito além de suas funções de repórter.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O grampo em Marinho foi colocado em um DVD. Jairo marcou, então, um encontro com Policarpo. Foi um encontro reservado - eles jamais se falavam por telefone, segundo o araponga -, no próprio carro de Policarpo, no Parque da Cidade. Policarpo levou um mini-DVD, analisou o material e atuou como conselheiro: considerou que a gravação ainda não estava no ponto, que havia a necessidade de mais. Recebeu a segunda, constatou que estava no ponto. E guardou o material na gaveta, aguardando a autorização do araponga, mesmo sabendo que estava se colocando como peça passiva de um ato de chantagem e achaque.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Wascheck&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; tinha, agora, dois trunfos nas mãos: a gravação da propina de R$ 3 mil e um repórter, da maior revista do país, apenas aguardando a liberação para publicar a reportagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Quando saiu a reportagem, a&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; versão do repórter de que havia recebido o material na semana anterior era falsa e foi desmentida pelos depoimentos dados por ele e por Jairo à Policia Federal e à CPI do Mensalão.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Pressionado pelo eficiente relator Osmar Serraglio, na CPI do Mensalão, Jairo negou ter recebido qualquer pagamento de &lt;/font&gt;Wascheck&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;. Disse ter se contentado em ficar com o equipamento, provocando reações de zombaria em vários membros da CPI.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Depois, revelou outros trabalhos feitos em parceria com a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Mencionou série de trabalhos que teria feito e garantiu que sua função não era de araponga, mas de jornalista. O único órgão onde seus trabalhos eram publicados era a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Indagado pelos parlamentares se recebia alguma coisa da revista disse que não, que seu objetivo era apenas o de &amp;quot;melhorar o pais&amp;quot;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Segundo o depoimento de Jairo:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-color: rgb(255, 255, 153); font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;lsquo;Aí fiquei esperando o OK do Artur Washeck pra divulgação do material na imprensa. Encontrei com ele pela última vez no restaurante, em Brasília, no setor hoteleiro sul, quando ele disse: &amp;lsquo;Eu vou divulgar o fato. Quero divulgar&amp;rsquo;. E decorreu um período que essa divulgação não saía. Aí foi quando eu fiz um contato com o jornalista e falei: &amp;lsquo;Pode divulgar a matéria&amp;rsquo;&amp;rsquo;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/cpidomensalao-depoimentos"&gt;Clique aqui para ler os principais trechos do depoimento do araponga Jairo à CPI&lt;/a&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://www.cpmidoscorreios.org.br/"&gt;E aqui para acessar o relatório final da CPMI&lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;Reações na mídia&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A revelação do episódio provocou reações acerbas de analistas de mídia.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No Observatório da Imprensa, Alberto Dines publicou o artigo &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=336IMQ001"&gt;&amp;ldquo;A Chance da Grande Catarse do Jornalismo&amp;rdquo;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;O atual ciclo de denúncias não chega a ser uma antologia de jornalismo mas é uma preocupante coleção de mazelas jornalísticas. Busca-se a credibilidade mas poucos oferecem transparência, pretende-se a moralização da vida pública mas os bastidores da imprensa continuam imersos na sombra:&lt;br /&gt;Tudo começou com uma matéria de capa da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; sobre as propinas nos Correios, clássico do jornalismo fiteiro.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;(...) Carece de (...) transparência a ouverture desta triste e ruidosa temporada através da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Dois meses depois, a divulgação do vídeo da propina nos Correios continua envolta em sombras, rodeada de dúvidas e desconfianças. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;E, como não poderia deixar de acontecer com fatos mantidos no lusco-fusco da dubiedade, cada vez que a matéria é examinada ou discutida sob o ponto de vista estritamente profissional, mais interrogações levanta&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Caso da entrevista ao Jornal Nacional (Rede Globo, quinta-feira, 30/6) do ex-agente da ABIN, Jairo Martins de Souza, autor da gravação. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;O araponga &amp;mdash; que, aliás, se diz jornalista [veja abaixo comentários de Ricardo Noblat] e faz negócios com jornalistas &amp;mdash; revelou que ofereceu o vídeo ao repórter Policarpo Júnior, da sucursal da Veja em Brasília, e que este aceitou-o antes mesmo de examinar o seu teor [abaixo, a transcrição da matéria do JN].&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Na hora da entrega, o jornalista teria usado um reprodutor portátil de DVD para avaliar a qualidade das imagens. De que maneira chegou ao jornalista e por que este aceitou o vídeo são questões que até hoje não foram esclarecidas.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Tanto o repórter como a revista recusam-se terminantemente a oferecer qualquer tipo satisfação ou esclarecimento aos leitores. Não se trata de proteger as fontes: elas seriam inevitavelmente nomeadas quando o funcionário flagrado, Maurício Marinho, começasse a depor. Foi exatamente o que aconteceu e hoje &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; carrega o ônus de ter se beneficiado de uma operação escusa &amp;ndash; chantagem de um corrupto preterido ou ação formal da Abin para desmoralizar um aliado incômodo (o PTB, de Roberto Jefferson).&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;(...) Araponga não é jornalista, vídeo secreto ainda não é reconhecido como gênero de jornalismo. Talvez o seja num futuro próximo.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O episódio mereceu comentários do blogueiro Ricardo Noblat:&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="art_texto"&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Ao ser contratado para filmar Marinho e grampear André Luiz, a primeira coisa que ele disse que fez foi procurar a Veja e oferecer o material. &amp;lsquo;Foi um trabalho puramente jornalístico&amp;rsquo;, garantiu.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;A amigos, nas duas últimas semanas, Jairo confessou mais de uma vez que espera ganhar o próximo Prêmio Esso de Jornalismo. Ele se considera um sério candidato ao prêmio.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Não é brincadeira não, é serio! Porque ele está convencido de que filmou e grampeou como free-lancer da Veja &amp;ndash; embora jamais tenha recebido um tostão dela por isso. Recebeu dos que encomendaram as gravações.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Jairo ganhava como araponga e pensava em brilhar como jornalista.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;É, de certa forma faz sentido.&amp;quot;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;span class="art_texto"&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Tempos depois, a aliança com o araponga renderia a Policarpo a promoção para chefe de sucursal da Veja em Brasília. A revista já caíra de cabeça, sem nenhuma espécie de filtro, no mundo nebuloso dos dossiês e dos pactos com lobistas. E o grande pacto do silêncio que se seguiu na mídia, permitiu varrer para baixo do tapete as aventuras de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; com o araponga repórter.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="art_texto"&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;O final da história&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Parte da história terminou em agosto de 2007. Sob o titulo &amp;ldquo;PF desmonta nova máfia nos Correios&amp;rdquo;, o Correio Braziliense noticava o desbaratamento de uma nova quadrilha que tinha assumido o controle dos Correios (&lt;a href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=372301" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="art_texto"&gt;&lt;span class="art_texto"&gt;No comando, Arthur Wascheck, que assumiu o comando da operação de corrupção dos Correios graças ao serviço encomendado a Jairo - grampo mais publicação do resultado na &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Durante a Operação Selo, foram presas cinco pessoas, em dois estados mais o Distrito Federal.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Segundo o jornal: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Entre os presos estão Sérgio Dias e Luiz Carlos de Oliveira Garritano, funcionários dos Correios, além dos empresários Antônio Félix Teixeira, Marco Antônio Bulhões e Arthur Wascheck, considerado pela PF como líder do grupo e acusado de ter sido o responsável pela gravação feita no dia em que Marinho recebia a propina. Os investigadores não quantificaram o volume de recursos envolvidos nas fraudes, mas calculam que seja de dezenas de milhões de reais.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;De acordo com os investigadores, &amp;ldquo;o grupo agia como traficantes nos morros&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Havia uma quadrilha na ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), que foi desbaratada e afastada. A outra organização tomou o lugar dela. Assim como os traficantes fazem, quando saem, morrem ou são presos, acontece a mesma coisa no serviço público. Quando uma quadrilha sai do local, entra outra e começa a praticar atos ilícitos no lugar da que saiu&amp;rdquo;, explica o delegado Daniel França, um dos integrantes do grupo de investigação.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A corrupção tinha apenas trocado de mãos:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Para o Ministério Público Federal, o entendimento era o mesmo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Não se pode dizer que a corrupção terminou ou se atenuou. O que houve foi uma substituição de pessoas, alijadas do esquema&amp;rdquo;, afirma o procurador da República Bruno Acioli.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Segundo ele, há pelo menos 20 empresas, muitas delas ligadas a Wascheck, estão envolvidas nas fraudes que podem atingir outros órgãos públicos, conforme investigações da PF.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A ficha de &lt;/font&gt;Wascheck&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; era ampla e anterior ao episódio do qual &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; aceitou participar:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;O empresário, conforme os investigadores, atuava na área de licitações desde 1994, sendo que um ano depois ele fora condenado por irregularidades em licitação para aquisição de bicicletas pelo Ministério da Saúde.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O valor das fraudes chegava a milhões de reais:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Segundo a polícia, o grupo de Wascheck vendia todo tipo de material para os Correios. De sapato a cofres, sendo que muitos integrantes do esquema eram também procuradores de outras empresas envolvidas nas concorrências. Com a análise dos documentos, que começou a ser feita ontem, os investigadores devem chegar aos valores das fraudes. &amp;ldquo;O que posso dizer é que esse prejuízo é de milhões de reais. Dezenas de milhões de reais&amp;rdquo;, diz o procurador da República, ressaltando que seu cálculo se baseia em alguns casos específicos. &amp;ldquo;Existem licitações na casa de bilhões de reais&amp;rdquo;, afirma o procurador.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No sistema de buscas da revista, as pesquisas indicam o seguinte:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Operação Selo Wascheck: 0 ocorrências&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Operação Selo (frase exata) Período 2007: 0 ocorrências&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Revista de &lt;strong&gt;8 de agosto de 2007&lt;/strong&gt;: nenhuma menção&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na edição de &lt;strong&gt;15 de agosto&lt;/strong&gt;, nenhuma menção. Mas uma das materias esopeciais atende pelo sugestivo título de &lt;a href="http://veja.abril.com.br/150807/p_066.shtml" target="_blank"&gt;&amp;ldquo;Porque os corruptos não vão presos&amp;rdquo;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;Frágil como papel&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;A Justiça brasileira é incapaz de manter presos assassinos&lt;br /&gt; confessos e corruptos pegos em flagrante. Na origem da&lt;br /&gt; impunidade está a própria lei&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A reportagem fala do mensalão, insinua que os implicados até melhoraram de vida, menciona símbolos midiáticos de corrupção (Quércia, Maluf, Collor etc). Nenhuma palavra sobre a Operação Selo e sobre o papel desempenhado pelas reportagens de escândalo da própria revista no jogo das quadrilhas dos Correios.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 29 Mar 2008 21:42:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O último factóide</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6790</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No capítulo &amp;ldquo;O Estilo Veja de Jornalismo&amp;rdquo; mostrei os princípios de atuação ficcional da revista e algumas análises de caso &amp;ndash; como a material fantasioso sobre o estouro do câmbio em 1999.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Não poucas vezes, a revista &amp;quot;criou&amp;quot; notícias meramente recorrendo a um recurso que, em jornalismo, se chama vulgarmente de &amp;ldquo;cozidão&amp;rdquo; &amp;ndash; isto é, um apanhado de fatos velhos, já divulgados, mas apresentados como novidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Durante a campanha do &amp;quot;mensalão&amp;quot; e depois dela, poucas vezes se viu tamanha quantidade de factóides criados por uma única publicação. O surpreendente é que cada matéria, por mais inverossímil que fosse, acabava recebendo ampla repercussão dos demais veículos da grande mídia - com a irracionalidade e falta de critérios típicos do chamado &amp;quot;efeito-manada&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O último factóide da revista, aquele em que aparentemente fez cair a ficha da mídia em relação ao festival de ficções, envolveu diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Foi a matéria &amp;ldquo;A sombra do estado policial&amp;rdquo;, de Policarpo Júnior, capa da edição de &lt;strong&gt;22 de agosto de 2007 &lt;/strong&gt;(&lt;a googattrfcksavedurl="http://veja.abril.com.br/220807/p_052.shtml" href="http://veja.abril.com.br/220807/p_052.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;), ainda dentro do clima conspiratório herdado da campanha eleitoral.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Como sempre, capa, manchete, submanchete, tudo recendia a conspiração:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Medo no Supremo&lt;br /&gt; Ministros do Supremo reagem à suspeita de grampo na mais alta corte de Justiça do país.&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;img width="300" height="387" alt="" src="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/220807/imagens/capa380.jpg" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Ninguém mais na mídia tinha percebido qualquer sinal de &amp;quot;medo&amp;quot; do Supremo, ou de generalização das escutas atingindo os Ministros. Aliás, os últimos abusos contra juízes haviam partido da própria revista e do próprio autor da reportagem, no falso dossiê contra o então presidente do Superior Tribunal de Justiça Edson Vidigal - abordado no capítulo&amp;nbsp;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado"&gt;&amp;ldquo;O dossiê falso&amp;rdquo;&lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;sempre havia cultivado relações íntimas com produtores de dossiês, desde há muito anos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Não se sabia ao certo qual a intenção da matéria. Seguramente, uma tentativa canhestra de se aproximar do Supremo, utilizando a moeda de troca da qual a revista sempre usou e abusou: a visibilidade, a apologia, pegando no centro de uma das fraquezas humanas, a vaidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Que era um factóide, não havia dúvida. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na abertura, forçava um lide, dentro do estilo tatibitate-recitativo (&amp;ldquo;sim, beira o inacreditável&amp;rdquo;) de Mario Sabino, em cima dos &amp;ldquo;levantamentos&amp;rdquo; de Policarpo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;É a primeira vez que, sob um regime democrático, os integrantes do Supremo Tribunal Federal se insurgem contra suspeitas de práticas típicas de regimes autoritários: as escutas telefônicas clandestinas. Sim, beira o inacreditável, mas os integrantes da mais alta corte judiciária do país suspeitam que seus telefones sejam monitorados ilegalmente&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Aliás, um dos truques de retórica mais utilizados pela revista, quando pretende esquentar um tema, é a história do &amp;quot;nunca antes&amp;quot; - alvo de ironia quando dos discursos oficiais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;img width="300" height="218" align="left" alt="" googattrfcksavedurl="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=267" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=267" /&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Seguia-se o velho estratagema das estatísticas de fontes:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Nas últimas semanas, VEJA ouviu sete dos onze ministros do Supremo &amp;ndash; e cinco deles admitem publicamente a suspeita de que suas conversas são bisbilhotadas por terceiros. Pior: entre eles, três ministros não vacilam em declarar que o suspeito número 1 da bruxaria é a banda podre da Polícia Federal&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;br /&gt;Ia além&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;As suspeitas de grampos telefônicos estão intoxicando a atmosfera do tribunal&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Uma capa de revista semanal é uma celebração. É tema relevante, quente, em que se colocam os melhores quadros para apurar os dados.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Porém, de informações objetivas, a reportagem continha o seguinte:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes&amp;quot;, afirma o ministro Gilmar Mendes, numa acusação dura e inequívoca&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;N&lt;/em&gt;otícia de &lt;strong&gt;24 de maio de 2007&lt;/strong&gt;, na &amp;quot;Folha&amp;quot; (&lt;a googattrfcksavedurl="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92789.shtml" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92789.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;O ministro (Sepúlveda Pertence) diz que as suspeitas de que a polícia manipula gravações telefônicas aceleraram sua disposição em se aposentar. &amp;quot;Divulgaram uma gravação para me constranger no momento em que fui sondado para chefiar o Ministério da Justiça, órgão ao qual a Polícia Federal está subordinada. Pode até ter sido coincidência, embora eu não acredite&amp;quot;, afirma&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A notícia era de &lt;strong&gt;janeiro de 2007&lt;/strong&gt;, conforme o Terra Magazine (&lt;a googattrfcksavedurl="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1343596-EI6578,00.html" href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1343596-EI6578,00.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; Mais: o grampo da Polícia Federal não tinha sido em cima do Ministro, mas um lobista envolvido em uma transação em Sergipe, e que estava sob investigação da PF.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Mas a matéria de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; esquentava o recozido, sem nenhum respeito aos fatos:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Na quinta-feira passada, o ministro Sepúlveda Pertence pediu aposentadoria antecipada e encerrou seus dezoito anos de tribunal. Poderia ter ficado até novembro, quando completa 70 anos e teria de se aposentar compulsoriamente. Muito se especulou sobre as razões de sua aposentadoria precoce. Seus adversários insinuam que a antecipação foi uma forma de fugir das sessões sobre o escândalo do mensalão, que começam nesta semana, nas quais se discutirá o destino dos quadrilheiros &amp;ndash; entre eles o ex-ministro José Dirceu, amigo de Pertence. A mulher do ministro, Suely, em entrevista ao blog do jornalista Ricardo Noblat, disse que a saída de seu marido deve-se a problemas de saúde. O ministro, no entanto, diz que as suspeitas de que a polícia manipula gravações telefônicas aceleraram sua disposição em se aposentar. &amp;quot;Divulgaram uma gravação para me constranger no momento em que fui sondado para chefiar o Ministério da Justiça, órgão ao qual a Polícia Federal está subordinada. Pode até ter sido coincidência, embora eu não acredite&amp;quot;, afirma&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Os temores de grampo telefônico com patrocínio da banda podre da PF começaram a tomar forma em setembro de 2006, em plena campanha eleitoral. Na época, o ministro Cezar Peluso queixou-se de barulhos estranhos nas suas ligações e uma empresa especializada foi chamada para uma varredura&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A notícia era de &lt;strong&gt;17 de setembro de 2006&lt;/strong&gt; (&lt;a googattrfcksavedurl="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/09/17/285704153.asp" href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/09/17/285704153.asp"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;O ministro Marco Aurélio Mello recebeu uma mensagem eletrônica de um remetente anônimo. O missivista informava que os telefones do ministro estavam grampeados e que policiais ofereciam as gravações em Campo Grande.O caso foi investigado, mas a Polícia Federal - ela, de novo - concluiu que a mensagem era obra de estelionatários fazendo uma denúncia falsa&lt;/em&gt;&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No decorrer da semana, Blogs e veículos da grande imprensa desmascararam a farsa. Praticamente todo leitor bem informado percebeu que estava diante de um &amp;ldquo;cozidão&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Os dois principais fatos da reportagem: as declarações de Sepúlveda Pertence e de Marco Aurélio de Mello foram colocadas nos devidos termos pelos próprios Ministros.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O desmentido de Sepúlveda&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia &lt;strong&gt;20 de agosto de 2007&lt;/strong&gt;, o jornalista &lt;strong&gt;Bob Fernandes&lt;/strong&gt;, da Terra Magazine, ouviu o Ministro Sepúlveda Pertence (&lt;a googattrfcksavedurl="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1840784-EI6578,00.html" href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1840784-EI6578,00.html" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- Ministro, boa tarde. Estou ligando para falar sobre a denúncia, sobre a hipótese de grampo telefônico contra o senhor, contra ministros do Supremo, publicada na Veja desta semana.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- Sim, eu falei com a revista sobre o assunto.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- O senhor foi grampeado?&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- ... falei sobre um assunto que aconteceu comigo (publicado neste Terra Magazine em janeiro, leia aqui).&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- Sim, é um assunto que conhecemos. Mas, lhe faço uma pergunta: O senhor crê ter sido grampeado?&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- Não...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- O senhor acredita ter sido grampeado, ou seus colegas terem sido grampeados?&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Não, não creio em grampos contra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem contra...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- Não, não tenho nenhuma razão para crer em grampo telefônico...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- Mas...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- ... o que eu falei foi sobre aquele episódio... salvo aquele episódio, não tenho nada a dizer sobre este assunto.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- O ministro Marco Aurélio Mello já desmentiu, nesta segunda, a existência de grampo, disse que falava por ele... O senhor acha que houve um engano?&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- ... um engano.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O desmentido de Mello&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No domingo do próprio fim-de-semana em que a capa saiu, ouvido pelas rádios, Marco Aurélio Mello desmentiu o teor da matéria.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Denúncia de grampo no STF era falsa&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;cite&gt;O Globo; CBN (&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/08/19/297336152.asp"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/cite&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;BRASÍLIA - A Polícia Federal afirma que era falsa a denúncia de que agentes federais estariam negociando escutas telefônicas com conversas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação mostrou que os e-mails apócrifos recebidos pelo ministro Marco Aurélio de Mello, relatando o suposto grampo, faziam parte de uma vingança pessoal. Um funcionário do INSS exonerado por corrupção tentou incriminar o delegado da PF que o investigou.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Marco Aurélio recebeu o resultado da investigação do ministro da Justiça, Tarso Genro, e o encaminhou ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;- O sujeito (funcionário do INSS) queria fustigar o delegado. Trata-se de retaliação. Foi satisfatória a apuração. Dei o episódio como suplantado - disse Marco Aurélio&lt;/em&gt;&lt;font size="4"&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;Requentando o recozido&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Não adiantou. O amadorismo e a falta de sensibilidade jornalística impediram a direção de redação de ver que o modelo de criar factóides já tinha se esgotado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na semana seguinte, a direção de redação recorreu aos mesmos estratagemas conhecidos, para dar sobrevida à falsificação. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na seção de cartas, só foram publicadas aquelas a favor. Mais: recorreu-se à velha barganha para garantir a continuidade do tema. Em troca de visibilidade um deputado anunciava a intenção de abrir uma CPI. O contemplado foi o ex-Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, velha fonte de Lauro Jardim.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Dizia a matéria (&lt;a googattrfcksavedurl="http://veja.abril.com.br/290807/p_072.shtml" href="http://veja.abril.com.br/290807/p_072.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;):&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;Os grampos telefônicos, uma das principais ferramentas de investigação policial da atualidade, vão passar por uma devassa. Na semana passada, a Câmara dos Deputados recolheu 191 assinaturas para criar a CPI dos Grampos, que pretende investigar a suspeita de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram seus telefones interceptados ilegalmente, conforme VEJA noticiou em sua edição passada. Cinco dos onze ministros do STF admitiram publicamente a suspeita de que suas conversas telefônicas podem estar sendo bisbilhotadas clandestinamente. A CPI, que terá prazo de 120 dias para concluir a investigação, deverá ser instalada já no início do próximo mês. &amp;quot;Quando a mais alta corte do país se sente ameaçada e intimidada, isso é uma coisa muita séria, que precisa de uma resposta urgente&amp;quot;, diz o deputado Marcelo Itagiba, do PMDB do Rio de Janeiro, delegado licenciado da Polícia Federal e autor do requerimento de criação da CPI&lt;/em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Era a mesma manobra do caso Edson Vidigal. Na ocasião soltou a matéria e informou que o Conselho Nacional de Justiça recebeu uma denúncia. Houve denúncia, de fato, mas depois da matéria ter sido publicada &amp;ndash; e utilizando a própria matéria como elemento de prova. A armação era nítida, como era nítida a armação com Itagiba, para propor a CPI.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O factóide da escuta no Supremo foi um marco importante, por ter sido o primeiro absurdo da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; que não mereceu repercussão na mídia. Até então, todos os abusos eram repercutidos, por um efeito pavloviano que fez com que o esgoto que vazava da cobertura da revista acabasse contaminando o restante da mídia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Mas, como resultado do factóide, o Congresso abriu uma CPI do Grampo, tendo como relator o próprio Marcelo Itagiba. Enquanto isto, a proposta da CPI da Veja não saiu do papel. &lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Hoje em dia, são poucos os parlamentares com coragem de criticar a revista, por conta de seus métodos e chantagens. E a revista ainda conseguiu que até um Ministro do STF, Joaquim Barbosa, aceitasse participar de sua campanha publicitária.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 16 Mar 2008 19:24:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A cara da Veja</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6755</link>
      <description>&lt;p&gt;A cara da Veja, para todos os leitores que freqüentam o portal da revista, é o Blog de Reinaldo Azevedo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista à campanha institucional da revista. Analise as imagens, mostrando os problemas nacionais, a miséria, as criancinhas, a violência. E confira, na prática, &amp;ldquo;qual o pais&amp;rdquo; que Veja quer ser.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma revista é o que ela publica, não o que a publicidade imagina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.projetobr.com.br/web/blog/4#6716"&gt;Clique aqui para ler no Blog&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://luis.nassif.googlepages.com/acaradaveja"&gt;E aqui para ler no Google Pages.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 12 Mar 2008 00:07:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A cara de Veja</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6716</link>
      <description>&lt;p&gt;Slogan da nova campanha publicitária de &lt;strong&gt;Veja:&lt;/strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;img alt="" src="http://bp1.blogger.com/_DyMGlQjwiIU/R8cIl2XNapI/AAAAAAAAAp0/w6HrSaKWIvg/s400/veja02.bmp" /&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;Veja, indispensável para o país que queremos ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/videos/campanha_institucional.shtml?CtrlMidia=15&amp;amp;CodMid=25563"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A cara da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, para todos os leitores que freqüentam o portal da revista, é o Blog de Reinaldo Azevedo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Assista à campanha institucional da revista. Repare nas imagens, mostrando os problemas nacionais, a miséria, as criancinhas, a violência. E confira, na prática, &amp;ldquo;qual o país&amp;rdquo; que &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; quer ser. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2"&gt;Uma revista é o que ela publica, não o que a publicidade imagina.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Azevedo foi um jornalista apagado até os 40 anos de idade. Depois, entrou para a revista &amp;ldquo;Primeira Leitura&amp;rdquo;, que cerrou as portas quando foi denunciado o esquema de patrocínios políticos que a mantinha.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Foi, então, contratado por Mario Sabino para se tornar o blogueiro da &lt;strong&gt;Veja,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; incumbido dos ataques aos adversários e da bajulação aos aliados e à empresa. Pratica ambos com notável desenvoltura.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Dedica a Sabino temor reverencial. Quando não recebe ordens diretas da direção, procura se antecipar ao que considera ser a opinião da revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Às vezes erra e entra em pânico.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Quando Barack Obama despontou nas pesquisas, escreveu comentário preconceituoso contra ele. No final de semana a edição da revista elogiava o candidato. Sua reação foi um e-mail temeroso a Sabino, perguntando das conseqüências do escorregão.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Acalmou-se quando recebeu o &amp;ldquo;nihil obstat&amp;rdquo;. Passou recibo no Blog, divulgando o e-mail súplice e a absolvição generosa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Tenta reproduzir o ideal &amp;ldquo;yuppie&amp;rdquo; do grupo, como apregoar que sempre foi bem sucedido (até os 40 anos era jornalista apagado; até dois anos atrás, jornalista desempregado), gostar de uísque escocês e separar parte de suas cinco horas de sono para &amp;ldquo;fazer amor&amp;rdquo;. Aprecia quando comentários supostamente assinados por leitores (grande parte dos comentários é de &amp;quot;anônimos&amp;quot;, que tanto podem ser leitores quanto o próprio blogueiro) realçam sua inteligência e charme.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Gosta de ser chamado de &amp;quot;meu Rei&amp;quot; e &amp;quot;tio Rei&amp;quot; pelos leitores. Esbanja preconceito contra negros, mulheres, abusa de um linguajar chulo, não tem limites para caluniar ou difamar críticos da revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Seu blog participa do&amp;nbsp; circuito de blogs que fazem eco às &amp;quot;denúncias&amp;quot; lançadas pelo lobby de Daniel Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;É reconhecidamente pessoa desequilibrada, com pendores homofóbicos. Tem obsessão por insinuações sexuais contra adversários e é especialmente agressivo com mulheres. Consegue saltar, sem nenhum filtro, da agressão mais escatológica contra os &amp;quot;inimigos&amp;quot; à bajulação mais rasteira às chefias.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em qualquer publicação, independentemente do porte, seu desequilíbrio seria contido dentro de limites editoriais. Na &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;de Eurípedes-Sabino não só tem autorização para fazer o que quiser -até sugerir &amp;quot;boquetes&amp;quot; ao presidente - como é estimulado a isso.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Graças à falta de&amp;nbsp; discernimento de Eurípedes e Sabino e à pouca importância que ambos - mais a Abril - dedicam ao trabalho de preservação da imagem da revista, Azevedo representa uma espécie de caricatura, a parte mais grotesca do processo de degradação editorial da revista. É um esgoto sem filtro. Todo o seu desequilíbrio é despejado diariamente no Blog e sua atuação festejada por Sabino.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Hoje em dia, junto ao universo crescente dos freqüentadores da Internet, a imagem de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; tornou-se irremediavelmente ligada à de Azevedo, o &amp;quot;tio Rei&amp;quot;.&amp;nbsp;É o exemplo mais acabado do processo de deterioração moral e editorial que tomou conta da revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Confira a cara da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4" face="Verdana"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;img width="300" height="342" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=233" alt="" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="background-color: rgb(255, 255, 153); text-align: center;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Ô Tomaiz, faiz um Bequéti aí pra mim vê se ocê é bão mesmo&lt;/em&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;em style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Um momento lindo nos aguarda: o petralhismo filtrado pela ópera (e bunda) seca de Gerald Thomas. Seca, mas molhada pelo capilé oficial. Em visita ao &amp;ldquo;Hemisfério Sul&amp;rdquo; como diz, Thomas deveria ir ao Palácio do Planalto. Aí o Apedeuta poderia lhe dizer: &amp;ldquo;Ô Tomaiz, faiz um Bequéti aí pra mim vê se ocê é bão memo&amp;quot;. E ele, claro, fará. Como sempre&lt;/em&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Os publicadores de releases, batedores de carteira e caloteiros estão submetendo a tal premiação a um ridículo estupendo. E os cachorros loucos estão à solta. As cadelas também&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;ldquo;&lt;/span&gt;De uma tal Lais F., recebo o que segue. (...) Lais F? Seria a mãe intelectual de Christiane F?&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;ldquo;Entrei no site da vereadora (&amp;hellip;) Ali, a coroa (...) aparece num desenho simpático, todo catita, em que finge ter 13 anos. Essa imagem de Lolita &amp;mdash; que já ficou tempo demais na grelha se você tem olhos para ver &amp;mdash; é diligentemente cultivada pela vereadora, que gosta de falar aos jovens e sentar de um jeito descontraído. No que me diz respeito, eu escondo dela as minhas crianças. Eu não tenho nada contra coroas, deixo bem claro. Muito pelo contrário. Mesmo! Desde que não miem como gatinhas&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Imaginem o sujeito olhar a própria cara triste no espelho, todos os dias, e constatar: &amp;ldquo;Sou um vendido, um vagabundo, um pilantra&amp;rdquo;. Mais: &amp;ldquo;Não pago as minhas dívidas: nem as públicas nem as privadas&amp;rdquo;&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Dizer o quê? O sujeito não seria um vendido, um vagabundo, um pilantra e um caloteiro se não fosse também invejoso e mentiroso. Ele conseguiria fazer um blog de sucesso como este? Não. É um analfabeto. Mas poderia ao menos tentar. Só que é preciso trabalhar em vez de bater a carteira alheia.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Alguns sugeriram que eu peça emprestada àquele lá a botinha cor-de-rosa. Xiii, acho que não vai dar. Para usar aquilo é preciso ter um passado, hehe. Vai que o Alexandre Frota olhe pra mim e diga: &amp;quot;Huuummm, que matéria!&amp;quot;. E cobre de mim aquele rodopio sensual e manemolente. Não estou preparado para emoções fortes com esta idade...&lt;/em&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;font size="4"&gt;Dos comentaristas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Anonymous Pyoter&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Reinaldo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Poupe o pé. Pode deixar que eu chuto a bunda desses anões e mascates. O mascate eu sei que corre, é covardão, cagão, mas eu alcanço ele.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Blogger Sérgio&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;O Mascate tá com invejinha??? Manda ele distribuir pipoca no balcão de anúncios dele. Depois do vexame que ele se auto-infligiu nos últimos dias, todo mundo sabe que ser PIPOQUEIRO é a melhor das &amp;quot;virtudes&amp;quot; dele.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;Veja, indispensável para o país que queremos ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) , um desses vagabundos que deveriam estar lendo o blog do ladrão endividado ou do ladrão bem-sucedido, não gostou do que escrevi sobre os planos de saúde&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Anonymous Anônimo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Reinaldo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Esse que escreveu, pela fama, devia tomar cuidado para não morrer na mão de um travesti violento.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Bem, meus caros, como vocês sabem, escreve alguém que não caiu na chamada &amp;ldquo;Obamamania&amp;rdquo;. Deixei a exaltação do &amp;ldquo;corpo moreno, cheiroso e gostoso, da cor do pecado&amp;rdquo; de Obama para Marcelo Coelho e para a desinibida Amber Lee. Acho Obama um picareta de estilo terceiro-mundista que irrompe na política americana. Mas, até aí, convenham, é questão de gosto.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em style="font-family: verdana;"&gt; Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;enfrentá-los? (...) Para bom entendedor: tomo o par &amp;ldquo;homem branco&amp;rdquo; como apelo simbólico à tradição e à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo, que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;Veja, indispensável para o país que queremos ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font size="4" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O paneleiro ladrão&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font size="4" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Ele me chamou de chapeleiro? Melhor do que ser paneleiro (ver Houaiss) de sauna. Devolva o que roubou dos cofres públicos, ladrão! Pague o que deve, caloteiro! Pare de roubar o estado, os amigos e até a própria família!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;A ratazana confessou que é caloteira: &amp;ldquo;Ó, gente, peguei dinheiro público e não paguei, viu?, mas sou uma pessoa bem decente. Aí eles renegociaram, né?, e agora eu puxo o saco, fingindo fazer jornalismo, de quem não executa a minha dívida. Fora isso, sou honestíssima&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;E os calotes com dinheiro privado, ratona? Ninguém faz sumir R$ 2 milhões como ela &amp;mdash; hoje seria bem mais, né? Coitada da ratazana de sauna!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;Dos comentaristas&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Anônimo&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Disse tudo Reinaldo, e disse com elegancia. Há muito tempo esse escroto merecia tomar uma chamada. Vendilhão de Templo!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Anônimo&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Reinaldo, quando sai o livro dos 'pés-na-bunda' dos jornalistas? Quero reservar meu exemplar, deve ter cada história edificante...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Anônimo&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Reinaldo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;A maior ofensa que você poderá fazer, no seu livro, a um jornalista canalha será não cita-lo.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Eu não tenho tempo de sentir dó de mim nem de ninguém. Desde os 18 anos, ganho bem mais do que preciso para pagar as contas. É verdade: eu moro muito bem, como muito bem, vivo muito bem. Eu bebo uísque 12 anos desde quando era de esquerda: 12, 15, 18, 21. Até 60. Lula também. E durmo só cinco horas por noite &amp;mdash; incluo aí o tempo em que faço amor (logo, menos de cinco...).&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;Dos comentaristas&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;COP&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Reinaldo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Essa petralhada tenta medir os outros segundo suas próprias medidas. Dar &amp;quot;porrada&amp;quot; em LULA e na esquerdalha em geral, além de um imperativo moral, dá um grande prazer ! Isso não tem preço. hehehehe&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;j&lt;strong&gt;orge luiz disse...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Reinaldão,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Quem sou eu pra dar conselho pro meu rei, mas por favor não se nivele a esse meliante.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Vou te dizer uma coisa: nunca saberia da existência desse pulha se não fõsse você ficar falando tanto nele.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Não percebe que faz o jogo do escroque? Me admira você!&lt;br /&gt; Deixa o inominável lá, chafurdando no ridículo dele, fazendo linkinho com o ibest, ensinando seus &amp;quot;eleitores&amp;quot; a votar e a multiplicar os votos.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Continue sendo referência e brindando seus leitores com sua inteligência, sagacidade e principalmente indignação com a mediocridade, incompetência e roubalheira da tropa petralha.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cláudio disse...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Quem é o paneleiro aí (gay) Reinaldo?? Conta.....fala o nome dele.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Anônimo disse...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Olha aí moçada, o Blog é do Reinaldo Azevedo.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Se ele quiser chamar alguém de viado, de vagabundo e ladrão é problema DELE.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Quem quiser entrar no site do Bandolin ou da Pantera cor de rosa, que entre, mas não use o Reinaldo como desculpa.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;E parem com esse papo do &amp;quot;politicamente correto&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Senta o dedo nesses porras Reinaldão.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;Veja, indispensável para o país que queremos ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;E Lancelotti fez a barba...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Vejo nas fotos que o padre Júlio Lancelotti fez a barba para se encontrar com Lula. Aquela aparência de mártir serviu para o período em que estava sendo &amp;ldquo;perseguido&amp;rdquo;. Perseguido por sua própria biografia, naturalmente. No abraço com Lula, o padre está com a cara lisa, lustrosa mesmo. Parece mogno com verniz.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;Dos comentaristas&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Anonymous Mário&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Caro Reinaldo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O abraço dos safados! Com certeza usou a loção após barba adequada para o seu tipo de pele (e carater): óleo de peroba.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Anonymous Anônimo&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O padre Lancelotti pode tirar a barba, pode lavar a cara, pode ser recebido e abraçado até pelo Santo Papa. Enquanto não ficar explicado, e bem explicadinho, com que dinheiro vestia o seu fofo, estará de cara suja. E a alma imunda. Mas isso ele terá de prestar contas para Alguém incorruptível.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Anonymous Peru Pachola y su orquestra típica&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O Lancelotti fez a barba para não espetar e machucar o saco dos dimenores que ele agasalha e protege.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;Veja, indispensável para o país que queremos ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;&lt;/span&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Se é mesmo de coração, então logo os anões, mascates e tocadores de tuba mudam de opinião de novo. O amigo do &amp;ldquo;Beto&amp;rdquo; corre o risco de se desintegrar, coitado! Já não sabe mais o que dizer a respeito do caso. A ratazana da sauna espera ansiosamente um sinal para poder dar uma opinião lucrativa. Tem saudade dos tempos em que se achava poderoso o bastante para achacar até um secretário de estado, razão por que caiu em desgraça e levou o bilhete azul no focinho.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Vocês acham mesmo que alguém da VEJA, pouco importa o cargo, enviaria um comentário para o blog de Luis Nassifu?&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Anonymous Anônimo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Aí Reinaldão, &amp;quot;Nassifudeu&amp;quot; foi foda... kkkkkkkkkkkk&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Anonymous Anônimo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Petralha nojento às 1:17 PM. Ele aparece de novo às 1:27 PM. O canalha se chama Ary. O cara é tão burro que não entende um trocadilho. Nassifu. Castração nele, prá latir fino. E canil.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;Sai com essa língua pra lá, baranga.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Quatro ONGs na Amazônia? E nada de um boto cor-de-rosa dar jeito nesse furor? Parodiando Gonçalves Dias, &amp;ldquo;rejeitada dos homens na guerra, rejeitada dos botos na paz&amp;rdquo;???&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Ui, é a namorada do boto!? Consulado estrangeiro dando respaldo a mais de 15 países? Seria uma suruba diplomática? E escreve &amp;ldquo;réles&amp;rdquo;? Tadinha da moça. Essa função diplomática simplesmente inexiste. Claro que há moças versadas em várias línguas para divertir estrangeiros. No Brasil e no mundo. A mais famosa do momento é a impagável Bebel, muito mais interessante, diga-se, do que Camila Pitanga&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;(Nota: a personagem era uma prostituta)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Um bandidinho &amp;ndash; na verdade, bandido de médio porte &amp;ndash; que foi demitido de um jornal por receber, por fora, dinheiro de empreiteira; que contrai empréstimos e não paga; que é famoso no mercado por dar &amp;ldquo;carteiradas&amp;rdquo;, bem, esse mascate de convicções não tem autoridade moral, profissional e ética para julgar meus motivos&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;Dos Comentaristas&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Boccato disse...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;UAU !&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A DONA É QUASE UMA ONU AMBULANTE !&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ..É QUE CU RRICUULM !!!&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;CARLOS-DF disse..&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;(...), MEU AMOR. DEIXE DE BESTEIRA. VÁ GANHAR SEU DINHEIRO. COM TANTOS PREDICADOS, VOCÊ NÃO DEVERIA PERDER SEU TEMPO ENTRANDO NO BLOG DO NASSIF PARA MANDAR RECADO PRO REINALDO AZEVEDO. VOCÊ ESTÁ PERDENDO SEU TEMPO E DINHEIRO COM ISSO... DEVERIA APROVEITAR TODA SUA EXPERIÊNCIA E ABRIR UM BORDEL NA INGLATERRA COM O NOME BRASÍLIA, COMO FEZ Jeany Mary Corner, produtora das festas mas comentadas de Brasília...&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Anônimo disse...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Caro Reinaldo, A Pistoleira (...), com certeza tem um empreguinho Publico que esqueceu de dizer, e as 4 ONDs deve receber dinheirinho nossos.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Ela conhece o mundo todo e em todos idiomas, só não conhece o Brasil e seus amigos.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Senhora Doutora &amp;quot;Pistolera&amp;quot; porque não deixa de tomar os remedinho e volta para a realidade, sai dessa &amp;quot;balada-boa&amp;quot;, vão acabar com os poucos neuronios que sobraram.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;J&lt;strong&gt;ose Antonio --- Campinas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;em&gt;Quanto ao Senhor &amp;quot;Nassifoi&amp;quot;, experimenta PEIDAR NAGUA PARA FAZER BOLINHA, VAI SE SENTIR FFELIZ, COM O BRINQUEDINHO E DEIXAR DE FALAR E ESCREVER ASNEIRA&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;strong&gt;Por Reinaldo&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Mas (...) (Nota: um senhor com mais de 70 anos) é do tipo que julga ter uma reputação; ele acredita na sua própria pantomima. O seu traseiro, simbolicamente falando, é gordo, polpudo, e merece ter estampada a sola do sapato.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Sobre a série da Veja&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Se um meliante moral, agindo a soldo, cria uma cadeia de difamação contra este ou aquele veículos, contra esta ou aquela pessoas, tem de responder pelos seus atos segundo os rigores do estado democrático e de direito, que protege a honra e a dignidade pessoais e a reputação de empresas.&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;Veja, indispensável para o país que queremos ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&amp;quot;&lt;/span&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;p align="left" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;img align="middle" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=260&amp;amp;large=1" alt="" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Civita&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 11 Mar 2008 21:00:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Novo capítulo de O Caso de Veja</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6753</link>
      <description>&lt;p&gt;Amanhã sairá novo capítulo de &amp;quot;O Caso de Veja&amp;quot;. O título será &amp;quot;A cara da Veja&amp;quot;. Analisará quem melhor reflete o que é a Veja hoje.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 11 Mar 2008 11:24:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O método Veja de jornalismo</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6721</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A degradação jornalística da revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; foi fruto de dois fenômenos simultâneos que sacudiram a mídia nos últimos anos: a mistura da cozinha com a copa (redação e comercial) e o afastamento dos princípios jornalísticos básicos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vamos analisar um processo de cada vez.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="4"&gt;A copa e a cozinha&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Os grupos de mídia sempre tiveram muitos interesses em jogo. Mas, para não contaminar as redações, se procurava tratar em âmbito das cúpulas das empresas. Sempre havia maneiras &amp;ldquo;técnicas&amp;rdquo; de vetar determinadas matérias que não interessavam, assim como conferir tratamento jornalístico a matérias de interesse da casa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Para administrar esse território delicado, as boas redações jamais prescindiram de comandantes fortes e competentes. Eram os avalistas do jornalismo perante a empresa e da empresa perante a redação. Eles não iam contra a lógica comercial, mas eram os radares, aqueles que informavam até onde se poderia avançar ou não no&amp;nbsp; noticiário sem comprometer a credibilidade da publicação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Apos a crise cambial de janeiro de 1999, o quadro começou a mudar. Apertos financeiros levaram gradativamente muitas publicações a abrirem mão de cuidados básicos, não só permitindo a promiscuidade entre a copa e a cozinha (redação e comercial), mas também em manobras de mercado. Quanto às manobras de mercado, deixo apenas&amp;nbsp; registrado, porque não será tema dessa série.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Um episódio, no inícios de 1999, marcaria os novos tempos. Em &lt;strong&gt;10 de março de 1999&lt;/strong&gt;, em pleno escândalo das &amp;ldquo;fitas do BNDES&amp;rdquo;, a revista recebeu material demonstrando que a Previ tinha assinado acordo com o banco Opportunity, de Daniel Dantas, mesmo tendo sido desaprovado por sua diretoria. A matéria foi feita pelo repórter Felipe Patury (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/100399/p_049.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="4"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;No início de fevereiro, um diretor do fundo, Arlindo de Oliveira, mandou uma carta ao presidente da Previ. São três páginas, e o tom é de indignação, expresso em frases que se encerram com três pontos de exclamação. Na carta, o diretor relata que a diretoria da Previ, reunida em julho do ano passado, decidiu que não faria parceria com o Opportunity no leilão das teles tendo de pagar ao banco 7 milhões de reais por ano de &amp;quot;taxa de administração&amp;quot;. A diretoria achou o valor descabido e decidiu só fazer o negócio se não tivesse de pagar a taxa. O estranho é que essa decisão foi ignorada. A Previ associou-se ao Opportunity na compra de três teles (Tele Centro Sul, Telemig Celular e Tele Norte Celular) e comprometeu-se a arcar com os 7 milhões de reais por ano, apesar da decisão contrária da diretoria.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Segundo a matéria, a Previ também havia entrado &amp;ndash; sem autorização da diretoria &amp;ndash; na operação de compra da Telemar que &amp;ndash; na época &amp;ndash; pensava-se que sairia para o Opportunity&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na semana seguinte, o repórter conseguiu mais material das suas fontes. Chegou a preparar a matéria. Na edição seguinte, de &lt;strong&gt;17 de março de 1999&lt;/strong&gt;, a matéria não saiu publicada. Mas, pela primeira vez, o banco Opportunity &amp;ndash; denunciado na edição anterior &amp;ndash; bancou duas páginas de publicidade na revista. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;img width="250" height="351" align="left" alt="" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=262&amp;amp;large=1" /&gt;Não batia. O Opportunity não é banco de varejo, não atua sequer no middle market. Não havia lembrança de publicidade dele nem mesmo em revistas especializadas &amp;ndash; como a Exame. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No dia &lt;strong&gt;31 de março de 1999&lt;/strong&gt;, mais duas páginas de publicidade do Opportunity. &lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Esse mesmo procedimento &amp;ndash; em mão inversa &amp;ndash; seria empregado nas duas edições em que Diogo Mainardi me atacou, em defesa de Daniel Dantas. Só que, nesses casos, a fatura foi mais alta: 6 páginas de publicidade da Telemig Celular e Amazônia Celular em cada edição, 12 ao todo. Também não se justificava tamanho investimento publicitário por parte de empresas que tinham atuação regional.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Qualquer manual de administração ensina que, quando a empresa passa a fugir do comportamento ético nas suas ações externas, acaba contaminando toda a estrutura.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Aparentemente, ocorreu um liberou geral na revista. É o que explica as atitudes de Eurípedes com Eduardo Fischer ou as de Mário Sabino manipulando relações de livros para incluir o seu na lista. E o lobby escancarado da revista em favor de Daniel Dantas, especialmente através das colunas de Diogo Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Com escorregões cada vez mais freqüente, passou a se tornar difícil &amp;ndash; mesmo para os leitores mais atilados &amp;ndash; identificar o que eram falhas editoriais, o que era interesse da Abril e o que era interesse dos diretores da revista.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Havia um fator a mais a estimular a falta de controle: a desobediência completa aos princípios jornalísticos básicos. E aí se entra em um farto material sobre o mais completo compêndio de anti-jornalismo que a história moderna da mídia brasileira registrou: o estilo &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; de jornalismo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Desde os anos 80, cada vez mais &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; se especializaria em &amp;ldquo;construir&amp;rdquo; matérias que assumiam vida quase independente dos fatos que deveriam respaldá-las. Definia-se previamente como &amp;ldquo;seria&amp;rdquo; a matéria. Cabia aos repórteres apenas buscar declarações que ajudassem a colocar aquele monte de suposições em pé.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Essa preparação prévia da reportagem ocorre nas reuniões de editores, toda segunda-feira. É chamada de &amp;quot;pensata&amp;quot;. É considerado bom repórter, pela revista, aqueles que conseguem se adaptar melhor ao espírito da &amp;quot;pensata&amp;quot;.&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O que era um estilo criticável, com o tempo, acabou tornando-se uma compulsão, como se a revista não mais precisasse dos fatos para compor suas reportagens. Ela se tornou uma ficção ampla, o que é de conhecimento geral dos jornalistas brasileiros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Ainda nos anos 80, o&amp;nbsp; caso mais célebre foi o do &amp;ldquo;boimate&amp;rdquo; &amp;ndash; criação de Eurípedes Alcântara, já mencionado em outro capítulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Mas, à medida que se entrava na era Tales Alvarenga-Eurípedes-Sabino, final dos anos 90 em diante, esse estilo ficcional passou a arrostar os limites da verossimilhança.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O primeiro filtro sobre uma matéria é avaliar se os fatos relatados são verossímeis. Se passar nesse teste básico, é que se irá conferir se, mesmo sendo verossímeis, também são verdadeiros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Com o tempo, gradativamente&amp;nbsp; o jornalismo de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; deixou de passar sequer por esse filtro básico. Tornou-se cada vez maior a quantidade de matérias absurdas, sem nexo, sem conhecimento básico sobre economia, finanças, valores, relações de causalidade. E sobre jornalismo, enfim.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;O modelo Veja de reportagem&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Antes de análises de caso, vamos a uma pequena explicação sobre como é esse estilo &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; de reportagem, que se parece muito com essa brincadeira de desenhar juntando os pontos de uma página em branco.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;1. Levantam-se alguns dados verdadeiros, mas irrelevantes ou que nada tenham a ver com o contexto da denúncia, mas que passem a sensação de fazerem parte de um todo maior. Ou de que o jornalista, de fato, acompanhou em detalhes o episódio narrado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;2. Depois juntam-se os pontos, estabelecem-se relações entre eles ao bel prazer do repórter. Cria-se um roteiro de filme, muitas vezes totalmente inverossímil, mas calçando-o em cima de alguns fatos supostamente verdadeiros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;3. Para &amp;ldquo;esquentar&amp;rdquo; a matéria ou se inventam frases que não foram pronunciadas ou se tiram frases do contexto ou se confere tratamento de escândalo a fatos banais. Tudo temperado por forte dose de adjetivação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O caso &amp;quot;boimate&amp;quot; é clássico. Depois de cair no conto de 1o de abril da New Scientist - sobre um cruzamento de boi com tomate que resultou em uma carne com molho -, coloca-se um repórter para obter uma frase de efeito de um cientista da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repórter pergunta o que o cientista acha. A resposta foi óbvia: era impossível. O repórter tinha que voltar com a frase que se encaixasse na matéria, então insiste: &amp;quot;E se fosse possível!&amp;quot;. O cientista, ironizando: &amp;quot;Seria a maior revolução da história da genética&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria saiu com a frase do infeliz dizendo que era a maior revolução da história da genética.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;As colunas de Diogo Mainardi sobre o caso Telecom Itália são um exemplo amplo dessa deformação jornalística &amp;ndash; claramente a serviço de um lobby.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Dentre todos os repórteres, no entanto, nenhum se esmerou mais na arte ficcional que Policarpo Júnior, recentemente promovido a Diretor da Sucursal de Brasília da publicação. Assim como Lauro Jardim e Mainardi cultivam os lobistas cariocas, Policarpo é um freqüentador habitual do submundo de Brasília, convivendo com arapongas, policiais e lobistas em geral.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vamos a alguns exemplos pré-governo Lula para entender, na prática, em que consiste esse estilo Veja, a partir de algumas obras de Policarpo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;O caso Chico Lopes&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em janeiro de 1999, quando houve o estouro no câmbio, seguiu-se uma catarse geral na mídia, uma busca de escândalos a qualquer preço. Foram publicados absurdos memoráveis, que acabaram se perdendo no tempo &amp;ndash; como o de que Fernando Henrique Cardoso se valia do seu Ministro-Chefe da Casa Civil Clóvis Carvalho para informar os banqueiros sobre as mudanças cambiais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O escândalo refluiu, cada publicação tratou de esquecer as ficções que plantou e a vida prosseguiu.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na época, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; publicou uma capa acusando Chico Lopes de ter beneficiado os bancos Marka e FonteCindam com informações privilegiadas. Chegou a afirmar que quatro bancos pagavam US$ 500 mil mensais para terem acesso a informações privilegiadas sobre câmbio (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/210499/p_038.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A matéria não respondia à questão central: se os dois bancos recebiam informações privilegiadas de Chico Lopes, se Chico assumiu a presidência do Banco Central com a missão precípua de mudar a política cambial porque, raios!, apenas eles quebraram na mudança? Na época, a explicação de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; já era absurda. Assoberbado com os problemas da mudança cambial, Chico tinha se esquecido de avisar seus clientes (que lhe pagavam US$ 500 mil mensais apenas para ter &lt;strong&gt;aquela&lt;/strong&gt; informação).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O mistério persistiu até o dia &lt;strong&gt;23 de maio de 2001&lt;/strong&gt; quando saiu a capa da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; &amp;ldquo;A História Secreta de um Golpe Bilionário&amp;rdquo; um clássico à altura do &amp;ldquo;boimate&amp;rdquo;, de Eurípedes Alcântara (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/230501/p_038.html " target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img width="300" height="349" align="middle" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=263" alt="" /&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A abertura nada ficava a dever a um conto de Agatha Christie.&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;O momento mais dramático do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso ocorreu no dia 13 de janeiro de 1999.(...)&amp;nbsp; O que ninguém sabia é que, desde aquele dia, um grupo reduzidíssimo de altos membros do governo passou a guardar um segredo de Estado, daqueles que só se revelam vinte anos depois da morte de um presidente. Após quatro meses de investigação e 22 entrevistas com catorze personagens envolvidos, VEJA desvendou peças essenciais para o esclarecimento do mistério, que resultou na inesperada, e até hoje inexplicada, demissão do presidente do Banco Central apenas duas semanas depois da desvalorização.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;A demissão de Lopes tinha sido mais que explicada: os erros na condução da mudança da política cambial.&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O então presidente do Banco Central, o economista Francisco Lopes, vendia informações privilegiadas sobre juros e câmbio &amp;ndash; e uma parte de sua remuneração saía da conta número 000 018, agência 021, do Bank of New York. A conta pertencia a uma empresa do Banco Pactual, a Pactual Overseas Bank and Trust Limited, com sede no paraíso fiscal das Bahamas. Chico Lopes, como é conhecido, repassava as informações para dois parceiros, que se encarregavam de levá-las aos clientes do esquema. Os contatos entre os três eram feitos por meio de aparelhos celulares. A Polícia Federal suspeita que os números sejam os seguintes: 021-99162833, 021-99835650 e 021-99955055&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Salvatore Alberto Cacciola, então dono do banco Marka, do Rio de Janeiro, descobriu todo o esquema por meio de um grampo telefônico ilegal e também passou a ter as mesmas informações privilegiadas. As fitas, que registram as conversas grampeadas, estão guardadas num cofre no Brasil &amp;ndash; e há cópias depositadas num banco no exterior. Cacciola chegou a custear viagens a Brasília para que seu contato obtivesse, pessoalmente, as informações de Chico Lopes. Numa delas, seu contato voou do Rio a Brasília num jatinho da Líder Táxi Aéreo (o aluguel do jato saiu por 10 500 reais) e hospedou-se no hotel Saint Paul (a conta: 222,83 reais). Quebrado com a mudança cambial, que seu informante não conseguiu avisar-lhe a tempo, Cacciola desembarcou em Brasília no dia seguinte, 14 de janeiro de 1999, com o que chamou de &amp;quot;uma bazuca&amp;quot;. Ela estava carregada de chantagem: ou o BC lhe ajudava ou denunciaria ao país a existência do esquema. O BC ajudou. Vendeu dólar abaixo da cotação e, no fim, Cacciola levou o equivalente a 1 bilhão de reais.&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Era um furo fantástico! Cacciola não seria mais o financiador das informações privilegiadas de Chico Lopes. Em vez de pagar US$ 500 mil mensais, descobrira o modo mais barato, de grampear os celulares por onde transitavam as informações secretas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na mesma abertura se dizia que ele se informava através de um &amp;ldquo;grampo&amp;rdquo; e que ele tinha um informante.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Nem se fale do contra-senso de alguém experiente em mercado jogar todo seu futuro no resultado de um &amp;ldquo;grampo&amp;rdquo;. Não tinha lógica. Qualquer decisão de mudança de política cambial seria imprevista, da noite para o dia. Como confiar toda sua vida financeira a um mero &amp;ldquo;grampo&amp;rdquo;?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Segundo a matéria, no dia aziago o grampo falhou, e Cacciola quebrou. Indignado, foi tirar satisfações com Chico Lopes, que cedeu à chantagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Não tinha pé nem cabeça. Mas como foi montado esse nonsense?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Depois de &amp;ldquo;22 entrevistas com 14 personagens&amp;rdquo; envolvidos, Policarpo havia conseguido &amp;ndash; de fato - as seguintes informações:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;1. Com Luiz Cezar Fernandes, ex-controlador do Pactual, em briga com seus ex-sócios, o número da suposta conta-corrente do Pactual em Nova York, de onde sairiam os supostos pagamentos para Chico Lopes. Na verdade o numero apresentado era o de registro do banco na praça de Nova York, feito junto ao Banco de Nova York &amp;ndash; equivale aquele 001 que você confere nos cheques do Banco do Brasil.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;2. Na declaração de renda de Luiz Bragança (o suposto intermediário de Chico Lopes no vazamento das informações) algum araponga brasiliense levantou os&amp;nbsp;&amp;nbsp; números dos três celulares. Ou seja, o sujeito montava um esquema super-secreto para transmitir informações, que supostamente renderia US$ 500 mil mensais, valendo-se de telefones celulares &amp;ndash; e colocava o numero dos aparelhos na sua declaração de renda.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eram essas as informações de Policarpo, e algumas outras, como o vôo de Cacciola a Brasília, o hotel onde se hospedou, informação sem nenhuma relevância e fartamente divulgada pela imprensa em janeiro de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Como tempero final, um apanhado de fatos e dos boatos mais inverossímeis que circularam por ocasião da mudança cambial. De fatos, a conta que Chico Lopes tinha no exterior - descoberto pela Polícia Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastava isso para se para se ter um enredo que provocou gargalhadas em todos os jornalistas que cobriam a área financeira.  Veja tinha a informação sobre os celulares de Bragança, tinha declarações de Cacciolla de que fizeram alguns &amp;quot;grampos&amp;quot;. Pronto: bastou para concluir que as informações transitavam pelos celulares (o mais vulnerável dos meios de comunicação) e Cacciolla ficava sabendo através de &amp;quot;grampos&amp;quot;. Nenhum dado adicional respaldava essa conclusão.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na época apontei a maluquice; minha colega Mirian Leitão também. E menciono a Mirian por que, anos depois, essa crítica estimularia uma revanche de Veja: ataques continuados a seu filho Matheus Leitão, repórter da revista Época. Essa história será contada em outro capítulo.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Citado na matéria, o economista Rubens Novaes, enviou carta a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; esclarecendo todos esses pontos. A carta jamais foi publicada. Ele limitou-se a&amp;nbsp; enviar cópias para alguns jornalistas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Longe de mim afirmar que não houve irregularidade, que Cacciola era inocente, ou mesmo colocar a mão no fogo por Chico Lopes. Na época, mesmo, divulguei indícios fortes de que Cacciola tinha, no mínimo, alguém que lhe passava informações sobre as taxas de juros praticadas pelo Central - e até sugeri a metodologia para identificar essa prática de &amp;quot;insider&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era evidente que toda a matéria de Veja se constituía em ficção ampla.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Anote esse exemplo porque, longe de se constituir em exceção, refletia um padrão de &amp;quot;jornalismo&amp;quot; presente em todas as coberturas bombásticas da revista.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na era Eurípedes-Sabino, Policarpo, repórter de escândalos, freqüentador, como jornalista, do submundo dos lobbies de Brasília, tornou-se diretor da sucursal da revista. E se tornaria o autor das capas mais rocambolescas da cobertura do &amp;ldquo;mensalão&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Coube a ele divulgar o vídeo em que o funcionário dos Correios, Mauricio Marinho, aceitou a propina de R$ 3 mil. E que deflagrou a campanha do &amp;ldquo;mensalão&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Mas isso é tema para outro capítulo.&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 08 Mar 2008 19:46:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Mino e O Caso Veja</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6707</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.cartacapital.com.br"&gt;Luis Nassif e o Dossiê Veja&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mino Carta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo das atividades político-comerciais da revista Veja, que seu autor, Luis Nassif, batizou dossiê, causa a repercussão merecida. Antes de mais nada, porque Nassif pertence à restrita categoria dos jornalistas habilitados a diferenciar a verdade factual das suas opiniões e venetas de cada dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ou por outra: bem ao contrário de alguns freqüentadores das páginas da semanal da Editora Abril, Nassif não acusa sem prova e muito menos calunia. No canto oposto, está uma publicação que se esmera em comportamentos reacionários de extrema agressividade, mascarada de denúncia das mazelas do mundo, a transitar, de fato, entre o provincianismo do falso intelectual e o furor do recalcado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Veja porta-se como se estivesse acima da verdade factual. Quem sabe, Roberto Civita seja tentado a dizer, com a candura de quem alimenta apenas certezas, &amp;ldquo;a verdade sou eu&amp;rdquo;. Mas o dossiê de Luis Nassif desfia tramas variadas, urdidas pela Editora Abril a serviço de insondáveis cruzadas contra o senso comum, a inteligência e a ética. E a própria história (com H grande).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há algo de insano nas atitudes de Veja. Certo é, porém, que Luis Nassif não precisa de apoio para conduzir seu estudo. Trata-se de um profissional talentoso, competente, responsável e de estilo próprio. De minha parte, limito-me a lamentar a parábola da revista, esta frase descendente a mirar no fundo do poço. Haverá quem alegue sua elevadíssima tiragem para demonstrar-lhe o êxito. No entanto, cabe outro ponto de vista: demonstra a confusão reinante na chamada classe média brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste sentido, a mídia nativa, rosto tradicional do poder, continua empenhada na permanência das coisas como estão para ver como ficam. Quem milita do lado contrário é posto em questão. Uma nota na coluna social do Estadão de quarta 5 chamou-me a atenção. Fala-se ali, neste espaço destinado a contar as pífias aventuras de um punhado de pessoas, sempre e sempre as mesmas, de uma reunião que se daria em São Paulo, no sábado 8, entre figuras do jornalismo alternativo ( a palavra é esta) para debater a formação de uma &amp;ldquo;frente única&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente de qual guerra? A coluna bondosamente me inclui entre os participantes, e tudo foi surpresas para mim. Nada sei de reunião e de frente única, e estou longe de ser &amp;ldquo;alternativo&amp;rdquo;, como não o são os demais citados, entre eles os professores Emir Sader e Luiz Gonzaga Belluzzo, e jornalistas do porte de Raimundo Pereira e Luis Nassif. Não exageremos, porém, em espantos. Coluna social sumiu da imprensa contemporânea do mundo faz mais de cem anos. O provincianismo, na sua manifestação mais medíocre, ou mesmo ridícula, impera nestes espaços indestrutíveis em jornalões e revistas especializadas, bem como nas páginas de Veja.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:30:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A imprensa e o estilo Dantas</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6652</link>
      <description>&lt;p&gt;Na série sobre &amp;quot;O caso Veja&amp;quot;, um capítulo para entender o estilo Daniel Dantas de operação e a maneira como Diogo Mainardi e outros jornalistas entraram no sistema de produção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog/4#6651" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para ler no Blog ou &lt;a href="http://luis.nassif.googlepages.com/vejaeoorganograma" target="_blank"&gt;aqui para ler no Googlepages&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A home da série pode ser acessada &lt;a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dados da blogosfera&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do site Technorati:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 516 blogs linkados em luis.nassif.com.br&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 881 em www.projetobr.com.br&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 243 em www.luisnassif.com.br&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 04 Mar 2008 10:54:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A imprensa e o estilo Dantas</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6651</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Conforme fartamente demonstrado nos capítulos anteriores, antes de fechar com Dantas a direção da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; o tinha em conta como alguém que comprava reportagens, fabricava dossiês falsos e subornava jornalistas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No capítulo &amp;ldquo;&lt;a href="http://luis.nassif.googlepages.com/primeirosataquesadantas" target="_blank"&gt;Os Primeiros Ataques a Dantas&lt;/a&gt;&amp;rdquo;&amp;nbsp; e &amp;ldquo;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado" target="_blank"&gt;O dossiê falso&lt;/a&gt;&amp;rdquo; esmiuço as sucessivas denúncias de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; antes de ser cooptada pelo banqueiro. Qual a lógica que leva uma revista a se associar a um empresário que, segundo ela mesmo, espalha dossiês falsos, compra reportagens e jornalistas? Há muitas explicações para isso, nenhuma boa, do ponto de vista jornalístico.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Essa atuação da revista, no entanto, era apenas a ponta final de uma linha de operação que passava por várias instâncias antes de desembocar nos dossiês e informações passadas ao &lt;strong&gt;quarteto de Veja&lt;/strong&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O jogo fica mais claro quando se começa a penetrar no mundo de Dantas e a entender melhor a linha de montagem preparada para suas guerras empresariais.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Nelson Tanure ganhou rios de dinheiro entrando em ações judiciais que tinham por único objetivo criar dificuldades para a concretização de algum negócio. Com a lentidão da justiça brasileira, as partes envolvidas achavam mais barato pagar para se ver livre das ações. Caso típico foi a compra do Banco Boavista pelo Bradesco.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;font face="Verdana"&gt;A partir das lições de Tanure, Dantas percebeu que ações judiciais, matérias na imprensa, com espionagem, dossiês falsos, faziam parte de uma mesma estratégia, portanto deveriam estar sob um mesmo comando.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Assim, montou uma estrutura de lobby interna com os diversos elos das disputas empresariais, colocando-os todos sob o comando de Humberto Braz, diretor corporativo da Brasil Telecom no período em que Dantas esteve no comando da companhia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Braz integrava e comandava os trabalhos jurídicos (legais e de lobbies), os contatos com espionagem (da Kroll a jornalistas infiltrados no meio), a cooptação de publicações e jornalistas, através do comando sobre as verbas publicitárias de empresas controladas e a contratação de assessorias de imprensa incumbidas de atrair jornalistas para o esquema Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Grosso modo, se poderia desenhar assim o organograma da operação.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; clear: both;" class="separator"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;a style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/HumbertoBraz2.png/HumbertoBraz2-full;init:.png" imageanchor="1"&gt;&lt;img width="420" height="248" alt="" src="http://www.projetobr.com.br/image/image_gallery?img_id=244&amp;amp;large=1" style="border: 0pt none ;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vamos nos fixar na parte jornalística, que é objeto dessa série, e já é dor-de-cabeça o suficiente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;No campo da mídia propriamente dita, a coordenação de Humberto Braz consiste dos seguintes movimentos:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;bull;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agências de Publicidade: não apenas opinava sobre as campanhas da Brasil Telecom, quando sob controle de Dantas, como dava a última palavra nas campanhas da SMP&amp;amp;B e DNA (de Marcos Valério), que eram agências da Telemig Celular e da Amazônia Celular.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;bull;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mantinha contratos formais com sites de informação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;bull;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tinha contratos polpudos, muito acima dos preços de mercado, com assessorias como FSB e Andreolli, entre outras. Em muitos casos (como a FSB), não havia nenhum relatório de serviços prestados. Pelos valores envolvidos, havia suspeitas de que, por trás de algumas delas, poderiam se esconder jornalistas profissionais militando na mídia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;bull;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mantinha contato com a Kroll e com jornalistas ou empresários do setor incumbidos do trabalho de informação e espionagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O modo de operação obedece a um padrão. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;1. Montagem de dossiê, para a qual, além da Kroll, Braz conta com as próprias assessorias de imprensa, além de outros personagens que serão mostrados no decorrer deste capítulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;2. Depois, o lobista passa as informações para o jornalista cooptado.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;3. O jornalista publica sem mencionar a fonte, ou mentindo sobre sua origem (caso recente de Diogo Mainardi sobre o dossiê da Telecom Italia).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;4. Outros jornalistas, cooptados, repercutem a denúncia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;5. O lobista faz um apanhado do conjunto de informações e agrega ao processo, como se viesse de fonte neutra.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;6. Finalmente, o uso das agências de publicidade para &amp;quot;adoçar&amp;quot; a boca das publicações.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;É nesse ambiente de atuação do lobby de Dantas, que o &lt;strong&gt;quarteto de Veja&lt;/strong&gt; se torna um dos operadores mais audaciosos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O caso Nassif&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vamos a alguns exemplos práticos de como funciona esse sistema estruturado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Ao longo de 2003, 2004 em diante, andei escrevendo sobre Daniel Dantas, tentando trocar em miúdos o intrincado roteiro de que se valia o banqueiro para confundir a opinião pública.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Fui alvo de uma tentativa de &amp;ldquo;assassinato de reputação&amp;rdquo; praticada por Diogo Mainardi, através de duas colunas na revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;14 e 21 de agosto de 2005&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt; Como relatei no início da série, foi o primeiro serviço prestado pela revista dentro da nova&amp;nbsp; fase de aliança com Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Na época em que sofri o ataque de Mainardi, tinha escrito colunas informando que as agências financiadoras do &amp;ldquo;mensalão&amp;rdquo; &amp;ndash; SMP&amp;amp;B e DNA &amp;ndash; trabalhavam para a Telemig Celular e Amazônia Celular, controladas por Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Anote os ataques de Mainardi e me acompanhe por um passeio pela agenda do lobista Humberto Braz.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Dossiê&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Sérgio Thompson Flores é um ex-diplomata que enriqueceu com privatizações e tentou seguir os passos de Nelson Tanure, de entrar na mídia como reforço para manobras de lobby. No começo de 2005, estava montando uma revista e me procurou propondo se associar à Dinheiro Vivo. Me atazanou por um mês, querendo um plano de negócios com os dados da empresa. Depois que recebeu, sumiu com as informações. Na mesma época, foi trabalhar na agência Rodrigo Squizatto. Quando estourou o escândalo Kroll, seu nome apareceu em um CD e ele admitiu que trabalhava para a Kroll e seu contato era o português Tiago Verdial. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Thompson Flores reuniu-se com Braz sucessivamente em &lt;strong&gt;11, 15 e 25 de junho, em 2, 6, 9 e 16 de julho de 2004&lt;/strong&gt;. A Brasil Telecom anunciou na capa da revista durante praticamente todo o ano. Braz reunia-se periodicamente com a Kroll. Provavelmente vem daí a origem do &amp;quot;dossiê&amp;quot; manipulado por Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista&lt;/strong&gt; &amp;ndash;o passo seguinte era encontrar o jornalista &amp;ldquo;sela&amp;rdquo;. Conforme relatado nos primeiros capítulos, a cooptação da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; se dá em &lt;strong&gt;meados de 2005&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp; O primeiro serviço prestado foi de Diogo Mainardi me atacando.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;strong&gt;Publicidade&lt;/strong&gt; &amp;ndash; apesar de presidente da holding da Brasil Telecom, Braz dava a palavra final para todas as campanhas preparadas pelas agências SMP&amp;amp;B e DNA, de Marcos Valério. Por exemplo, reúne-se com Marcos Valério e Cristiano Paes nos dias &lt;strong&gt;21 e 22 de junho de 2004, 13 e 22 de julho de 2004 e 5 de agosto de 2004.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;É de Humberto Braz a autorização final para a veiculação de 12 páginas de publicidade na revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, seis em cada uma das duas edições que continham os ataques de Mainardi. &lt;/font&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Ou seja, enquanto denunciava a plenos pulmões o &amp;quot;mensalão&amp;quot;, a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; recebia 12 páginas de publicidade das empresas do &amp;quot;mensalão&amp;quot;, aparentemente como contrapartida pelo ataque combinado com seu colunista para desviar a atenção sobre as fontes de financiamento do &amp;quot;mensalão&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O caso Márcia Cunha&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Vocês se recordam do capítulo &amp;ldquo;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/ocasoedsonvidigal" target="_blank"&gt;O Caso Edson Vidigal&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, onde se narrava a tentativa de &amp;ldquo;assassinato de reputação&amp;rdquo; da Veja em cima do então presidente do Superior Tribunal de Justiça, por ter confirmado a sentença que apeou o Opportunity do comando da Brasil Telecom. Foi na edição de &lt;strong&gt;21 de setembro de 2005&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em &lt;strong&gt;13 de abril de 2004&lt;/strong&gt;, os fundos e o Citigroup propuseram uma ação para anular o chamado contrato guarda-chuva (que conferia plenos poderes ao Opportunity para gerir as empresas de telefonia).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em &lt;strong&gt;maio de 2005&lt;/strong&gt; a juiza Márcia Cunha, da 2a Vara Empresarial do Rio de Janeiro proferiu a sentença, anulando os efeitos de um acordo guarda-chuva que dava plenos poderes a Dantas. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Foi alvo de uma campanha pesada, que culminou com advogados do Opportunity recorrendo a linguistas, para tentar provar que a sentença não tinha sido escrita por ela.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Através de Mauro Salles, tentaram comprar o parecer de um funcionário da Academia Brasileira de Letras, que recusou. O &amp;quot;imortal&amp;quot; Antonio Olintho não se fez de rogado e aceitou a encomenda. Um dia a ABL ainda terá que colocar essa história em pratos limpos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Pressionada, a juiza denunciou ter sido alvo de uma tentativa de suborno por parte de Eduardo Rascovisky, falando em nome do Opportunity. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Atenção: entre &lt;/span&gt;&lt;strong style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;6 de fevereiro de 2004 e 20 de outubro de 2004&lt;/strong&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;, Rascovisky teve 16 reuniões com Humberto Braz.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Qiando a juíza denunciou a tentativa de suborno, a &amp;quot;Folha&amp;quot; incumbiu a repórter Janaína Leite de ir ao Rio cobrir o episódio (&lt;a href="http://docs.google.com/View?docid=dcxtfgb_134d49rm3dw" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em vez de se concentrar nas acusações da juíza, Janaína comete uma tentativa de &amp;ldquo;assassinato de reputação&amp;rdquo; &amp;ndash; sem identificar a fonte da informação. Semanas atrás se ficou sabendo que sua principal fonte de informação era um diretor do Opportunity.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt; Não é a primeira vez que Márcia Cunha sofre questionamentos administrativos. A primeira foi no início dos anos 1990 e envolvia tentativa de fraude fiscal. A juíza também foi alvo de críticas por aceitar passagens de cortesia da Varig quando julgava processos envolvendo a companhia aérea. (...)&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;em&gt;A decisão da juíza foi dada poucos dias após a apresentação da defesa do Opportunity, que contava com mil páginas. Ao todo, mesmo o julgamento sendo liminar e não de mérito, a sentença contava com 40 páginas impressas. Causou estranheza ao Conselho de Magistratura a rapidez e a diferença no padrão de decisões proferidas por Márcia Cunha - geralmente manuscritas e com, no máximo, quatro páginas. &lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O mesmo modelo da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, o mesmo modelo das colunas de Mainardi. Um conjunto de informações incompletas, de fatos banais que se transformam em escândalos, no formato de um dossiê.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;O que seria uma &amp;ldquo;tentativa de fraude fiscal&amp;rdquo;? Uma declaração de renda incorreta, algum lançamento errado? A matéria não avançava em informações.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Opportunity apresentara uma defesa de mil páginas. Suspeita seria a juiza se respondesse com uma sentença manuscrita de quatro páginas. No entanto, era &amp;ldquo;acusada&amp;rdquo; de ter escrito uma sentença de 40 páginas no computador. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Era a subversão absoluta do conceito de escândalo, mas fazia parte de um procedimento padrão do esquema jornalístico montado, e que seria repetido por Mainardi, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, Leonardo Attuch e outros jornalistas que atuavam de forma sincronizada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Um ano depois, a juíza foi inocentada das acusações. A cobertura da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo; voltava às mãos sérias de Elvira Lobato (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_135g9w6m2ct" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em &lt;strong&gt;20 de janeiro de 2006&lt;/strong&gt;, os repórteres Chico Otávio e Maria Fernanda Delmas, de &amp;ldquo;O Globo&amp;rdquo;, escreviam ampla reportagem sobre a influência de Eduardo Raschkovsky no TJ do Rio de Janeiro&amp;nbsp; (&lt;a href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=244801" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). &amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em &lt;strong&gt;4 de março de 2006&lt;/strong&gt;, Elvira Lobato e Pedro Soares mostram as perseguições sofridas pela juiza (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_136c8z63rhr" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;Em quase todos os casos havia a mesma articulação de interesses, a manipulação de denúncias, a chantagem explícita - caso de Mainardi nas suas últimas colunas na &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Algumas vezes o jornalismo conseguia sair vitorioso, como nesse episódio. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 03 Mar 2008 00:49:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Os mais vendidos</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6636</link>
      <description>&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Ao longo dos últimos anos, duas vertentes determinaram o aprofundamento da deformação editorial da revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. No comando, Eurípedes Alcântara e suas coberturas estranhas; nas entranhas, Mário Sabino, incumbido de coordenar a brigada dos &amp;quot;assassinos de reputação&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Eurípedes, que passou a transitar pelo mundo da política e dos negócios sem dispor de conhecimento mais aprofundado, é altamente agressivo, jornalisticamente limitado, porém habilidoso para disfarçar tanto a agressividade quanto as fontes das coberturas. Seus braços na revista são Lauro Jardim e Diogo Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Já Sabino é o truculento, uma espécie de cão de guarda feroz, sem escrúpulos nos ataques a terceiros, praticando cotidianamente o ritual da maldade, com uma agressividade quase pornográfica que se propaga por seus três alter egos: Sérgio Martins, Jerônimo Teixeira e Reinaldo Azevedo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Guarde por ora essas informações e nomes, enquanto tentamos entender melhor o desastre que foi o fenômeno Sabino para a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;O caráter jornalístico&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Há duas características do jornalismo que ajudam a legitimá-lo. Primeiro, investir contra qualquer ameaça de super-poder. Quando quer fuzilar algum personagem público, um dos expedientes mais utilizados pela mídia é superestimar o poder do alvo. Nas sociedades democráticas, a criação do super-poder (ou do mito) é suficiente para mobilizar a opinião pública contra ele.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Uma derivada do princípio anterior, é a denúncia de qualquer forma de utilização indevida dos poderes conferidos. É por isso que denúncias sobre pequenas mordomias ecoam quase tanto quanto aquelas sobre grandes escândalos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Obviamente, quem denuncia não pode incorrer nesses vícios. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No entanto, esses dois princípios fundamentais foram atropelados de forma impiedosa por Sabino, como se verá a seguir&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;O Mais Vendido&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A seção &amp;ldquo;Mais Vendidos&amp;rdquo; é uma instituição da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Criada nos anos 70, se tornou o principal referencial de vendas de livros no país.  Aparecendo na lista, aumentam as encomendas do livro e as livrarias passam a colocá-lo em lugar de destaque em vitrines e estantes. Há um ganho efetivo &amp;ndash; intelectual e financeiro &amp;ndash; em aparecer na relação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Um dos textos mais agressivos de &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;foi o comentário &amp;ldquo;O mais vendido&amp;rdquo;, referindo-se ao jornalista Leonardo Attuch. &lt;strong style=""&gt;Veja&lt;/strong&gt; ainda estava na fase dos ataques a Dantas &amp;ndash; que precedeu o grande pacto.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="../../../../../image/image_gallery?img_id=224" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; clear: left; margin-bottom: 1em; float: left; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="200" height="144" style="border: 0pt none ;" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=224" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Attuch escreveu o livro &amp;ldquo;A CPI que abalou o Brasil&amp;rdquo;. O livro entrou para a lista dos mais vendidos. Depois, descobriu-se que a Editora Siciliano, que lançara o livro, havia inflado os dados de venda incluindo livros em consignação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="titulobox" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A resposta de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, ao estilo Sabino (embora internamente se atribua o texto a Eurípedes) foi de uma virulência desproporcional (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/220206/veja_recomenda.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; para ler a íntegra):  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="titulobox" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;O mais vendido&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Investigado pela Polícia Federal por atividades ilícitas, o negociante de notícias Leonardo Attuch está envolvido em uma nova fraude. &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt; Attuch processou a revista e ganhou.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Depois de qualificar Attuch como &amp;ldquo;quadrilheiro&amp;rdquo; e &amp;ldquo;vendido&amp;rdquo;, o &lt;strong&gt;quarteto de Veja&lt;/strong&gt; se aproximou dele, compondo a grande frente em defesa de Dantas na mídia. Mas isso é tema para outro capítulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Continuemos com os &amp;ldquo;Mais Vendidos&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;10 de março de 2004&lt;/strong&gt;, o romance de estréia de Mário Sabino &amp;ndash; &amp;ldquo;O Dia em que Matei Meu Pai&amp;rdquo;- foi resenhado na &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/100304/p_108.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);"&gt; A resenha foi de responsabilidade do jornalista  Carlos Graieb, repórter da revista e subordinado a Sabino.&lt;/span&gt; Era algo impensável, vetado por qualquer código de ética escrito ou tácito, que um subordinado fosse incumbido de resenhar um livro do chefe.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Um leitor me informa: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2"&gt;Todos os anos, no mês de dezembro, sai a lista dos &amp;ldquo;Livros do Ano&amp;rdquo; do &amp;quot;The Economist&amp;quot;. A posição da revista quanto ao tratamento dado à obra de seus talentos internos, está resumida nas seguintes linhas: &amp;quot;&lt;em&gt;Nossa política é não resenhar livros escritos pela nossa equipe ou por colaboradores habituais, por que os leitores poderiam duvidar da independência dessas resenhas&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na resenha que Graieb fez do livro de seu chefe, no entanto, os elogios eram derramados:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Dois tipos de sedução aguardam o leitor de O Dia em que Matei Meu Pai (Record; 221 páginas; 25,90 reais). Primeiro, a sedução do bom texto literário, à qual ele pode se entregar sem medo. O romance de estréia do jornalista Mario Sabino, editor executivo de VEJA, é daqueles que se devoram rápido, de preferência de uma vez só, porque a história é envolvente e a linguagem, cristalina. Sabino possui atributos fundamentais para um ficcionista, como o poder de criar imagens precisas: em seu texto, ao ser atingido pelas costas um personagem não apenas se curva antes de desabar; ele se curva como se fosse &amp;quot;para amarrar os sapatos&amp;quot;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A resenha destaca a passagem mais marcante do livro, um diálogo do personagem com o psicanalista, à altura de uma cena hamletiana:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: verdana;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="../../../../../image/image_gallery?img_id=172" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; clear: left; margin-bottom: 1em; float: left; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="134" height="200" style="border: 0pt none ;" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=172" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;A certa altura, ele grita para sua analista: &amp;quot;Não quero saber de interpretações. Faça-as longe de mim, e sem a minha colaboração. De que elas servem, meu Deus? Você, aqui, não passa de coadjuvante, está entendendo? Por isso, não tente ser protagonista por meio de suas interpretações&amp;quot;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Escrita a resenha, foi encaminhada ao editor responsável pela liberação: o próprio Sabino. Ele conferiu o título, aprovou a foto em que aparece com o ar circunspecto dos grandes autores atormentados, e mandou para a gráfica.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;31 de março de 2004&lt;/strong&gt;, três semanas após o panegírico, a relação dos livros mais vendidos na categoria &amp;ldquo;Ficção&amp;quot; era a seguinte: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;1o Perdas e Ganhos, de Lya Luft&lt;br /&gt;2o Pensar é transgredir, de Lya Luft&lt;br /&gt;3o Budapeste, de Chico Buarque&lt;br /&gt;4o As Filhas da Princesa, de Jean Sasson&lt;br /&gt;5o Onze Minutos, de Paulo Coelho&lt;br /&gt;6o O Beijo da Morte, de Carlos Heitor Cony e Anna Lee&lt;br /&gt;7o Harry Potter e a Ordem do Fênix, de J.K. Howlling&lt;br /&gt;8o O Rei das Fraudes, de John Grisban&lt;br /&gt;9o Sobre meninos e lobos, de Dennis Lehane&lt;br /&gt;10o Paixões Obscuras, de Nora Robers.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O livro de Sabino não aparecia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na edição seguinte, de &lt;strong&gt;7 de abril de 2004&lt;/strong&gt;, a seção dos &amp;ldquo;Mais Vendidos&amp;rdquo; anunciava uma mudança nos critérios de classificação dos livros. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;ldquo;&lt;/font&gt;Da categoria de ficção farão parte apenas romances e coletâneas de contos. Da categoria de não-ficção constarão ensaios e biografias, mas também livros de crônicas, cuja referência principal se encontra no noticiário e no registro de uma realidade mais imediata&amp;rdquo; Isso acontecerá ainda que o cronista lance mão de recursos ficcionais&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não fazia sentido. Há um padrão consagrado nas listas e nas premiações de considerar crônicas como Ficção. Segundo o leitor Saulo Maciel, que percebeu essa manobra:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Um livro de Luis Fernando Verissimo &amp;ndash; 100% ficcional &amp;ndash;, depois de dois anos na categoria Ficção, passava a ser considerado Não-Ficção, embora o próprio sítio internet de sua editora, a Objetiva, o incluísse na página Ficção. (Recentemente os livros de Verissimo voltaram a figurar, sem explicação aparente, na categoria Ficção). A revista também não explicava por que quatro livrarias haviam sido excluídas da lista de estabelecimentos consultados. (Basta conferir com a edição anterior)&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Quatro livros da categoria &amp;ldquo;Ficção&amp;rdquo; foram transferidos para a &amp;ldquo;Não Ficção&amp;rdquo;: os dois da campeã Lya Luft, &amp;ldquo;As Filhas da Princesa&amp;rdquo;, e um de Luiz Fernando Veríssimo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Essas mudanças permitiram ao livro de Sabino entrar em 10o lugar na lista, na categoria &amp;ldquo;Ficção&amp;rdquo; (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/070404/veja_recomenda.html#lista"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a imageanchor="1" href="../../../../../image/image_gallery?img_id=212" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="291" style="border: 0pt none ;" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=212" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;Geralmente o livro entra na relação dos mais vendidos na semana do lançamento, ainda mais após a exposição recebida de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.  O de Sabino entrava na terceira semana, à custa da mudança de critérios e da exclusão de livrarias pesquisadas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;Mesmo com as alterações nos critérios, o livro não resistiu e sumiu da lista na semana seguinte. Depois, sem muito alarde, voltaram os critérios originais dos &amp;quot;Mais Vendidos&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Pouco tempo depois, Graieb foi promovido.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;As mordomias do cargo&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não ficou apenas nisso. Valendo-se do prestígio conferido pelo cargo, Sabino estabeleceu contatos pessoais para &amp;ldquo;emplacar&amp;rdquo; o livro. Marcou almoço com Otávio Frias Filho, da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;. Em1986, Sabino havia sido demitido do jornalpor ser considerado muito parcial na edição da página de livros da Ilustrada: defendia seus amigos e atacava impiedosamente os inimigos. Agrediu, por exemplo, o escritor Marcos Rey, chamando-o de &amp;quot;sapo&amp;quot;. Como se ele, Sabino, tivesse a fina estampa de um príncipe.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;10 de dezembro de 2003&lt;/strong&gt;, Sabino fez questão de assinar resenha consagradora do livro lançado por Otávio. Logo após o almoço, Sabino obteve uma resenha elogiosa da &amp;quot;Folha&amp;quot;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na &amp;ldquo;Época&amp;rdquo; recorreu a seu então amigo Luiz Antonio Giron &amp;ndash; que, depois, seria alvo de uma tentativa de &amp;ldquo;assassinato de reputação&amp;rdquo; no caso dos IPods de Maria Rita -, ganhando mais uma resenha elogiosa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O uso do cargo em proveito próprio não ficou só nisso.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O caso Record&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;De 2003 a 2007&lt;/strong&gt;, Mário Sabino foi namorado da diretora editorial da Record, Luciana Villas-Boas. Houve troca de favores, na época, que provocou ressentimento tanto nas editoras concorrentes como das seções de lançamento de livros de outras publicações.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Entusiasmada com o talento nascente do namorado (ironia da fonte que me relatou a história), &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;durante a Bienal do Livro em São Paulo de 2004 &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;Luciana mandou espalhar outdoors por toda a cidade, vendendo Sabino como a grande descoberta do novo romance brasileiro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mesmo assim, tirando resenhas de amigos e subalternos, a repercussão foi quase nula.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas, a partir dessa relação, a seção de Livros de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; passou a dar tratamento diferenciado para a Record &amp;ndash; e a Record a dar com exclusividade, para &lt;strong&gt;Veja,&lt;/strong&gt; o anúncio de seus lançamentos mais relevantes. Se a Abril quiser aprofundar, bastará consultar as editoras concorrentes.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A Record se indispôs com todos os demais veículos, ao privilegiar &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; no lançamento de alguns títulos - caso de &amp;ldquo;Memórias de Minhas Putas Tristes&amp;rdquo;, de Gabriel Garcia Márquez, que saiu com chamada  na capa de &lt;strong style=""&gt;Veja&lt;/strong&gt;, e livros de Lya Luft, com várias exclusividades para a revista. E &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; se indispôs com outras editoras, pelo favorecimento explícito à Record.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Sabino ia conseguindo pavimentar seu prestígio pessoal, à custa desse duplo desgaste, da revista &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;e da editora Record.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A situação tornou-se tão escandalosa, que várias chefes de revistas concorrentes foram tomar satisfações com Luciana. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mesmo assim, seguiu-se um jogo de troca de favores poucas vezes visto no jornalismo cultural brasileiro. Sabino assinava uma resenha positiva sobre Miguel Sanchez Neto. Grato, Miguel fazia uma entrevista laudatória com Sabino e incluía um conto seu na coletânea &amp;ldquo;Contos para Ler&amp;rdquo;. O volume era publicado por Luciana Villas-Boas, que conseguia nota bajulatória em &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas não se ficou nisso.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt; Como conta um jornalista do setor, o esquema de divulgação da editora Record segue uma velocidade de McDonald's. Ela lança um livro por dia, e não dá atenção aos autores por muito tempo. Mas Sabino mereceu tratamento vip: além dos outodoors, seus livros passaram a ser oferecidos no Exterior, graças ao empenho pessoal de Luciana e à enorme enorme influência da Record, maior editora brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O segundo livro de Sabino, &amp;ldquo;O Antinarciso&amp;rdquo; foi resenhado pelo escritor e médico gaúcho Moacir Scliar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na edição de &lt;strong&gt;11 de maio de 2005&lt;/strong&gt;, o romance &amp;ldquo;Na Noite do Ventre, o Diamante&amp;rdquo;, de Scliar, mereceu resenha elogiosa de Jerônimo Teixeira (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/110505/p_145.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;), subordinado de Sabino.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Duas edições depois, em &lt;strong&gt;25 de maio de 2005&lt;/strong&gt;, Scliar resenhou o livro de contos de Sabino (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/250505/p_138.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;Scliar é um escritor sério. Mas não havia nenhuma possibilidade de uma resenha negativa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No fecho da resenha, Scliar chamava a atenção para o título &amp;ldquo;O Antinarciso&amp;rdquo;, que não sai de nenhum dos contos:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;A esse narcisismo cego, que barra as possibilidades afetivas dos personagens, é que se contrapõe o olhar atento do autor antinarciso. E também se opõe à tentação que assalta muitos escritores contemporâneos &amp;ndash; de girar em torno ao próprio umbigo, de fazer do pronome &amp;quot;eu&amp;quot; a palavra mais importante da literatura. Os contos de Mario Sabino mostram que a subjetividade só tem sentido quando está a serviço do entendimento, quando funciona como um sensível sismógrafo capaz de captar as vibrações da alma&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="4"&gt;O compadrio na literatura&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt; O &amp;ldquo;compadrio&amp;rdquo; no meio editorial é conhecido. No início daquele ano, um jornalista cultural anotou o seguinte sobre as &amp;quot;orelhas&amp;quot; de livros:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;ldquo;&lt;/font&gt;Longe de serem acessórios dispensáveis a um bom livro, introduções ou orelhas assinadas são com freqüência moeda de troca do compadrio literário. O autor do elogio confirma seu prestígio cultural e ainda ganha um troco das editoras. O escritor elogiado recebe um empurrãozinho na carreira. Só perde o leitor ingênuo, que acredita no aval dos medalhões literários&lt;font size="6"&gt;&amp;rdquo;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria &amp;quot;Pagos para elogiar&amp;quot; era da própria &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;26 de janeiro de 2005&lt;/strong&gt;, assinada por Jerônimo Teixeira (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/260105/p_110.html%20"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). Era maldosa, ao estilo &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, escrita especificamente para atingir Luiz Fernando Veríssimo e Carlos Heitor Cony. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mencionava genericamente pagamentos por &amp;quot;orelhas&amp;quot;, depois levantava algumas &amp;quot;orelhas&amp;quot; assinadas por Luiz Fernando Veríssimo e Carlos Heitor Cony &amp;ndash; adversários ideológicos. Não havia uma prova sequer que teriam &amp;ldquo;vendido&amp;rdquo; os comentários &amp;ndash; ao contrários dos resenhistas de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, que eram remunerados quando teceram loas a Sabino.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas, dentro do estilo malicioso da revista, ficava a insinuação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria valia pela lição de Veríssimo, sobre a arte de elogiar um trabalho que não entusiasma:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;A única arte, ou dificuldade, é escrever algo favorável sobre um trabalho que não entusiasma sem parecer condescendente ou falso. Em geral, isso é feito para ajudar alguém que está começando.&lt;/em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Grande escritor, na resenha de &amp;quot;O Antinarciso&amp;quot; Scliar deu uma demonstração soberba de como escrever algo favorável de um livro que não o entusiasmou, como a &amp;quot;orelha&amp;quot; escrita para um amigo iniciante: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Com uma apurada economia de linguagem, seus textos mergulham, em sua própria expressão, no &amp;quot;buraco negro&amp;quot; em que cada personagem esconde não só sua miséria, mas também sua grandeza.&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) &amp;quot;Em alguns casos, a narrativa se resume a um diálogo, forma que o autor maneja com agilidade e objetividade &amp;ndash; basta ver Miserere, surpreendente conversa entre um ser que se julga culpado e um interlocutor que detém um poder infinito&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) &amp;quot;Em Da Amizade Masculina, a ligação entre dois colegas de uma faculdade de filosofia serve para um exame da natureza do relacionamento entre homens&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(...) &lt;/span&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A esse narcisismo cego, que barra as possibilidades afetivas dos personagens, é que se contrapõe o olhar atento do autor antinarciso&lt;/span&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt; .&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) &amp;quot;Os contos de Mario Sabino mostram que a subjetividade só tem sentido quando está a serviço do entendimento, quando funciona como um sensível sismógrafo capaz de captar as vibrações da alma&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="4"&gt;O antinarciso&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O levantamento das mudanças na lista dos &amp;ldquo;Mais Vendidos&amp;rdquo; foi publicado por Saulo Maciel em 2005, no Observatório da Imprensa. Passou despercebido.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Semanas atrás, quando republiquei seu artigo no meu Blog, Sabino decidiu se valer de Reinaldo Azevedo - blogueiro do portal da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, contratado e comandado por ele.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Subordinado a Sabino, tratando-o com um temor reverencial, Azevedo resolveu &amp;quot;espontaneamente&amp;quot; solicitar-lhe um artigo, para que pudesse falar de seu próprio valor literário.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O &amp;ldquo;pedido&amp;rdquo; de Azevedo é um marco do jornalismo bajulatório; a resposta de Sabino um marco do jornalismo auto-laudatório. Juntando as duas partes, se terá o quadro mais expressivo, até agora, das deformações que passaram a fazer parte do ambiente interno da revista, refletindo-se inevitavelmente em seu conteúdo. Leitores mais argutos, aliás, perceberam que os dois textos - o do &amp;quot;pedido&amp;quot; e do &amp;quot;aceite&amp;quot; - tinham estilos muito semelhantes, praticamente idênticos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;De Reinaldo Azevedo ou de seu ghost-writer:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;ldquo;&lt;/font&gt;Vejam só: sou um pouco mais briguento do que algumas pessoas com as quais convivo. Por mais que certos ataques sejam de impressionante vileza, de uma estupidez ímpar, acabam ganhando a rede e são usados como instrumento de luta pela Al Qaeda eletrônica. E precisam ter uma resposta. Uma resposta dada às pessoas de bem, não aos terroristas. Mario Sabino, redator-chefe da VEJA, tem sido alvo de uma impressionante baixaria. Por isso, eu o convidei a escrever um texto para o blog. E pedi: &amp;ldquo;Gostaria que fosse um testemunho, na primeira pessoa mesmo&amp;quot;. Acabamos combinando que ele me mandaria um e-mail, que eu publicaria se achasse conveniente.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em style="font-family: verdana;"&gt;Trata-se de um jornalista brilhante &amp;mdash; nem quem eventualmente o detesta lhe nega isso &amp;mdash; e de um escritor formidável, além de bem-sucedido. Certos círculos têm horror à competência&lt;font size="6"&gt;&amp;rdquo;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Estava falando do próprio chefe. Mas como um bom seguro não faz mal a ninguém, do nada Azevedo estendia seus elogios ao diretor de redação da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;, Otávio Frias Filho:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;Em 2003, resenhei, por exemplo, ainda na revista Primeira Leitura, o excelente livro Queda Livre, de Otavio Frias Filho. Gostei tanto da resenha, que a publiquei em Contra O Consenso, uma antologia de artigos meus. Aponto ali que os livros de Otavio costumam ter uma recepção fria da crítica por ele &amp;ldquo;ser quem é, não por escrever como escreve&amp;rdquo;. Explico-me: ofende certa mentalidade escrava o fato de o diretor de redação (e dono) da Folha ser também um dos melhores textos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não. Não estava procurando emprego. Se estivesse, acho que Otavio não me contrataria se o preço fosse uma resenha favorável (...) Um petralha vagabundo (pleonasmo) enviou-me um comentário: &amp;ldquo;Aí, hein?, puxou o saco do Otavio no seu livro, mas ele acham você um lixo, ka, ka, ka&amp;rdquo; (esse &amp;ldquo;ka, ka, ka&amp;rdquo; é como estranhamente representa graficamente o que suponho ser sua risada).&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Vou fazer o quê? Descobrir defeitos no texto de Otavio porque um articulista seu decide me atacar de modo boçal, rasteiro? Arrepender-me? Ah, não! Esse não sou eu. O mundo em que vivo é feito de outras qualidades. Que eu saiba, Otavio prepara um novo livro, que aguardo com muito boa expectativa&lt;font size="6"&gt;.&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;font size="2"&gt;Um desrespeito amplo, quase uma proposta de suborno, como se a lisonja ajudasse a calar críticas contra o Blog, que começavam a aflorar de colunistas da &amp;quot;Folha&amp;quot;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;font size="2"&gt;Tudo isso no site da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, como parte do seu conteúdo editorial. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Sobre esses círculos de adulação, capaz de chocar qualquer pessoa com um mínimo de caráter ou pudor, escreverei em outro capítulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Interessa, neste momento, a resposta de Sabino, o autor de &amp;ldquo;O Antinarciso&amp;rdquo;, o escritor que, segundo Scliar, se opunha &lt;br /&gt;&amp;ldquo;à tentação que assalta muitos escritores contemporâneos &amp;ndash; de girar em torno ao próprio umbigo, de fazer do pronome &amp;quot;eu&amp;quot; a palavra mais importante da literatura&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Reinaldo, caro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o risco de parecer cabotino, o fato é que sou um autor bem-sucedido. Tenho dois livros publicados, o romance O Dia Em Que Matei Meu Pai, de 2004, e um de contos, O Antinarciso, de 2005. Antes de lançar o romance, mostrei-o a Raduan Nassar, que deu duas sugestões &amp;mdash; acatadas &amp;mdash; e me fez elogios. Disse que eu era um narrador &amp;quot;brilhante&amp;quot;, adjetivo do qual, vindo de quem veio, muito me orgulho. Poucas pessoas têm conhecimento disso. Só o revelo agora por causa dos insultos que ando recebendo. O livro vendeu, no Brasil, cerca de 4 500 exemplares, uma marca, como você sabe, acima da média nacional. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Não precisei mendigar críticas positivas, ao contrário do que espalham os inimigos de VEJA. &lt;/span&gt;Ele foi elogiado na Folha, no Estado, no Globo, na Bravo! e outras publicações especializadas, como o jornal Rascunho, de Curitiba. Até a revista Época, concorrente de VEJA, brindou-me com uma resenha elogiosa, escrita por Luís Antonio Giron&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Até os menos argutos perceberam a esperteza de atribuir as revelações aos &amp;quot;inimigos de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;&amp;quot;. Era apenas uma tentativa canhestra de se esconder atrás da blindagem. Quando se valeu do cargo para benefício pessoal, seguramente Sabino não estava defendendo os interesses de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Até hoje, aliás, Giron lamenta seu momento de simpatia pelo livro. Fez o elogio, foi alvo de um ataque baixo da revista. Depois, seu nome foi utilizado para avalizar o algoz. Sobre o fato do livro ter sido resenhado por um subordinado que, na seqüência, foi promovido, a explicação de Sabino era de um simplismo atroz:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;O livro recebeu uma bela resenha em VEJA, escrita por Carlos Graieb, um profissional honrado, tradutor de Emerson e ex-editor de Opinião do Estadão. O livro foi passado a Graieb pelo diretor de redação, Euripedes Alcântara. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;O que sei é que Carlos Graieb leu e gostou. Ele foi promovido depois? Foi, mas não por causa da resenha positiva, como afirmou um detrator da revista&lt;/span&gt;. A promoção já estava acertada muito antes de eu publicar o meu livro. Seu desempenho extraordinário como editor de Artes e Espetáculos justificou a ascensão. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);"&gt;VEJA chegou ao posto de quarta revista semanal do mundo porque, em sua redação, vigora a meritocracia, não o compadrio&lt;/span&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Sabino prosseguia o inacreditável libelo do &amp;ldquo;antinarciso&amp;rdquo;, explicando o sucesso do seu romance:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;O romance está fazendo uma carreira internacional, se me permite o adjetivo, estupenda. Já foi publicado em Portugal e Itália&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt; . &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;ldquo;O Antinarciso&amp;rdquo; fez carreira mais modesta. Culpa de quem? Dos petistas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;O Antinarciso foi finalista, ainda, do Prêmio Portugal Telecom em 2006. Apesar de chegar à final, houve boicote dos jurados. Como sei? Um deles, do qual declino o nome por razões óbvias, contou à editora Record que boa parte dos jurados, petistas ou simpatizantes havia concluído que &amp;quot;para alguém da direita, o Sabino já havia ido longe demais. Um editor da VEJA não pode ganhar o prêmio&amp;quot;. Obviamente, não compareci à entrega. Sou péssimo ator. Tudo bem, não ligo para o boicote, mas é um desaforo me acusarem de manipulador. Quem manipula são eles&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Se entrar no site da Amazon e clicar &amp;quot;Luís Nassif&amp;quot;, aparecerão o CD &amp;quot;Roda de Choro&amp;quot;, relançado alguns anos atrás, e meus livros &amp;quot;O Menino de São Benedito&amp;quot; e &amp;quot;Os Cabeças de Planilha&amp;quot;. Não ousaria dizer que nenhum deles foi sucesso internacional, nem mesmo nacional, apesar do primeiro ter sido finalista da categoria Conto/Crônica, do Prêmio Jabuti. Hoje em dia, provavelmente está fora de catálogo, mas continua aparecendo na Amazon. Não é prova de qualidade, mas comprovação de que a Amazon oferece todo tipo de livros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Se clicar o nome de Mario Sabino, aparecerão três menções: uma ópera de Verdi (que nada tem a ver com ele), uma pornochanchada (presumo que não), e seu livro &amp;quot;O Antinarciso&amp;quot;, edição brasileira. Nenhuma obra em outra língua.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Sobre a manipulação da lista de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, Sabino envereda por um contorcionismo extravagante:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;Quanto aos livros que, naquele momento, passaram a ser considerados &amp;quot;não-ficção&amp;quot;, qualquer pessoa alfabetizada que os abrir verificará que fizemos o certo. Aliás, é comum que as livrarias forneçam à imprensa listas em que trocam os livros de categoria, como sabem os profissionais encarregados de fazer as tabulações nos jornais e nas revistas. Esses ajustes, pelo menos em VEJA, são freqüentes. Se não me engano, meu romance, na ocasião em que foi lançado, vendeu, na primeira e segunda semanas, 300 e 250 livros, respectivamente. Foi o bastante para pegar o último lugar na lista de ficção, numa única semana. Convenhamos que, como manipulador, sou um desastre.&lt;font size="6"&gt;&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Foi um desastre como autor. A manipulação ocorreu, ocorreram os favores de amigos, o acordo com a Record que garantiu campanha de outdoor nas ruas. E nem assim o livro emplacou.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Duas coisas chamavam a atenção. Uma, a falta de limites em colocar seu cargo a serviço de seus interesses pessoais, inclusive comprometendo uma das instituições de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, a lista dos &amp;quot;Mais Vendidos&amp;quot;. Mas isso é problema de Roberto Civita.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A segunda, o fato de Sabino julgar que o nível raso de seus argumentos poderia convencer qualquer leitor medianamente informado de que não houve manipulação. &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;Como explicar que esse nível primário de argumentação, em um texto quase tatibitate, pudesse ser de um &amp;quot;jornalista &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;brilhante &amp;mdash; nem quem eventualmente o detesta lhe nega isso&amp;quot;, nos dizeres de seu subordinado, Azevedo?&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Tudo isso passou incólume no jornalismo impresso por que, a esta altura, a imprensa estava contaminada por um fenômeno que, na França, foi batizado de &amp;quot;Os novos cães de guarda&amp;quot;: a montagem de grupos de auto-promoção, com um exercício tão ostensivo de agressividade gratuita (contra os de fora) e de lisonja (para os poderosos), de auto-promoção escandalosa, que amordaçava a mídia. Mas era impossível passar despercebido dos formadores de opinião, aqueles cujo consenso, a médio prazo, ajuda a consagrar ou a tirar a credibilidade de publicações.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: left;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esse processo de compadrio, de colocar a revista a serviço da promoção pessoal, a linguagem chula, os ataques gratuitos, marcas do estilo Sabino, trouxeram mais desgaste à &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;do que as coberturas estranhas de negócios empresariais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: left;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas isso será tema para o próximo capítulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Feb 2008 21:28:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Lula é meu álibi</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6635</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Por várias razões, a coluna de Diogo Mainardi, na última edição de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, é exemplar para uma análise de caso, sobre a manipulação das notícias para propósitos de disputas empresariais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Consiste em juntar um conjunto de informações detalhadas (número de contas, de cheques, valores) e compor uma salada, muitas vezes sem lógica, confiando na falta de discernimento dos leitores. Compensa-se a falta de lógica com excesso de detalhes. Depois, se confia que a complexidade do tema impedirá que as afirmações sejam conferidas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A coluna falava do inquérito que corre na Itália sobre operações fraudulentas da Telecom Itália. Mainardi alegou ter informações reservadas do inquérito. Não as divulgou. Limitou-se a acenar com ameaças a jornalistas que ousassem criticá-lo. Blefou para chantagear.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O centro de suas acusações eram US$ 100 mil recebidos pelo advogado Marcelo Elias &amp;ndash; que derrotou Daniel Dantas em um caso rumoroso na corte inglesa. Segundo Mainardi, esses US$ 100 mil teriam sido pagos a Elias, para que distribuísse entre autoridades e jornalistas brasileiros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O primeiro furo foi a tentativa de atribuir o dossiê a fontes italianas. Conforme você conferiu no capítulo anterior, o bookmark deixava claro que era uma fonte brasileira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O segundo engôdo foi o álibi para a publicação da coluna. A única justificativa para publicar uma notícia é quando há um fato novo. Mainardi apresentou o dossiê como algo inédito, recém-chegado da Itália. Era notícia requentada. No dia &lt;strong&gt;11 de outubro de 2006&lt;/strong&gt;, na coluna &amp;ldquo;Notícias da Itália&amp;rdquo; Mainardi já havia se referido a esses fatos (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/111006/mainardi.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/MainariItalia1.jpg/MainariItalia1-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="188" style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/MainariItalia1.jpg/MainariItalia1-large.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Nessa coluna, um dos parágrafos chamava atenção:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;A Business Security Agency era administrada por Marco Bernardini, consultor da Pirelli e da Telecom Italia. Ele entregou todos os seus documentos bancários à magistratura italiana. Há uma série de pagamentos em favor do advogado Marcelo Ellias: 50.000 dólares em 13 de julho de 2005, 200.000 em 5 de janeiro de 2006, 50.000 em 2 de fevereiro de 2006. De acordo com Angelo Jannone, outro funcionário da Telecom Italia, Marcelo Ellias era o canal usado pela empresa para pagar Luiz Roberto Demarco, aliado da Telecom Italia na batalha contra Daniel Dantas, e parceiro dos petistas que controlavam os fundos de pensão estatais&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Os tais US$ 100 mil já tinham sido mencionados ali.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No final da coluna, a mesma esperteza de sempre: incluir Lula de alguma maneira, no estilo &amp;quot;prego sobre vinil&amp;quot;, para criar o álibi político:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="texto"&gt;A revista Panorama reconstruiu também  um caso denunciado por VEJA: aqueles 3,2 milhões de reais em dinheiro vivo  retirados da Telecom Italia em nome de Naji Nahas. Um dos encarregados pelo pagamento  conta agora que o dinheiro foi entregue a deputados da base do governo, do PL,  membros da Comissão de Ciência e Tecnologia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="texto"&gt;Lula se orgulha de seu prestígio internacional. Orgulha-se a ponto de roubar  aplausos dirigidos ao secretário-geral da ONU. O caso da Telecom Italia  permite dizer que o lulismo realmente ganhou o mundo. Em sua forma mais autêntica:  o dinheiro sujo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Há um vendaval de dinheiro jorrando por várias fontes, da Telecom Itália antes do acordo com Dantas; da Telecom Itália depois do acordo com Dantas; das empresas de telefonia quando controladas por Dantas; das agencias SMPB e DNA, de Marcos Valério, muito dinheiro jorrando de Nagi Nahas. Dinheiro entrando para parlamentares, para políticos petistas e de outros partidos. E para jornalistas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No acordo celebrado com&amp;nbsp; Tronchetti Provera, por exemplo, Dantas recebeu 50 milhões de euros; Nahas, outros 25 milhões. O dinheiro foi pago a Najas de 2002 a 2006 &amp;ndash; 7,2 milhões de euros em 2002, 11,3 milhões em 2003, 6,2 milhões em 2005 e 750 mil em 2006 (página 14 do documento). Provera e Dantas tornam-se aliados justamente em 2005, quando é retomado o pagamento a Nahas (depois de interrompido em 2004). Ou seja, toda atuação de Nahas, a partir de então, é feita obedecendo ao pacto Dantas-Provera.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;14 de novembro de 2007&lt;/strong&gt;, limita-se a dizer que a maior parte do dinheiro foi pago a Nahas entre 2002 e 2003 (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/141107/p_090.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;), modo esperto de ocultar que uma boa fatia foi entregue em 2005, no auge da disputa, e quando já tinha sido celebrado o pacto Provera-Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em suma, há inúmeros dutos por onde vaza o dinheiro, inúmeros financiadores. Por que a insistência de Mainardi nos US$ 100 mil dólares de Elias e restringir as informações sobre Dantas a meras críticas pontuais, muito mais parecendo manobras de despiste, já que nenhuma trazia informações concretas? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Ora, era sabido que Marcelo Elias era advogado contratado da Telecom Itália. Com ele trabalhavam mais dois advogados, um deles na Inglaterra. Como coordenador das ações, cabia a ele receber o pagamento e remunerar o trabalho da equipe.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Qualquer pessoa com um mínimo de discernimento saberia que, para ações desse tamanho, honorários de US$ 100 mil eram ridículos. Provavelmente Elias ganhou muito mais do que isso apenas como honorários, sem contar o que repassou para os demais advogados, por pagamento de serviço.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Além disso, como especialista em legislação internacional, Elias poderia tranqüilamente receber seu dinheiro em uma offshore, sem ser identificado. Mas preferiu receber em uma empresa registrada, com tudo declarado em seu nome, imposto pago, e registro dos pagamentos feitos para terceiros.&amp;nbsp; Esse tipo de conta &amp;ndash; onde o advogado recebe os pagamentos &amp;ndash; é chamada de &amp;ldquo;client account&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em seu podcast, Mainardi deu o número da conta e o valor recebido como se fosse fruto de uma investigação sigilosa que tinha identificado um crime. E não passava de um registro normal de pagamento de serviços advocatícios, registrado na contabilidade da Telecom Italia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Tome-se o caso de Roberto Mangabeira Unger, que cumpria para Daniel Dantas o mesmo papel que Elias para os adversários de Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Teoricamente, seu trabalho era similar ao de Elias. Cabia a ele coordenar uma equipe de advogados para tratar de um conjunto de ações e pagar os honorários.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Os pagamentos foram efetuados em nome dele e de The International Strategies Group, em uma &amp;quot;client account&amp;quot;. Em 2005 foram US$ 900 mil dólares. Nos anos anteriores, mais US$ 1 milhão. Se juntar tudo, a conta aumenta substancialmente. Parte desse dinheiro era para remunerar advogados da equipe - tal e qual Elias, tudo legalizado, só que em valores muito maiores.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas havia muito mais. Na relação de pagamentos da Brasil Telecom (sob o comando de Dantas) a advogados, contam pagamentos de R$ 8,5 milhões a Antonio Carlos de Almeida Castro, o notório Kakai, advogado de Brasília, com vinculações políticas óbvias. Desse total, R$ 5 milhões foram para uma causa da qual ele não tinha sequer procuração. O advogado Roberto Teixeira recebeu&amp;nbsp; quase R$ 1 milhão; R$ 1 milhão para Oliveira Lima, atual advogado de José Dirceu.&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Tudo isso sem contar quantias elevadas colocadas em assessorias de imprensa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Só a FSB, assessoria de imprensa, tinha quatro contratos, um de R$ 30 mil mensais; outro de R$ 400 mil por ano, no total quase R$ 1 milhão, sem nenhuma evidência de serviço prestado. Muitas e muitas assessorias receberam somas milionárias muito mais do que os honorários normais de mercado. Para onde ía esse dinheiro?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esses dados constam de processos na Justiça, em que a Brasil Telecom pede ressarcimento dos valores pagos. Na ação sobre gastos com assessorias de imprensa, lê-se:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/FSB.jpg/FSB-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="261" style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/FSB.jpg/FSB-large.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/FSB2.jpg/FSB2-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="119" style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/FSB2.jpg/FSB2-large.jpg" alt="" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both; font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/FSB3.jpg/FSB3-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="144" style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/FSB3.jpg/FSB3-large.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt; Eurípedes e Mainardi poderiam alegar desconhecimento sobre esses universo de relações com advogados e jornalistas? Poderiam, em tese.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;contece que, depois da primeira coluna de Mainardi, em 2006, o advogado Elias encaminhou carta protocolada a Eurípedes dando-lhe ciência de todos os honorários pagos pela Brasil Telecom (sob a gestão Dantas) a esses advogados.&lt;/span&gt; A desproporção de valores era enorme, em relação aos tais US$ 100 mil que teriam sido utilizados para corromper políticos e jornalistas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;De &lt;strong&gt;9 de outubro de 2006&lt;/strong&gt;, a carta de Elias trazia todos esses dados, com profusão de detalhes. Mostrava os honorários pagos a Oliveira Lima, Kakai, Nélio Machado, Wilson Mirza, Torjal, Teixeira, Ferreira Serrano &amp;amp; Renault (&lt;a href="http://www.projetobr.com.br/c/document_library/get_file?folderId=200&amp;amp;name=DLFE-289.pdf"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Se a guerra de Mainardi era contra Lula, por que razão não divulgou esses nomes? Porque, na outra ponta, apareceria Daniel Dantas.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não era possível mais o álibi da ignorância ou a síndrome do &amp;ldquo;boimate&amp;rdquo; &amp;ndash; de supor que US$ 100 mil são suficientes para comprar a República.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O compromisso do jornalista é com os fatos. Os fatos foram colocados em suas mãos, em carta protocolada. O diretor de redação e seu colunista esconderam a carta embaixo do tapete e continuaram repetindo as mesmas afirmações (desmentidas). E Eurípedes garantindo a Roberto Civita que todas as afirmações eram fundamentadas. Era muita coisa para que Roberto Civita pudesse alegar desconhecimento.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;E ambos usando dados falsos para intimidar jornalistas. A&amp;nbsp; crença era de que, com o pacto de silêncio da mídia em torno do tema, com nenhum veículo se animando a denunciar esse esquema, todos os que fossem atacados ficariam intimidados pela falta de espaço para se defender.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não se deram conta do fenômeno da Internet.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4"&gt;Sinais de fraude&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No domingo, quando publiquei o Capítulo sobre esse suspeito dossiê italiano, cujo link estava na coluna de Mainardi, alguns leitores fizeram o download, analisaram o documento e ajudaram a reforçar&amp;nbsp; as suspeitas de fraude. A primeira análise foi do leitor João Alcântara, que se apresentou como juiz de direito aposentado:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;1)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O documento não tem começo nem final. O documento tem duas numerações. Uma, aparentemente a numeração oficial do inquérito. Outra, uma numeração específica do documento. Por exemplo, a primeira página tem o número 1 (que é do dossiê entregue a Mainardi) e o número 136 (que provavelmente é do inquérito da polícia italiana). Significa que foram escondidas as 135 primeiras páginas do inquérito original. O que continham?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;2)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A diferença da numeração no inicio do arquivo é de 135 paginas. Já no final é de 140, indicando que foram suprimidas 5 paginas, sem motivo algum. Entre a penúltima e a última página estão faltando a 317 e 318.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;3)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois, a numeração do documento vai até a página 75 (que corresponde à página 210 do documento original). A partir daí, acaba a numeração original. É um claro sinal de que alguma coisa, que não interessava, foi suprimida do documento original.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;4)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É só conferir a página 97 do documento. Começa a falar de Motta Veiga (o principal contato de Dantas com a mídia) e, de repente, acaba.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Há indícios fortes de que Mainardi divulgou intencionalmente uma fraude.&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="4"&gt;Orquestração&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não apenas Janaína, mas outros membros da rede se incorporaram à trama. A orquestração era clara.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;11 de outubro de 2006&lt;/strong&gt;, Diogo Mainardi publicava a coluna &amp;quot;&lt;span class="texto"&gt;Notícias da Itália&amp;quot;, com o seguinte intertítulo (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/111006/mainardi.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_133x8mk29dj"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;):&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;O  caso estourou duas semanas atrás. Os promotores&lt;/em&gt; &lt;em&gt;públicos  milaneses descobriram que a Telecom Italia tinha um esquema de&lt;/em&gt;&lt;em&gt; pagamentos ilegais &lt;/em&gt; &lt;em&gt;a autoridades&lt;/em&gt; &lt;em&gt;brasileiras. O lulismo realmente ganhou o mundo. Em sua forma mais &lt;/em&gt;  &lt;em&gt;autêntica:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;o dinheiro sujo&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição da &amp;quot;IstoÉ Dinheiro&amp;quot; de &lt;strong&gt;4 de outubro de 2006&lt;/strong&gt; (da mesma semana), o enviado especial a Milão, Leonardo Attuch, bateu na mesma tecla (&lt;a href="http://brdterra.com.br/istoedinheiro/472/economia/caso_kroll.htm"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Caso Kroll: foi armação? Investigação na Itália aponta que políticos e policiais podem ter recebido dinheiro para deflagrar ação contra o grupo Opportunity&amp;quot;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A única diferença é que, para disfarçar sua atuação, Mainardi sempre trata de incluir Lula na história. Poderia lançar um segundo livro, &amp;quot;Lula, Meu Álibi&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Attuch nunca teve esses cuidados. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Hoje em dia, Janaína não mais trabalha na &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;. Os demais jornalistas e parajornalista continuam atuantes em seus respectivos órgãos de imprensa.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esse modelo de articulação advogados-jornalistas ocorreu em todo esse período e continua a ocorrer, mas com novos personagens se incorporando ao círculo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Como o capítulo está longo, deixaremos os detalhes para o próximo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uma dúvida fica no ar. Com todo a movimentação em cima do tema, com a série provocando repercussões no meio jornalístico, empresarial e na própria Abril, por que Mainardi insistiu no assunto, com a sutileza de um &amp;quot;prego sobre vinil&amp;quot;? Tenho hipóteses. A resposta quem tem é ele - e suas fontes.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Feb 2008 21:26:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O dossiê falso</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6633</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A parceria de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; com Daniel Dantas prosseguiu no decorrer de 2006. Várias matérias, dossiês, especialmente os mais improváveis, pareciam terem sido fornecidos pelo banqueiro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Na edição de &lt;strong&gt;17 de maio de 2006&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; fez sua aposta mais ousada.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O diretor Eurípedes Alcântara recebeu um dossiê de Dantas, sobre presumíveis contas &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;de altas autoridades do governo&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt; no exterior. O mesmo dossiê foi encaminhado a outro membro do &lt;strong&gt;quarteto de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, Diogo Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A tarefa de ir atrás das pistas do dossiê coube a Márcio Aith, o mesmo jornalista que cobrira o caso do dossiê da Kroll para a &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Até então, Aith construíra uma sólida reputação de jornalista investigativo. Passou pela &amp;ldquo;Gazeta Mercantil&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;, tinha conhecimentos sobre mercado, balanços, economia, e caminhava para se transformar em um dos grandes repórteres da sua geração.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Saiu a campo e, em pouco tempo, constatou que o dossiê era uma falsificação. Tinha tudo para uma reportagem memorável.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O levantamento tinha sido feito por Frank Holder, ex-agente da CIA especializado em América Latina que, depois, largou o serviço secreto e montou uma firma de investigação &amp;ndash; a Holder Associates &amp;ndash; posteriormente adquirida pela Kroll.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Aith foi atrás de Holder na Suíça. Ouviu sua versão de que a lista tinha sido obtida no curso da investigação italiana sobre a parte brasileira dos escândalos da Parmalat. O repórter foi atrás de autoridades policiais de Milão &amp;ndash; que investigavam o caso Parmalat &amp;ndash; que afirmaram desconhecer a informação.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Holder, então, mudou a versão e informou que o dossiê tinha sido levantado pelo argentino José Luiz Manzano, ex-ministro e, segundo Aith, um dos símbolos da corrupção do governo Menen.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Aith foi atrás de Manzano que confirmou o dossiê e incumbiu assessores de passar mais dados. O material entregue apresentava inúmeras inconsistências. Estava configurado um novo dossiê Cayman.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Aith tinha conseguido juntar informações suficientes para lhe garantir a reportagem da sua vida, um quase certo Prêmio Esso de Reportagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Há um princípio básico de jornalismo: quando está configurado que a fonte tentou enganar o jornalista, é obrigação do jornalista denunciá-la. Eurípedes resistiu a divulgar o nome de Dantas. Houve discussão interna. Não havia como fugir do levantamento de Aith mas, por outro lado, Eurípedes queria defender o aliado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Aith cedeu. De um lado, admitia-se que a fonte era Dantas. Mas foram tais e tantas as tentativas de salvar a cara do banqueiro, que a matéria transformou-se em um pterodáctilo, um bicho disforme e mal acabado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O &amp;quot;prego sobre vinil&amp;quot; era claro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Aith cometeu o erro de sua vida, concordando em assinar a matéria. Ganhou um boxe especial, cheio de elogios, e a primeira mancha grave na sua até então impecável folha de serviços jornalísticos. &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; não se limitava a apenas a &amp;ldquo;assassinatos de reputação&amp;rdquo; de terceiros, mas a destruir a reputação dos seus próprios jornalistas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Começava pela capa. A chamada não mencionava dossiê falso. Pelo contrario, apresentava a falsificação como se fosse algo real:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Daniel Dantas: o banqueiro-bomba. O seu arsenal tem até o numero da suposta conta de Lula no exterior&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="../../../../../image/image_gallery?img_id=198" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none ;" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=198" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;nbsp;A matéria não tinha pé nem cabeça. As investigações de Aith já tinham confirmado tratar-se de uma falsificação preparada por Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas o &amp;ldquo;lead&amp;rdquo; da matéria falava o contrario:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;O banqueiro Daniel Dantas está prestes a abrir um capítulo explosivo na investigação sobre os métodos da &amp;quot;organização criminosa&amp;quot; que se instalou no governo e o estrago causado por ela ao país&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O primeiro parágrafo inteiro, em vez de realçar o furo de Aith&amp;nbsp; &amp;ndash; a descoberta de que era um dossiê falso &amp;ndash; dizia que:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Na sessão, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) revelou o teor de um documento no qual o banco Opportunity, controlado por Dantas, diz ter sofrido perseguição do governo Lula por rejeitar pedidos de propina de &amp;quot;dezenas de milhões de dólares&amp;quot; feitos por petistas em 2002 e 2003. A carta, escrita por advogados de Dantas e entregue à Justiça de Nova York, onde o banqueiro é processado pelo Citigroup por fraude e negligência, é só o começo de uma novela que, a julgar pela biografia de Dantas, não se resume a uma simples tentativa frustrada de achaque&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Prosseguia a matéria:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Para defender-se das pressões que garante ter sofrido do PT nos últimos três anos e meio, Dantas acumulou toda sorte de informações que pôde coletar sobre seus algozes. A mais explosiva é uma relação de cardeais petistas que manteriam dinheiro escondido em paraísos fiscais&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ia mais longe:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;&lt;em&gt;Além disso, Dantas compilou metodicamente não só os pedidos de propina como também as contratações e os pagamentos efetivamente feitos para tentar aplacar as investidas do atual governo sobre seus interesses. Se pelo menos uma parte desse material for verdadeira, o governo Lula estará a caminho da desintegração&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Esse tipo de menção ao poder terrível do banqueiro era um convite ao achaque. Na mesma matéria, &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; justificava a publicação do dossiê como forma de prevenir achaques:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&amp;quot;&lt;em&gt;Ao mesmo tempo,   isso (a publicação do dossiê) impedirá que o banqueiro do Opportunity venha a utilizar   os dados como instrumento de chantagem em que o maior prejudicado,   ao final, seriam o país e suas instituições&lt;/em&gt;&amp;quot;.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A conclusão final era risível:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;&lt;em&gt;Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Só então entrava na reportagem o conteúdo apurado por Aith.&amp;nbsp; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;A entrevista armada&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Pior: em uma matéria em que Dantas era desmascarado como autor de documentos comprovadamente falsos, Eurípedes colocou um membro do quarteto ligado a Dantas &amp;ndash; Diogo Mainardi &amp;ndash; para permitir ao próprio banqueiro fazer sua defesa (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/170506/mainardi.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Não era uma entrevista normal. Sua leitura induzia qualquer leitor atento a suspeitar que as perguntas foram formuladas por quem respondeu. Não se deram sequer ao trabalho de utilizar o padrão de formatação da revista para entrevistas ping-pong. É como se Mainardi tivesse ido até Dantas, recebido o questionário preparado pelo advogado, remetido para a revista, que o publicou na íntegra. Nem edição houve.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Cada pergunta levantava uma bola para o banqueiro bater em sua tecla de defesa: a de que seus problemas eram decorrentes de perseguição política &amp;ndash; na mesma mat��ria em que se demonstrava que ele próprio recorria a dossiês falsos para achaques.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O nível do ping pong era da seguinte ordem:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;POR QUE O GOVERNO QUERIA TIRAR O OPPORTUNITY DO COMANDO DA BRASIL TELECOM?&lt;br /&gt;Porque havia um acordo entre o PT e a Telemar para tomar os ativos da telecomunicação, em troca de dinheiro de campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TELEMAR ACABOU COMPRANDO A EMPRESA DO LULINHA. POR QUE VOCÊS TAMBÉM NEGOCIARAM COM ELE? ERA UM AGRADO AO PRESIDENTE LULA?&lt;br /&gt;Nós procuramos de todas as maneiras diminuir a hostilidade do governo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O EX-PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL CÁSSIO CASSEB DISSE AO CITIBANK QUE LULA ODEIA VOCÊ.&lt;br /&gt;Casseb disse também que ou a gente entregava o controle da companhia ou o governo iria passar por cima.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A entrevista, na qual provavelmente a única participação de Mainardi foi a assinatura, terminava apresentando&lt;/font&gt; &lt;font size="2"&gt;Dantas como vitima de achacadores, e não como quem tinha acabado de produzir um dossiê falso, com o claro intuito de achacar:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Agora releia a entrevista. Mas sabendo o seguinte: Daniel Dantas cedeu aos achacadores petistas. Ele e muitos outros&amp;quot;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Pelas informações que correram na época, o máximo que Aith conseguiu, como contrapartida ao fato de ter concordado em assinar aquele texto, foi uma matéria na edição seguinte, contando em detalhes como o dossiê chegou à revista: entregue pelo próprio Dantas ao diretor Eurípedes Alcântara (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/240506/p_050.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&amp;nbsp; Eurípedes só cedeu à segunda matéria porque percebeu que a falta de limites o colocara na zona cinzenta que separa a legalidade da ilegalidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;De nada adiantou o escândalo, de nada adiantou saber da capacidade do banqueiro em inventar dossiês. A mídia estava completamente anestesiada. Mesmo com o absurdo dessa matéria, &lt;strong&gt;o quarteto de Veja&lt;/strong&gt; continuou com autorização para matar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;As referências a informações e dossiês de Dantas, ao seu poder ameaçador, passaram a ser freqüentes nas notas de Lauro Jardim e Mainardi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A ponto de, na semana passada, em seu podcast no site da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, Mainardi continuar acenando com dossiês italianos para chantagear críticos. Minha série sobre a &lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;estava ainda nos primeiros capítulos, mas já estava claro que Mainardi seria um dos próximos personagens. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;7 de fevereiro passado&lt;/strong&gt;, coloquei o seguinte post em meu blog:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 13px;" id="mensagemPost"&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Do último podcast de Diogo Mainardi:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/audios/060208.mp3"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para ouvir. Ele me relaciona entre os jornalistas &amp;quot;quintacolunistas&amp;quot; e enfatiza por duas vezes a palavra &amp;quot;dinheiro vivo&amp;quot; para se referir às malas de dinheiro da Telecom Itália.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;No final do podcast, manda um aviso:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Da próxima vez, antes de reclamar de mim, lembre-se: teimo em falar sobre o caso Telecom Itália porque ele pode revelar não apenas o destino das malas sujas de dólares, como o jogo sujo de sua escolta de jornalistas&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse mesmo recado aparece com destaque na chamada do podcast, no portal da Veja.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img align="left" alt="" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=190" style="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Houaiss descreve assim a palavra chantagem:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;pressão exercida sobre alguém para obter dinheiro ou favores mediante ameaças de revelação de fatos criminosos ou escandalosos (verídicos ou não)&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do lado de outros grandes veículos, silêncio, complacência, aceitação conformada do estupro semanal a que o jornalismo está sendo submetido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Próximo Capítulo: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/opost-itdemainardi" style="font-family: georgia;"&gt;O post-it de Mainardi&lt;/a&gt;&lt;/font&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Feb 2008 21:24:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O post-it de Mainardi</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6634</link>
      <description>&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Terminei o capítulo anterior narrando a&amp;nbsp; tentativa de chantagem de Diogo Mainardi, em seu podcast semanal na &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;. Nele, o colunista afirmava dispor de informações que comprometeriam jornalistas, mas não as divulgava. Apenas ameaçava quem se metesse com ele.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na semana seguinte (atual edição da revista), Mainardi avançaria alguns pontos em sua chantagem Na quinta, em novo podcast que reiterava as ameaças. Ora, se possuía as informações, por que não as divulgava?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Três pontos chamavam a atenção:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Ponto 1&lt;/strong&gt; - Dizia que graças ao fato de ter morado na Itália tinha muitas fontes italianas. &amp;ldquo;Meus sete informantes italianos continuam a me mandar documentos referentes ao processo por espionagem contra a Telecom Italia, conduzido pelo Procurador da República Fabio Napoleone&amp;rdquo;. Informação falsa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="../../../../../image/image_gallery?img_id=205" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="233" style="border: 0pt none ;" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=205" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Para ouvir, &lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Um pequeno detalhe liquidava com sua versão: o post-it do arquivo PDF (chamado de bookmark, anotação que se coloca na barra do documento).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;122 - Grampos: De Marco e Angra Partners&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Postit.jpg/Postit-full;init:.jpg" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img width="420" height="55" style="border: 0pt none ;" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Postit.jpg/Postit-large.jpg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Como se sabe, o arquivo PDF pode ser&amp;nbsp;editado, mas as alterações ficam registradas. No caso do relatório, alguém pegou partes do inquérito (que é sigiloso), scaneou e imprimiu.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Fez mais. Anotou os comentários dos principais trechos com a ferramenta. Depois, eliminou todos os bookmarks, mas esqueceu um: aquele que indicava, na página 122, &amp;quot;Grampos - De Marco e Angra Partners&amp;quot;, no mais puro português do Brasil. Nas &amp;quot;Propriedades do Documento&amp;quot; havia as informações de que ele fora criado em 21 de janeiro de 2008 e modificado em 22 de janeiro - antes da data que Mainardi informava tê-lo recebido.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;É evidente que não era nenhuma das &amp;quot;sete fontes italianas&amp;quot; que enviara a documentação para Mainardi, mas uma fonte brasileira. Por que a insistência em mentir sobre a origem da fonte?&lt;/span&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Por que todas as indicações são de que sua fonte é Daniel Dantas - o mesmo Dantas que, quando foi desmascarado o dossiê falso sobre as contas fantasmas, Mainardi foi incumbido de acudir (&lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Pior: os grampos eram em cima de adversários de Dantas. Logo, as vítimas eram os adversários de Dantas, não o banqueiro.&amp;nbsp;Quem encaminhou o arquivo para Mainardi deixou escapar não apenas o post-it como a informação. Mainardi obviamente nem leu o cartapácio: limitou-se a se deixar cavalgar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(O arquivo pode ser encontrado no seguinte link, indicado na coluna dele, na última &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: verdana;"&gt;Veja&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.divshare.com/download/3785247-d05" style="font-family: verdana;"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;). Para evitar alguma mudança no documento original, baixei o arquivo e o coloquei em outro endereço (&lt;/span&gt;&lt;a href="../../../../../c/document_library/get_file?folderId=200&amp;amp;name=DLFE-266.pdf" style="font-family: verdana;"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;).)&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Ponto 2&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;&amp;ldquo;Assim que os documentos chegam aqui em casa, eu os encaminho à magistratura brasileira.. Se o Brasil tem uma saída, só pode ser através das leis&amp;rdquo;&lt;/em&gt;. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;A troco de que um jornalista ou para-jornalista recebe informações e, em vez de divulgá-las, as encaminha ao judiciário? Isso é papel de advogado&lt;/span&gt;&lt;strong style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Tenho algumas hipóteses que analisarei no próximo capítulo&lt;/span&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Ponto 3&lt;/strong&gt; -&amp;nbsp; Mencionava o fato do empresário Luiz Roberto Demarco ter recebido US$ 1 milhão. E dava detalhes da conta que mantinha em Miami, em nome de um sócio, e que teria recebido US$ 100 mil.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Lembrava as relações de Demarco com fundos e imprensa. Sugere, obviamente, que parte desse dinheiro veio para a imprensa. Mas não ousava uma acusação, nomes, detalhes, nada. Também será analisado no próximo capítulo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Finalmente, dizia que o nome do Presidente da República tinha sido mencionado no inquérito.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Guarde essas informações, por enquanto. Para melhor facilitar o entendimento, antes de avançar na análise vamos a uma pequena coleção de episódios jornalísticos, para explicar didaticamente - como estudo de caso - como ocorre a manipulação da notícia no mundo das disputas jurídico-empresariais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;Imprensa e Judiciário&lt;/h3&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Um dos pontos principais do manual de guerrilha nas disputas corporativas, é o uso das notícias como ferramenta auxiliar &amp;ndash; seja para &amp;ldquo;assassinar reputações&amp;rdquo; ou &amp;quot;plantar&amp;quot; matérias para influenciar (ou fornecer álibis) para as sentenças dos juízes.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4&gt;Episódio 1: o caso Lauro Jardim&lt;/h4&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Em &lt;strong&gt;agosto de 2000&lt;/strong&gt;, por exemplo, os advogados dos fundos de pensão, liderados pelo ex-presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) Francisco da Costa e Silva, conseguiram realizar uma Assembléia Geral Extraordinária (AGE) do CVC-Opportunity &amp;ndash; o fundo que controlava a Brasil Telecom. Foi a primeira vez que isso ocorreu, apesar de parte relevante do capital do CVC ser dos fundos.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Com o controle da AGE, os fundos indicaram o advogado Fernando Albino para presidi-la. Albino autorizou que Costa e Silva retirasse as atas e documentos do CVC, para que pudesse xeroca-los. No dia seguinte, os documentos foram devolvidos, tudo de acordo com a lei e com as decisões da AGE.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A resposta de Dantas foi imediata, através da revista &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color="#000000"&gt;&lt;font size="3"&gt;Trombadas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;   e trombadinhas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color="#000000"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#000000"&gt;   São cada vez menos elegantes as ações de   certos advogados em defesa de seus clientes. Na semana passada,   depois de uma tensa reunião entre os fundos de pensão   e o banco Opportunity &amp;ndash; que andam se estapeando em público   há meses &amp;ndash;, Francisco da Costa e Silva, advogado da Previ   e ex-presidente da CVM, surrupiou a ata do encontro e se mandou.   Supõe-se que ele saiba que o que fez é proibido   pela legislação.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A nota saiu na edição de &lt;strong&gt;16 de agosto de 2000&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/160800/radar.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). Seção: Radar. Colunista: Lauro Jardim, o mesmo jornalista que aproximou o &lt;strong&gt;quarteto de Veja&lt;/strong&gt; de Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Costa e Silva precisou enviar e-mail para cada um de seus clientes, para reduzir o estrago provocado pela nota. Mandou uma carta de esclarecimentos para a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; - que não foi publicada.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4&gt;Episódio 2: o caso Attuch-Rocha Mattos&lt;/h4&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Uma segunda manipulação da imprensa consiste na articulação entre diversos jornalistas, para dar foro de verdade a qualquer boato e, com isso, álibi para uma sentença favorável de algum juiz. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Um jornalista divulga o primeiro boato ou notícia, verdadeira ou não, obtida por meios legais ou ilegais. Depois, outros jornalistas cooptados promovem a repercussão, garantindo o álibi para a sentença ou despacho do juiz. Esse modelo foi utilizado várias vezes no decorrer do último ano.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: verdana;"&gt;8 de maio de 2002&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;, despacho do notório juiz João Carlos da Rocha Mattos, da Quarta Vara Criminal de São Paulo para o Delegado Ariovaldo Peixoto dos Anjos, Superintendente da Policia Federal em São Paulo determina o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Senhor superintendente,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Pelo presente, encaminho a Vossa Senhoria, em anexo, matérias veiculadas nas edições 242, de 17.04.2002 e 244, de 01.05.2002, da revista &amp;ldquo;IstoÉ Dinheiro&amp;rdquo;, ambos os episódios (ilegível)&amp;nbsp; o controle (ilegível) das empresas de telefonia celular Telemig Celular e Tele Amazônia,&amp;nbsp; com menção inclusive a altos funcionários do Banco do Brasil e do Fundo de Pensão Previ, decorrentes de gravações de diálogos telefônicos mantidos entre as partes interessadas, envolvendo, em especial,&amp;nbsp; o presidente da empresa canadense TIW, Bruno Ducharme&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Matérias jornalísticas semelhantes às mencionadas foram publicadas em outros órgãos de imprensa e, ao menos em princípio, constitui indício de credibilidade dos graves acontecimentos veiculados nas gravações das conversas telefônicas, se não se sabe se teriam ou não sido obtidas licitamente (...)&amp;quot; (&lt;a href="http://www.divshare.com/download/3807051-322"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria, em questão, era de Leonardo Attuch. Houve repercussão em alguns outros órgãos de mídia, o suficiente para garantir o álibi para o despacho do juiz.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Rocha Mattos tornou-se, anos depois, um dos símbolos máximos da corrupção do Judiciário em São Paulo. Está preso até hoje.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4&gt;Episódio 3: o caso Janaína Leite&lt;/h4&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esse caso é relevante por estar inserido na atual onda midiática de Dantas. Antes de contar, algumas explicações para facilitar o entendimento de atos e respectivas conseqüências.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Primeiro, entenda qual é o objetivo jurídico do Opportunity quando articula sua rede de colaboradores em torno do inquérito sobre a Telecom Itália, que corre na justiça italiana. A partir daí ficará mais fácil compreender os movimentos de Diogo Mainardi e de outros jornalistas que trabalham de forma articulada em torno do tema.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Houve duas investigações sobre Dantas: uma legal, conduzida pelo Ministério Público e pela Policia Federal, com grampos, quebras de sigilo, tudo ao amparo da lei.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Paralelamente, aqui no Brasil, houve investigações da Telecom Itália &amp;ndash; na gestão do cappo Marco Tronchetti Provera, no começo adversário, depois aliado de Dantas. Foram investigações ilegais, criminosas, sem autorização judicial.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;É importante não entender a Telecom Itália como uma empresa com continuidade de ação. A empresa passou por vários controladores nos últimos anos. Todos os episódios relatados se referem à era Provera (que já foi afastado do seu comando), que começou combatendo Dantas e terminou se aliando a ele.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;O que os advogados de Dantas buscam é a chamada &amp;ldquo;contaminação do inquérito&amp;rdquo; &amp;ndash; isto é, trazer para o inquérito da PF o inquérito da Telecom Itália e as vinculações brasileiras. Fazendo isso, Dantas se livra. Qualquer juiz considerará que o inquérito se baseou em práticas ilegais. Daí o termo &amp;ldquo;contaminação&amp;rdquo;: as ilegalidades da Telecom Itália no Brasil (sob Tronchetti Provera) comprometerão os trabalhos legais da Policia Federal e do MP, porque estarão ambos reunidos no mesmo inquérito. E tudo terminará em pizza.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="background-color: rgb(255, 255, 153); font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Insisto: anote bem essas observações, porque ficará mais fácil entender os caminhos que Diogo Mainardi passou a trilhar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No julgamento de &lt;strong&gt;12/12/2006&lt;/strong&gt;, a Segunda Turma do Tribunal Federal Regional da 3a Região, acompanhou o voto da relatora &amp;ndash; desembargadora Cecília Mello &amp;ndash; e exigiu a incorporação do inquérito italiano ao inquérito brasileiro contra o Opportunity.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No seu voto, a relatora sustenta que o argumento dos advogados do Opportunity é que o inquérito da PF teve origem em prova ilícita, gravação de uma conversa entre Ângelo Jannone (chefe dos arapongas italianos) e Tiago Verdial (o português que tinha trabalhado na Kroll).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A desembargadora levou em conta reportagens jornalísticas que, segundo a desembargadora, noticiam &amp;ldquo;fatos gravíssimos&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;As reportagens são de Janaína Leite, da &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo; de São Paulo, repórter que ganhou espaço no jornal no longo período, na grande noite que&amp;nbsp; acompanhou a agonia e falecimento do grande reformador do jornal Otávio Frias de Oliveira.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Até então, a área de telefonia e esses embates corporativos eram cobertos por Elvira Lobato &amp;ndash; de longe a mais preparada e isenta repórter investigativa da área. De repente, o tema passa para a instância de Janaína Leite.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria mencionada pela desembargadora&amp;nbsp; é de&amp;nbsp; &lt;strong&gt;21 de setembro de 2006&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u111160.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;), e diz o seguinte:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;Segundo a &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; apurou junto a pessoas que colaboram nas investigações italianas, não está descartada a possibilidade de ramificações do caso acabarem no Brasil, onde a Telecom Italia participa de duas operadoras: a fixa Brasil Telecom e a móvel TIM Brasil.&lt;/em&gt; &amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Reparem no modelo de atuação:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;1.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A repórter Janaína Leite publica uma matéria dizendo que há probabilidade das investigações sobre a Telecom Itália terem ramificações no Brasil. Diz que a &amp;quot;Folha&amp;quot; apurou.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;2.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com base nessa matéria, os advogados do Opportunity pedem que os inquéritos italianos sejam anexados aos da PF. Com isso conseguiriam &amp;ldquo;contaminar&amp;rdquo; o inquérito brasileiro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;3.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A desembargadora Cecília Mello aprova o pedido, citando como elemento os &amp;ldquo;fatos gravíssimos&amp;rdquo; que constam da matéria de Janaína&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;4.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na semana passada, a Justiça (de Primeira Instância) tomou o depoimento de Rodrigo Andrade, que trabalha para o Opportunity. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Pressionado a revelar seus contatos na imprensa, inclusive sob ameaça de prisão, Rodrigo informou que era Janaína Leite.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não apenas Janaína, mas outros membros da rede se incorporaram à trama. A orquestração era clara.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;11 de outubro de 2006&lt;/strong&gt;, Diogo Mainardi publicava a coluna &amp;quot;&lt;span class="texto"&gt;Notícias da Itália&amp;quot;, com o seguinte intertítulo (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/111006/mainardi.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_133x8mk29dj"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;):&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;O  caso estourou duas semanas atrás. Os promotores&lt;/em&gt; &lt;em&gt;públicos  milaneses descobriram que a Telecom Italia tinha um esquema de&lt;/em&gt;&lt;em&gt; pagamentos ilegais &lt;/em&gt; &lt;em&gt;a autoridades&lt;/em&gt; &lt;em&gt;brasileiras. O lulismo realmente ganhou o mundo. Em sua forma mais &lt;/em&gt;  &lt;em&gt;autêntica:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;o dinheiro sujo&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição da &amp;quot;IstoÉ Dinheiro&amp;quot; de &lt;strong&gt;4 de outubro de 2006&lt;/strong&gt; (da mesma semana), o enviado especial a Milão, Leonardo Attuch, bateu na mesma tecla (&lt;a href="http://brdterra.com.br/istoedinheiro/472/economia/caso_kroll.htm"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Caso Kroll: foi armação? Investigação na Itália aponta que políticos e policiais podem ter recebido dinheiro para deflagrar ação contra o grupo Opportunity&amp;quot;&lt;/em&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A única diferença é que, para disfarçar sua atuação, Mainardi sempre trata de incluir Lula na história. Poderia lançar um segundo livro, &amp;quot;Lula, Meu Álibi&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Attuch nunca teve esses cuidados. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Hoje em dia, Janaína não mais trabalha na &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo;. Os demais jornalistas e parajornalista continuam atuantes em seus respectivos órgãos de imprensa.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Esse modelo de articulação advogados-jornalistas ocorreu em todo esse período e continua a ocorrer, mas com novos personagens se incorporando ao círculo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Como o capítulo está longo, deixaremos os detalhes para o próximo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uma dúvida fica no ar. Com todo a movimentação em cima do tema, com a série provocando repercussões no meio jornalístico, empresarial e na própria Abril, por que Mainardi insistiu no assunto, com a sutileza de um &amp;quot;prego sobre vinil&amp;quot;? Tenho hipóteses. A resposta quem tem é ele - e suas fontes.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Feb 2008 21:24:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>O caso Edson Vidigal</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6632</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O segundo serviço de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; foi a tentativa de &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot; do Ministro Edson Vidigal, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="separator" style="text-align: center; clear: both;"&gt;&lt;a imageanchor="1" href="../../../../../image/image_gallery?img_id=195" style="border: 0pt none ; background-color: transparent; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none ;" src="../../../../../image/image_gallery?img_id=195" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria vinha com uma manchete dúbia: &amp;ldquo;Não pode pairar a dúvida. O presidente do STJ é envolvido em casos que precisam ser esclarecidos&amp;rdquo;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Era uma matéria exemplar para se entender como fabricar um escândalo sem crime. A matéria não enfocava uma suspeita específica. Havia um estoque de fatos relacionados a Vidigal - o que demonstrava, nitidamente, que se tratava de um dossiê especialmente preparado contra ele.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A primeira acusação era um &amp;quot;esquentamento&amp;quot; de fato banal, visando conferir tratamento escandaloso: &lt;/font&gt;a&lt;font size="2"&gt; de que Vidigal viajara para o Chile, para um Congresso patrocinado pela Amil, empresa de seguro saúde, sendo que, na semana anterior, havia liberado um reajuste de 26% para o setor de planos de saúde.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A viagem tinha sido em um final de semana, em um seminário para discutir a legislação chilena para o seguro saúde.&amp;nbsp;A matéria procurava ressaltar aspectos de mordomia:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;O seminário realizou-se em Santiago, no Chile. Foi uma curta temporada regada a bons vinhos daquele país e com todas as mordomias que costumam acompanhar esses rega-bofes&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O &amp;quot;prego sobre vinil&amp;quot; esquentava a matéria com obviedades. É óbvio que qualquer Congresso tem coquetéis e almoços e, sendo no Chile, vinhos chilenos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Pouco importava se o patrocinador não tinha ingerência na programação, ou se um final de semana trabalhando em Santiago de Chile está longe de configurar suborno ou mordomia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Para tornar mais estranha a acusação, não havia a prova do suborno: a matéria informava que, com sua sentença, Vidigal limitara-se a convalidar um parecer da Secretaria de Direito Econômico sobre o tema. Onde a relação, então, entre favor recebido e serviço prestado?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Dizia mais:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;rdquo;Muito provavelmente, o pedido da Amil é justo. Mas, depois da viagem ao Chile, também é justo levantar suspeita sobre o julgamento da liminar.&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Mas, para efeito de levantar a mancha da suspeita, dizia que &amp;ldquo;&lt;em&gt;um observador de fora tem o direito de enxergar no episódio os contornos de improbidade administrativa. O caso deverá ser analisado pelo Conselho Nacional de Justiça, órgão recém-criado com a incumbência de exercer o controle externo do Judiciário&lt;/em&gt;.&amp;rdquo;&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;De fato, a &amp;quot;denúncia&amp;quot; foi feita por uma Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor... mencionando justamente a matéria de &lt;/span&gt;&lt;strong style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Veja&lt;/strong&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Era de um amadorismo constrangedor. &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Como &lt;/span&gt;&lt;strong style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Veja&lt;/strong&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt; poderia saber que haveria uma denúncia baseada na própria reportagem que sequer havia sido publicada?&lt;/span&gt; É evidente&amp;nbsp; que havia uma armação da qual a revista participava. Não se contentava meramente em espalhar notícias falsas sobre os adversários de Dantas, mas em participar diretamente de armações bisonhas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A denúncia nasceu morta. O corregedor Antonio de Pádua Ribeiro rejeitou-a por não estar &amp;quot;consubstanciada infração disciplinar nem violação dos deveres funcionais da magistratura&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A segunda denúncia do dossiê é que o nome de Vidigal aparecera em grampos com membros da quadrilha do argentino Cesar de La Cruz Arrieta. Como eram fitas de um inquérito sigiloso, era óbvio que o dossiê fora obtido de forma ilegal&amp;nbsp;por membros do submundo que habita Brasília.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A matéria reconhecia que a menção a Vidigal poderia ser apenas bravata de contraventores. Mas colocava como agravante o fato&amp;nbsp;do apartamento de um enteado de Vidigal ter sido alugado para os bandidos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Vidigal explicou que o apartamento tinha sido entregue a uma imobiliária, que se responsabiliza por quem aluga.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;O apartamento, pelo que sei, estava entregue a uma imobiliária. E ninguém pede atestado de bons antecedentes quando aluga um imóvel.&amp;quot; Mas a coincidência envolvendo um dos mais altos magistrados do país precisa ser esclarecida.&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Que tipo de favor Vidigal poderia ter prestado a Arrieta?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Consultando seus arquivos, ele constatou ter atuado em apenas um caso envolvendo Arrieta. E sua decisão tinha sido a de negar um habeas corpus a ele.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A troco de quê aquela marcação?&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Apenas os leitores mais bem informados entenderam a ginástica jornalística perpetrada por &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Pouco tempo antes, Vidigal havia dado a liminar que permitiu aos fundos de pensão e ao Citibank retomar o controle da Brasil Telecom das mãos de Daniel Dantas (&lt;a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/35504,1"&gt;&lt;font color="#810081"&gt;clique aqui para a íntegra da sentença&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;). Foi uma sentença dura contra o Opportunity.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Com olhos voltados à defesa do interesse público, notadamente porque envolvidos vultosos recursos do erário, antevejo ameaçada a ordem econômica. Neste contexto, considero que eventual prejuízo sofrido pelos fundos de investimento, em última análise, será suportado pelo erário, com vistas a garantir a milhares de brasileiros, beneficiários dos mesmos &amp;mdash; e que acreditaram nos fundos de pensões e deles dependem &amp;mdash;, a necessária subsistência&amp;rdquo;, registrou o ministro Vidigal na ocasião.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Considerei, também, nas razões de decidir, as informações trazidas pelo requerente que dão conta que a decisão objeto da suspensão entrega a gestão de mais de 10 bilhões de reais em ativos financeiros, materiais e societários ao Grupo Opportunity que, anteriormente, já fora destituído da gestão deste fundo por quebra dos deveres fiduciários, o que, também, recomenda a concessão da contracautela&amp;rdquo;, afirmou também o presidente do STJ.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;A sentença de Vidigal foi proferida no dia &lt;strong&gt;15 de junho de 2005&lt;/strong&gt;. A tentativa de um novo &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot;, por parte de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;21 de setembro de 2005&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;16 de maio de 2006&lt;/strong&gt; - quase um ano depois -, acuado pela revelação do dossiê falso sobre as contas de autoridades no exterior, Dantas mostraria claramente as peças que se encaixavam nas duas tentativas de &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot; da &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na entrevista à &amp;quot;Folha&amp;quot;, mencionada no capítulo anterior, Dantas disse o seguinte:&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O controlador do Opportunity,  Daniel Dantas, disse à Folha ter  recebido informações de que o  governo pressionou o Judiciário  brasileiro para favorecer os fundos de pensão na briga pela telefônica Brasil Telecom.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt; &amp;quot;Informaram a mim que teria  havido uma intervenção do ministro Palocci [ex-ministro da Fazenda] junto ao ministro Edson  Vidigal [ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça] para dar  uma decisão favorável aos fundos  de pensão&amp;quot;, disse Dantas em entrevista concedida no último sábado, por videoconferência. &amp;quot;Fui  conferir e ouvi de uma pessoa que  esteve com Palocci que o próprio  teria dito não ter sido ele diretamente, mas alguém ligado a ele  [que procurou Vidigal].&amp;quot;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) A versão segue as declarações  feitas por advogados do banco em  Nova York. Em documento público, eles lembram que o STJ tem  21 ministros, mas que os litígios  entre o Opportunity e os fundos  costumavam ser julgados por Vidigal (o ex-ministro assinou pelo  menos três liminares favoráveis  aos fundos de pensão).&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;No texto, os defensores do Opportunity ressaltam que Vidigal  deixou o Judiciário e que concorre ao governo do Maranhão  -pelo PSB, com apoio do PT.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;(...) Questionado se o Planalto pediu  que não fizesse declarações contundentes sobre o caso Gamecorp, Dantas confirmou. Segundo  ele, o recado chegou por meio de  Yon Moreira, então diretor da  Brasil Telecom. Ele não soube dizer quem foi o emissário do governo. A empresa Gamecorp tem  entre os sócios um filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Foi o segundo capítulo de uma longa série de matérias que, nos anos seguintes, marcaria de forma indelével a parceria Dantas-&lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font size="4" style="font-family: georgia;"&gt;Próximo capítulo: &lt;a href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/odossi%C3%AAfalsificado"&gt;O dossiê falso&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Feb 2008 21:23:00 GMT-03:00</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Os primeiros serviços</title>
      <link>http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6631</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;16 de maio de 2006&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp; sob fogo cruzado - depois de seu dossiê sobre as &amp;quot;contas secretas&amp;quot; de autoridades no exterior &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;ter sido desmascarado &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt; -, Daniel Dantas concedeu entrevista à &amp;quot;Folha de S. Paulo&amp;quot; (&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_129j6vp3nr4"&gt;leia aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_131dvb95qc4"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Foi uma entrevista, como se denomina no jargão jornalístico, para &amp;quot;levantar a bola&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A repórter levantou duas bolas para Dantas cortar. O que significava que os dois argumentos foram selecionados por Dantas como os mais significativos de sua estratégia de ataque-defesa.&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Um deles, o caso do investimento da Telemar na Gamecorp - empresa de jogos eletrônicos, da qual o filho de Lula é um dos sócios. O outro, a atuação do ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Edson Vidigal, que concedeu liminares aos cotistas da CVC-Opportuniy, permitindo que retomassem o controle das mãos de Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Era uma entrevista defensiva, que sintetizava os dois principais argumentos de defesa. Através deles, Dantas pretendia provar que estava sendo vítima de perseguição política do governo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Nem se entre, por enquanto, no mérito das denúncias. Nem vamos colocar nessa trama o papel do Ministro Antonio Pallocci - que, na entrevista, Dantas afirma ter trabalhado por sua destituição. Apenas chamar a atenção para o fato de que, naquele mesmo período, de herói da estabilidade, para a &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;, em pouco tempo Palocci se transformou em vilão. Passou a ser alvo de campanha cerrada, até sucumbir ao seu próprio ato criminoso de quebrar o sigilo do caseiro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Por ora, vamos rever como &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; tratou do caso Gamecorp e Edson Vidigal nos anos anteriores, justo naqueles meses de 2005 em que se consolidou sua ligação com Dantas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Nesse capítulo, o caso Gamecorp; no próximo, o caso Edson Vidigal.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-family: georgia;"&gt;&lt;font size="4"&gt;A ginástica da Gamecorp&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Como vocês se recordam, da leitura do capítulo anterior, o último ataque de &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; a Dantas foi no dia &lt;strong&gt;18 de maio de 2005&lt;/strong&gt;; a primeira defesa ostensiva, no dia &lt;strong&gt;15 de junho de 2005&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;4 de agosto de 2005&lt;/strong&gt; publiquei uma coluna em que revelava que a ida a Lisboa de Marcos Valério - o publicitário do &amp;quot;mensalão&amp;quot; - tinha sido a serviço de Dantas, e não de Lula, como insinuado em algumas notas de jornais (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_128dpb4mmgf"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A agência de Valério era contratada da Telemig Celular - controlada pelo banqueiro. Pouco tempo antes houve uma reunião entre o staff de Dantas e dirigentes brasileiros da Portugal Telecom (controladora da Vivo), onde lhes foram oferecidas as empresas Telemig Celular e Amazônia Celular.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Havia razões para essa ofensiva de Dantas.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;No dia &lt;strong&gt;12 de abril de 2005&lt;/strong&gt;, o Citigroup havia entrado com uma ação de perdas e danos contra Dantas na corte de Nova York (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u95276.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Em &lt;strong&gt;maio de 2005&lt;/strong&gt;, o presidente do Superior Tribunal de Justiça cassara a liminar que impedia a realização da Assembléia Geral Extraordinária do CVC-Opportunity - o fundo que controlava a Brasil Telecom -, na qual Dantas seria destituído.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;O banqueiro corria contra o relógio para vender o controle das duas empresas, antes que perdesse o poder de mando sobre &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;elas&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Era esse o ambiente na época quando escrevi sobre Dantas.&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2" style="font-family: verdana;"&gt;Dez dias depois, no dia &lt;strong&gt;14 de agosto de 2005&lt;/strong&gt; recebi o primeiro ataque de Diogo Mainardi. O pretexto foi uma nota em que criticava seu procedimento de ter &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;revelado a identidade de uma fonte depois de lhe ter garantido o &amp;ldquo;off&amp;rdquo;. Era apenas um parágrafo no qual seu nome sequer era citado.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;A reação foi desproporcional. &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;O titulo da coluna de Mainardi era agressivo: &amp;ldquo;Chega de ética, Nassif&amp;rdquo;. O intertítulo, mais ainda (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_86fgt99mdk"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a style="border-width: 0pt; margin-left: 1em; margin-right: 1em; background-color: transparent;" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/MainardiNassif.tiff/MainardiNassif-full;init:.tiff" imageanchor="1"&gt;&lt;img width="420" height="172" alt="" style="border-width: 0pt;" tabindex="0" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/MainardiNassif.tiff/MainardiNassif-large.tiff" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;A profusão de acusações lançadas - dentro do padrão &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; - mostrava que a intenção não era apenas polemizar: era claramente praticar uma &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Me acusava de ter feito um &amp;quot;panegírico apaixonado&amp;quot; a uma empresa que patrocinava o site do &lt;strong&gt;Projeto Brasil&lt;/strong&gt;; de ter defendido o investimento da Telemar na Gamecorp em retribuição a uma campanha publicitária veiculada em meu site pelo BNDES; e de copiar e-mail de Luiz Roberto Demarco, o arqui-inimigo de Dantas. Os ataques encaixavam-se plenamente na definição de &amp;quot;assassinato de reputação&amp;quot; das guerras empresariais ou políticas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Pesquisando nos arquivos da &amp;quot;Folha&amp;quot; descobri que, uma vez, em quatro anos, escrevi um elogio de duas palavras ao fundador da empresa: ele tinha montado uma &amp;quot;gestão inovadora&amp;quot;. E nada mais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Não havia relação causal entre a campanha do BNDES e meu artigo sobre a Gamecorp. Apesar de sócio da Telemar, o banco&amp;nbsp; não tem por norma participar de decisões de investimentos de nenhuma empresa da qual seja acionista - menos ainda em valores tão insignificantes (para o porte da Telemar) quanto o que foi aportado na Gamecorp. E a campanha do BNDES, de apenas um mês, tinha sido montada especificamente para sites na Internet, e contemplado dezenas deles.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Como Mainardi jamais havia escrito sobre tema intrincado como esse, era óbvio que estava sendo &amp;quot;cavalgado&amp;quot; por Dantas, que lhe entregara o dossiê pronto. Aliás, como em praticamente todas as colunas que escreve sobre disputas empresariais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;As impressões digitais de Dantas eram tão óbvias que no &lt;strong&gt;dia 16 de agosto de 2005&lt;/strong&gt; respondi ao ataque de Mainardi em minha coluna, na própria &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo; (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_87rvdt5sf2"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;). &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;No &lt;/span&gt;&lt;strong style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;dia 19&lt;/strong&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 153);"&gt;, a &amp;ldquo;Folha&amp;rdquo; publicou no Painel do Leitor uma contestação à coluna assinada por Maria Amália Cotrim, porta-voz do próprio Opportunity, com os mesmos argumentos brandidos por Mainardi em sua coluna&lt;/span&gt;&amp;nbsp;(&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_89dv6vm4g6"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;)&amp;nbsp;&amp;ndash; e na que sairia na semana seguinte.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;De nada adiantaram minhas explicações ou a carta de Paulo Totti, do BNDES, à &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a style="border-width: 0pt; margin-left: 1em; margin-right: 1em; background-color: transparent;" href="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Totti.tiff/Totti-full;init:.tiff" imageanchor="1"&gt;&lt;img width="420" height="282" alt="" style="border-width: 0pt;" tabindex="0" src="http://pages.google.com/edit/luis.nassif/Totti.tiff/Totti-large.tiff" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt;A carta de Totti saiu escondida na seção de Carta dos Leitores. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na mesma edição, outro artigo de Mainardi, repisando os ataques e passando ao largo das explicações dadas (&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_88dspvs5gj"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Mais tarde ficariam claros os motivos que o levaram a incluir a Gamecorp em seu ataque.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Na ação movida pelo Citigroup, uma das estratégias da defesa de Dantas era sustentar que o banqueiro estava sendo vítima de perseguição política. E apresentar como evidência o fato da empresa do filho do presidente ter recebido aporte de capital da Telemar, concorrente de Brasil Telecom. Por isso mesmo, qualquer análise que mostrasse lógica econômica no investimento estaria enfraquecendo a argumentação de Dantas no processo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Em &lt;strong&gt;11 de janeiro de 2008&lt;/strong&gt;, a &amp;quot;Folha Online&amp;quot; trouxe matéria que comprovava amplamente essa tática (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u362402.shtml"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em style="font-family: verdana;"&gt;Advogados do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, apresentaram à Justiça de Nova York documento em que acusam acionistas da Oi (ex-Telemar) de corrupção de membros do PT no governo para conseguir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva altere a legislação para permitir a compra da Brasil Telecom, como publicado na edição de hoje da &lt;strong&gt;Folha de S.Paulo &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcxtfgb_132d6tvx7f8"&gt;íntegra&lt;/a&gt; disponível somente para assinantes do jornal e Uol).&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;O documento, obtido pela &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt;, também menciona o investimento milionário na empresa do filho do presidente Lula, a Gamecorp, que provocou polêmica em 2005. Os advogados do Opportunity alegam que a então Telemar tinha interesse na mudança da legislação do setor de telecomunicações, mas não apresentam provas da acusação. &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;Essa linha de defesa tinha começado a ser montada justamente no período em que Mainardi sacou do coldre a Gamecorp.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;font size="4"&gt;O espírito persecutório &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2